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 Edição 117 :: Março/2008 :: -

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O CONHECIMENTO ASTROLÓGICO EM RECURSOS HUMANOS

Astrologia & Vocação

Marcus Vinicius Wanick Vannuzini

Diretrizes de apoio para a identificação das vocações

O Mapa Astrológico é um material muito rico para reflexão, mas é apenas uma ferramenta. Não é uma fórmula pronta, "mágica", que dá todas as respostas às questões vocacionais. É, antes de mais nada, um instrumento de autoconhecimento. Como tal - além das possíveis respostas, também traz muitas perguntas fundamentais. Assim, é preciso um esforço da parte do indivíduo no sentido de respondê-las, examinando as indicações que o mapa traz e comparando-as com os traços da sua personalidade. Após a reflexão sobre o que significa cada Direção Vocacional Básica revelada pelo Mapa, procure compor a sua própria lista hierárquica das tendências mais enfatizadas - que no seu julgamento têm prioridade para expressão vocacional. Adicione todo e qualquer talento, tendência, interesse, habilidade ou necessidade que você sabe que tem e que, eventualmente, não tenha sido mencionado no Mapa. Troque idéias com as pessoas mais próximas. Não se esqueça de anotar tudo o que descobrir, todas as observações das pessoas, as suas conclusões. Tudo é importante.

Selecione as ocupações que parecem mais adequadas à sua natureza. Acrescente exemplos de ocupações semelhantes, de sua própria autoria, baseando-se no conteúdo do Mapa. Reflita sobre os critérios utilizados para rejeitar tipos de ocupações. Agrupe as ocupações selecionadas - referentes às diversas tendências - que apresentam similaridades, tentando combiná-las entre si. Passe então para uma outra etapa: procure combinar os grupos de exemplos de ocupações que parecem adequadas mas que apresentam orientações diferentes, tentando compatibilizá-los. Procure responder à série de questões formuladas a seguir, comparando as respostas às conclusões a que você chegou analisando o Mapa:

a) Quanto tempo e esforço pretendo investir na minha educação, com vistas à profissão? Cursos, treinamentos, seminários etc., que freqüentei ? Quais disciplinas me interessavam mais?

b) Cursos que iniciei e não concluí?

c) Cursos ou treinamentos que gostaria de ter feito e não fiz? Por quê?

d) Cursos que pretendo fazer? Por quê?

e) Assuntos que estudo/leio/pesquiso por conta própria? Por que me interessam? Podem representar um opção ocupacional? Por quê?

f) Quais as experiências profissionais anteriores; tipos de atividades e funções; tempo de serviço; relação com o trabalho, com os colegas e chefias; por que trabalhei nessa(s) área(s); gostava do que fazia? Por quê?

g) Hobbies - o que faço para me divertir? O que gosto de fazer por prazer, independentemente da remuneração? Podem significar uma expressão vocacional? Por quê? O que é mais importante para a minha vida: as atividades de lazer ou as atividades profissionais?

h) Pode parecer absurdo, mas a profissão que eu realmente gostaria de exercer é...

i) Quais são as profissões das pessoas da minha família? Isso representa alguma influência sobre as minhas expectativas profissionais?

j) Qual seria a ocupação ideal, mais adequada à minha natureza? Por quê? Tenho aptidões para exercê-la? Quais seriam as ocupações menos adequadas? Por quê?

k) Quais são os meus critérios para selecionar a ocupação apropriada: Satisfação pessoal? Necessidades intelectuais? Exercício de poder e liderança? Facilidade de contato com outros indivíduos? Remuneração? Status? Oportunidades de expansão e realização? Expectativas familiares ou sociais?

l) O que o trabalho significa para mim? Por que eu quero trabalhar?

Quatro diferentes perspectivas

O conteúdo dos seguintes tópicos também é bastante útil na avaliação geral. Examine cada uma das ocupações consideradas adequadas de quatro diferentes ângulos:

1. O SIGNIFICADO E O PROPÓSITO DO TRABALHO:

A satisfação íntima de atuar profissionalmente segundo a própria natureza, interesses, motivações, necessidades e desejos;

2. A ATIVIDADE EM SI:

As aptidões, o aperfeiçoamento técnico, a relação entre as condições fisicas e a natureza do trabalho, o tipo de trabalho, as rotinas e procedimentos básicos, os instrumentos utilizados nas atividades profissionais, o local do serviço, os horários etc.;

3. A FUNÇÃO SOCIAL DO TRABALHO:

O que ele representa para você e para a sociedade como um todo, o reconhecimento público dos seus esforços, a sua reputação profissional, a sua contribuição para a comunidade, a projeção da sua personalidade no mundo etc.;

4. A REMUNERAÇÃO, O SUSTENTO:

Os frutos do seu trabalho convertidos em valor socialmente intercambiável; o atendimento das suas necessidades e desejos financeiros, os recursos presentes e futuros obtidos da sua atividade profissional etc.

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Nota do Editor - é evidente que o texto não chegou a ser completado por Zini. Contudo, não é difícil deduzir o que viria a seguir: a correlação entre a hierarquia das tendências vocacionais e dos temas dominantes no mapa astrológico. O autor aponta, portanto, para o trabalho duplamente especializado do praticante de Astrologia Vocacional. De um lado, a correta aplicação da técnica exige um bom conhecimento genérico de recursos humanos e do universo ocupacional, em particular; de outro, é necessário um domínio dos processos de interpretação astrológica que permita não apenas identificar os conteúdos associados a cada fator presente no mapa, mas também ordená-los em função de seu peso relativo no conjunto.

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