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Um olhar brasileiro em Astrologia
 Edição 125 :: Novembro/2008 :: -

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UM BALANÇO DAS PREVISÕES PARA 2008

Carlos Hollanda antecipou
a impotência de Bush

Carlos Hollanda e Equipe de Constelar

Compare aqui o resumo das previsões de Carlos Hollanda no evento Presságios 2008, em dezembro de 2007, com os fatos que efetivamente aconteceram. A gravação integral em áudio e a apresentação em Flash desta palestra já podem ser acessados gratuitamente. Basta criar um nome de usuário e uma senha.

Palestra Carlos Hollanda - Parte I - 8 de dezembro de 2007

Sobre a técnica

Carlos HollandaA técnica utilizada por Carlos Hollanda foi a análise de cartas natais de grandes líderes mundiais para obter tendências válidas para os respectivos países. Trata-se de um procedimento bastante tradicional: considerar o mapa individual da pessoa que representa o "poder central" de um país, uma cidade, uma empresa ou qualquer outra coletividade e analisá-lo com técnicas semelhantes às da Astrologia Mundial. Esta prática era normalmente adotada na abordagem dos mapas de reis ou presidentes, mas também pode ser aplicada, em outros níveis, ao mapa de um diretor da empresa ou mesmo de um chefe de quadrilha, no caso de uma organização criminosa. Sempre existe uma pessoa que corporifica a instituição ou entidade coletiva.

Numa carta assim considerada, a casa 6, por exemplo, pode dar indicações sobre a saúde do governante, mas também sobre as grandes questões de saúde pública do país governado; o eixo 2-8 falará sobre recursos pessoais, mas também sobre as finanças públicas; e assim por diante.

A grande força e ao mesmo tempo a grande fraqueza desta técnica vem do fato de que depende totalmente da precisão dos dados de nascimento do governante considerado.

George W. Bush

Em 2008 Bush enfrenta a conjunção de Saturno em trânsito ao Marte natal, indicando baixa de energia e restrições, inclusive no nível pessoal. No nível coletivo, indica reformulação das estratégias militares e possível retirada das tropas americanas no Iraque. Bush está perdendo poder, e isso ficará bem claro por volta de junho/julho de 2008. É um quadro geral de impotência, que tanto pode referir-se ao presidente (no nível literal) ou a seu governo (no nível metafórico).

Em 2006 e 2007 já se teve notícia da bolha especulativa na economia americana. Vemos que Plutão está transitando na casa 5 de Bush, em quincunce com Saturno natal em Câncer. Trata-se de um planeta de crise e ressurgência de problemas na casa 5 do presidente, a dos filhos e criações mas também a casa das especulações e do jogo (bolsas de valores, investimentos de risco). O quincunce é um aspecto tenso e Saturno indica construções - especialmente em Câncer (os financiamentos para a compra de casa própria). Em outras palavras: a bolha especulativa está marcada claramente no mapa do presidente.

Bush também está com Saturno em trânsito na 2 e a Lua progredida na 6, em quadratura com Quíron: possível crise no sistema de saúde americano. O próprio Bush está com saúde debilitada, talvez tenha de fazer alguma cirurgia.

Também pode indicar problemas com militares, perda de poder. Saturno com Marte se relaciona com a intensificação da capacidade defensiva: é o guerreiro com medo, diante de obstáculos. Os Estados Unidos poderão parecer recuar em 2008, mas farão investimentos na surdina, com vistas a 2009. De qualquer forma, não abandonarão seus projetos militares em relação ao Oriente Médio.

Netuno em trânsito encontra-se em oposição a Vênus natal, especialmente em fevereiro, outubro e novembro de 2008. Forte potencial de desconfianças e de desligamento dos parceiros de negócios.

O Retorno Solar de Bush (válido de julho de 2008 a julho de 2009) mostra o Ascendente em Câncer, Lua em Leão, enquanto Marte e Saturno formam conjunção, reiterando os trânsitos indicadores de restrições e impotência.

Em fevereiro de 2009 Bush enfrenta aspectos tensos envolvendo Quíron, o que pode indicar possíveis problemas de natureza catastrófica.

Um ano depois (comentários de novembro/2008):

Carlos HollandaCarlos Hollanda acertou em cheio ao falar de um Bush impotente, no sentido real ou metafórico. Efetivamente, o presidente parece ter perdido sua credibilidade e capacidade de mobilização, seja para enfrentar a crise econômica, seja para deter a onda de avanço da popularidade de Barack Obama, cuja afirmação como candidato democrata ocorre em junho de 2008, exatamente no período em que, segundo Hollanda, ficaria clara a perda de poder de Bush. A indicação de problemas com o mercado de capitais (casa 5) também não poderia ter sido mais certeira.

Bush não retirou as tropas do Iraque, como previu Hollanda, mas ao menos não conseguiu aumentar a presença militar americana no exterior, já que a resistência da opinião pública é cada vez maior.

Um dado digno de nota é que Carlos Hollanda previu uma “possível crise no sistema de saúde americano”. A mesma previsão, como se verá adiante, foi feita para diversos outros governantes, e Hollanda registra, ao longo de sua palestra, alguma perplexidade com a reiteração dessas indicações. Ocorre que a mesma casa – a sexta – rege tanto a saúde pública quanto a relação com trabalhadores assalariados, assim como situações de crise aguda, em geral. Assim, ao constatar problemas de casa 6 com tantos diferentes governantes, Hollanda encontrou o fio da meada da crise econômica que dominou o mundo a partir de setembro de 2008: não se trata de uma crise de saúde da população, mas do sistema financeiro, trazendo à tona uma forte preocupação com o desemprego, que já começa a aumentar em vários setores da economia dos Estados Unidos e de outros países.

