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 Edição 92 :: Fevereiro/2006 :: -

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ASTROLOGIA E LITERATURA

Alexandre Dumas, uma vida de romance

Fernando Fernandes

Conheça o perfil astrológico de Alexandre Dumas, pai, o mais popular dos escritores franceses e criador de tipos imortais, como os Três Mosqueteiros e o Conde de Monte Cristo.

O que pensar de um escritor que foi traduzido em quase 100 idiomas e, apesar de ter nascido um século antes da popularização do cinema, inspirou mais de 200 filmes baseados em suas histórias? Este foi Alexandre Dumas, pai, ou melhor, Dumas Davy de la Pailleterie, neto de um marquês mas filho de mãe mulata, circunstância que o faria sofrer até o fim da vida com o racismo que impediu seus contemporâneos de reconhecê-lo como um dos grandes gênios da literatura mundial.

Dumas teve seu primeiro sucesso aos 27 anos, com uma peça teatral. A partir daí firmou-se financeiramente e pôde viver como escritor em tempo integral. O sucesso maior veio quando passou a dedicar-se às novelas históricas, a partir de 1838 (quando tinha 36 anos). Para citar apenas as obras que se transformaram em filmes de grande popularidade nos últimos vinte anos, podemos ficar com Os Três Mosqueteiros (1844), Visconde de Bragelonne (de 1847, que inclui o episódio O Homem com a Máscara de Ferro), Rainha Margot (1845) e o Quebra-Nozes (de 1844, que inspirou o balé do mesmo nome, de Tchaikovsky, décadas depois).

Rico e bem-sucedido, Alexandre Dumas passou a levar uma vida extravagante. Construiu um dispensioso castelo fora de Paris, sempre animado por festas e pela presença de belas mulheres. Dumas teve pelo menos três filhos fora do casamento, um dos quais foi o também escritor Alexandre Dumas, filho, autor de A Dama das Camélias.

Generoso e perdulário, Alexandre Dumas acabou atolado em dívidas, fato que o levou a uma estratégica mudança para a Rússia, onde viveu dois anos, e depois para a Itália, onde, já na faixa dos 60 anos, envolveu-se nas lutas pela reunificação do país. De volta a Paris, faleceu em 1870, aos 68 anos.

Alexandre Dumas - 24.7.1802, 5h30 LMT - Villers-Cotterêts, França - 49n15, 03e05.
Fonte: registro de nascimento, segundo Gauquelin.

O Sol e o Ascendente em Leão ajudam a entender não só a temática das aventuras históricas de Dumas, povoadas de figuras nobres e de heróis como D'Artagnan, como também a inclinação pessoal do autor pelo luxo, pelas festas e pela ostentação. A Lua exaltada em Touro na casa 10 fala bem de um homem cuja carreira foi toda construída a partir do estímulo da imaginação do público com histórias de amores e aventuras (a Lua está em aspecto exatamente com Vênus e Marte). O trígono de Mercúrio em Câncer (signo lunar, de imaginação) com Netuno na casa 4 (a inspiração no passado) completa esta rápida apresentação do criador do Conde de Monte Cristo. Mercúrio, diga-se de passagem, rege a casa 3, da escrita, e encontra-se na casa 12, do sonho, mostrando quão preciso foi o elogio que a ele dedicou o presidente francês Jacques Chirac, ao dizer: "Contigo, nós fomos D'Artagnan, Monte Cristo ou Balsamo, cavalgando pelas estradas da França, percorrendo campos de batalha, visitando palácios e castelos - contigo, nós sonhamos."

The Man in the Iron Mask (O Máscara de Ferro) é um dos muitos exemplos de como Hollywood se apropriou do gênio de Alexandre Dumas para criar grandes novelas de aventuras. O filme, de 1998, foi dirigido por Randall Wallace e estrelado por Leonardo DiCaprio, John Malkovich, Gerard Depardieu, Jeremy Irons e Gabriel Byrne.

Se bem que a habilidade de escrever esteja basicamente associada a Mercúrio, dificilmente um escritor é bem sucedido se não conta com uma forte Lua relacionada com as casas de trabalho e carreira. Dumas tem uma Lua de casa 10, exaltada e conjunta ao regente desta mesma casa (Marte rege o Meio do Céu).

E quanto a Plutão, cujo papel em O Conde de Monte Cristo foi tão bem explorado em artigo de Vanessa Tuleski? O planeta das transformações compulsórias ocupa no mapa de Dumas a casa 8 e recebe a oposição de Vênus na 2, co-regente da casa 10. Nada mais natural que Alexandre Dumas valorizasse questões plutonianas e com elas ganhasse um bom dinheiro (significado tanto da casa 2 quanto dos planetas envolvidos). Cabe observar que Saturno também faz parte desta configuração, de forma que Dumas, um mestre do entretenimento, conseguiu a façanha de tornar agradáveis (Vênus) temas tão sisudos (Saturno) e densos (Plutão) quanto a injustiça, a traição, a desonra, o exílio, a manipulação e a perda da liberdade.

Cabe observar que a importante Lua da carta de Alexandre Dumas rege a casa 12, onde também estão Sol e Mercúrio. De certa forma, Alexandre Dumas, descendente de uma ex-escrava haitiana, também sentiu na pele a problemática de casa 12 e de Saturno-Plutão. Rico mas descriminado, popularíssimo mas esnobado pelos seus pares, carregou durante toda a vida um sentimento de exclusão e de exílio, projetado no sofrimento de seus maiores personagens. Todavia, seria difícil para alguém com o Sol e o Ascendente em Leão sofrer em silêncio. Assim, a Vênus atormentada e a ênfase de casa 12 do mapa de Dumas revelam-se em grande estilo nos intermináveis anos de prisão do Conde de Monte Cristo e nas maquinações tenebrosas do Cardeal Richelieu em Os Três Mosqueteiros. Tal intensidade e tais transbordamentos encantaram gerações de leitores e acabaram gerando alguns dos melhores roteiros de Hollywood.

Outros artigos de Fernando Fernandes.

Leia também: Plutão e o Conde de Monte Cristo, de Vanessa Tuleski



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