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Um
olhar brasileiro em Astrologia
Edição 92 :: Fevereiro/2006 :: - |
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Novidades em mapas do Brasil Um link direto para os vinte mapas mais recentes Joaquim Nabuco (Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo) Olavo de Carvalho (Olavo Luís Pimentel de Carvalho) Castro Alves (Antônio Frederico de Castro Alves) Adélia Prado (Adélia Luzia Prado Freitas) Graciliano Ramos (Graciliano Ramos de Oliveira) Ricardo Reis (Heterônimo de Fernando Pessoa) Alvaro de Campos (Heterônimo de Fernando Pessoa) Alberto Caeiro (Heterônimo de Fernando Pessoa) Fernando Pessoa (Fernando António Nogueira Pessoa) Mário Ferreira dos Santos (Mário Ferreira dos Santos) João Silvério Trevisan (João Silvério Trevisan) Regina Duarte (Regina Blóis Duarte) |
ASTROLOGIA E PSICANÁLISESujeito e Destino
Astrologia e psicanálise têm em comum o uso do mito como elemento constitutivo da base de seus respectivos discursos.
Se o mito do Édipo-Rei forneceu à concepção freudiana a base de sua metapsicologia, os diversos mitos existentes auxiliaram a astrologia na interpretação dos mapas individuais. Os conceitos metapsicológicos do mundo Real, Imaginário e Simbólico apoiaram Jacques Lacan - outro importante psicanalista - na sua busca por desvendar o aparelho psíquico. Esses conceitos podem e devem ser aplicados no estudo e análise astrológica de um mapa, entendendo-se a carta natal como um direcionamento na vida do sujeito, enquanto o trabalho clínico psicanalítico permite estudar e auxiliar o sujeito sobre a forma - o sentido - na qual está entendendo este norteamento (subjetivação). Assim, podemos dividir o mapa natal em três outros círculos, que indicam a existência e a ex-sistência de nossa interioridade. Nesse sentido, as duas teorias se complementam / suplementam, permitindo um entendimento maior de nossos caminhos, enquanto sujeitos. Para Freud (1911), "o Real se determinará, em um primeiro tempo, tendo a noção de fantasia incorporada como substituto da satisfação pulsional - a realidade se definirá como a vertente externa da frustração." (Dicionário Enciclopédico de Psicanálise: o legado de Freud e Lacan. Editado por Pierre Kaufmann. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1996.) Dessa forma, toda e qualquer passagem de um planeta ou luminar pela casa 12 (ver esquema abaixo) de um mapa astrológico, remete o sujeito a esse estado de frustração, ao lidar com a realidade - objeto do "gozo do outro". Lacan evidencia que o ego da criança, sobretudo em virtude da pré-maturação biológica, constitui-se a partir da imagem de seu semelhante, construindo o mundo imaginário. A partir do "estádio do espelho", há uma identificação parcial na qual sucedem-se as fantasias da imagem fragmentada do corpo, definida no interior dos três sistemas citados - Real, Imaginário e Simbólico - em que se acasalam sujeito e objeto.
Na oitava casa (ver esquema acima), ocorre a castração simbólica de um objeto imaginário, remetendo o sujeito a uma emasculação do falo absoluto do pai onipotente. Em um mapa astrológico ocorre esta castração simbólica, transformando o sujeito através de seus relacionamentos, alternando presença / ausência do ser amado. O mundo Simbólico designa a ordem dos fenômenos estruturados como linguagem. É o termo utilizado para designar a lei que funda esta ordem. Lacan criou a expressão "pai simbólico" ou "Nome-do-Pai" para designar uma instância que não se reduz ao pai real ou imaginário e que promulga a lei. Na astrologia, os fundamentos da quarta casa (ver esquema) remetem a um estado de "privação" a qualquer planeta ou luminar que ali se evidencie, destinando o sujeito a um sentimento de incompletude correspondente ao gozo fálico - um alívio incompleto da tensão inconsciente. Através deste artigo, procuramos conceituar e interligar, de forma breve, o possível aproveitamento de duas teorias, esperando com isso que um debate possa ser aberto - de forma mais clara e sem preconceitos - em prol de uma melhor compreensão do ser humano. Saiba mais sobre Luiz Roberto Delvaux de Matos. |
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