Palestra Carlos Hollanda - Parte II - 8 de dezembro de 2007

Hugo Chávez

O inimigo número 1 de Bush no continente, Hugo Chávez, enfrenta uma quadratura de Saturno a Marte natal no final de 2008. Contudo, este aspecto pode ser antecipado, indicando perda de poder.

Com a entrada de Plutão em Capricórnio, há tendência para que líderes mundiais tentem aumentar a influência do Estado sobre a sociedade e proteger suas estruturas de poder. O nacionalismo vai recrudescer.

No caso de Chávez, observa-se a dificuldade para manter alianças (aspectos tensos Saturno-Vênus). Haverá desgaste na aliança da Venezuela com outros países. Potencial crise econômica (Saturno na 2). O mapa de Chávez, como o de outros líderes mundiais, indica um forte potencial de crise energética no final de 2008 e início de 2009. Vários presidentes também apresentam em seus mapas uma ênfase em questões de saúde coletiva.

Chávez vai viajar muito em 2008, em busca de alianças, mas não terá muito sucesso.

Um ano depois (comentários de novembro/2008):

Efetivamente Chávez tem viajado muito, mas o ano de 2008 não foi dos mais brilhantes para seus projetos. O pior momento foi a desastrada intermediação para libertação da senadora colombiana Ingrid Bettancourt, mantida vários anos como refém da guerrilha de seu país. Ingrid acabou libertada pelo próprio exército da Colômbia, num ato que acabou fortalecendo politicamente Alvaro Uribe, presidente do país vizinho e adversário de Chávez. Não houve exatamente uma crise energética, mas sim uma crise com o preço da principal fonte de energia e base da economia venezuelana, o petróleo.

Palestra Carlos Hollanda - Parte III - 8 de dezembro de 2007

Lula

Há um verdadeiro potencial de crescimento para o Brasil, que não se encerra com o mandato de Lula. Bill Gates e Silvio Santos, dois conhecidos milionários, assim como o Banco do Brasil, nasceram sob uma conjunção Júpiter-Plutão. Esta conjunção ocorre em dezembro de 2007 na casa 2 de Lula, indicando um bom momento econômico.

Lula estará mais autoritário. A CPMF não volta e o país deve entrar em crise econômica, que se tornará também crise política.

O eixo dos nodos indica problemas com mineração ou com lixo atômico. Crise no sistema de gerenciamento de recursos pouco utilizados ou desperdiçados.

Turbulência grave no Congresso Nacional, inclusive com possibilidade de fechamento.

Um ano depois (comentários de novembro/2008):

A grande dificuldade para trabalhar com o mapa de Lula é a dúvida sobre seu horário de nascimento e, conseqüentemente, sobre a distribuição de seus planetas pelas casas. Hollanda tomou como base uma carta solar, com Sol no Ascendente. Esta carta explica o bom momento econômico do país no primeiro semestre, apesar da perda da CPMF, assim como o início de uma fase mais difícil a partir de setembro, como reflexo da crise americana. Os problemas com gerenciamento de recursos realmente aconteceram, levando à renúncia da ministra Marina Silva, do Meio Ambiente, e a mineração foi prejudicada pela crise americana, que levou a uma queda no preço do minério de ferro e a grandes perdas por parte da Vale do Rio Doce. Contudo, faltaram a turbulência grave no Congresso e os problemas com lixo atômico.

Outras lideranças políticas

Fidel Castro - Conjunção de Saturno a Marte: restrições, impedimentos.

Evo Morales - Plutão se aproximando de Saturno natal: aspecto difícil, que esteve presente, por exemplo, nos momentos de perda de poder de José Dirceu e Renan Calheiros.

Nicolas Sarkozy, França - Popularidade em baixa e risco de novas rebeliões como a dos jovens em 2006.

Mahmoud Ahmadnejad, Irã - Saturno em conjunção com Plutão natal. O programa nuclear do Irã não é só para fins de energia pacífica. A indústria efetivamente está se desenvolvendo, mas há também um programa armamentista em andamento.

Vladimir Putin, Rússia - Júpiter e Plutão sobre Marte natal. Concentração de poder, autoritarismo, militarismo, aumento de poder.

Um ano depois (comentários de novembro/2008):

Carlos Hollanda acertou em cheio no que se refere a Fidel Castro, Evo Morales e Vladimir Putin. O boliviano Evo Morales, principal aliado do presidente venezuelano Hugo Chávez no continente, passou por maus pedaços ao enfrentar uma rebelião das quatro províncias mais ricas de seu país, com risco iminente de guerra civil. Efetivamente perdeu poder. Putin, por sua vez, mesmo tendo transferido a presidência para Medvedev, permanece como figura mais importante da política russa, tendo palavra ativa na invasão da Geórgia e em algumas iniciativas que reacenderam o orgulho nacionalista russo. Quanto a Fidel Castro, o ano foi de declínio de forças e impotência política.

As previsões para Sarkozy não se concretizaram. Quanto ao Irã, não há, por enquanto, como confirmar se o país vem investindo num programa nuclear para fins militares. Só o tempo dirá.

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