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 Edição 87 :: Setembro/2005 :: -

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COLUNISTAS

Considerações em torno do planeta X

A teia de significados associados ao recém-descoberto planeta 2003 UB313, ainda sem nome e aqui chamado de planeta X, é o tema principal deste mês de estréia da coluna de Bola.

Fotos do céu
Maluf preso
Kaspar Hauser, planeta X e a cegueira das civilizações
"Character doesn't change: it is immutable, and it is destiny"
O novo planeta X como regente de Libra
Plutão em movimento direto e Lua Nova de Setembro
Albert Raymond Costet de Mascheville

Outras edições desta coluna

Fotografar o céu é uma grande idéia ao alcance de todos. As fotos abaixo são de autoria de Pedro Mohr e foram tiradas em Capela de Santana, RS.

Mercúrio, Vênus e Lua se espalham no céu gaúcho. Fotos noturnas de Mercúrio
são muito raras, pois este planeta normalmente está muito próximo do Sol.

A estrela Spica, Júpiter, Lua e Vênus fotografados
na recente conjunção, na primeira semana
de setembro de 2005.

Maluf preso

Paulo Maluf entregou-se à Polícia Federal de São Paulo às 00h30 de hoje. Vejam o Meio-Céu a 23 de Peixes em oposição ao Mercúrio de 7 de setembro que vem recebendo a quadratura de Plutão, que voltará a ser exata em dezembro. O filho de Paulo Maluf, Flávio, se entregou em seguida. Dentro do simbolismo de Saturno em Leão, a questão de modelo de pai sendo repetido pelo filho.

Kaspar Hauser, planeta X e a cegueira das civilizações

O Sol em oposição a Urano em Peixes nestes últimos dias - o que equivale dizer que a Terra estava em conjunção com Urano em Peixes - mais a bombástica entrada em cena do planeta X - podem ser associados ao genial título de um filme de Herzog - "Cada um por si e Deus contra todos", sobre Kaspar Hauser, protótipo do Áries sem Libra: criado numa masmorra, nunca teve qualquer contato humano e não aprendeu qualquer língua. Ao ser encontrado, abandonado em praça pública, sua aparição desperta as mais conflitantes e radicais reações da comunidade, espelhando o quanto a falta e o encontro com o outro podem ser impactantes.

A desvastação em próprio solo americano - apesar de ocorrida numa cidade de origem francesa e de maioria de população negra - está fazendo os Estados Unidos sutil e invisivelmente se colocarem na ótica do outro no que diz respeito às conseqüências que geram na vida de milhares quando desembarcam seus furacões de ferro e fogo em solo alheio para fazer valer sua supremacia.

Bush caminhando atônito entre destroços deixados pelo Katrina nivela-se a um iraquiano comum chorando junto às ruínas de sua casa arrasada pelo 7º da Cavalaria. Correntes religiosas nos USA estão interpretando - de forma distorcida, dizendo que o furacão foi um castigo divino pelo país ter apoiado a retirada dos colonos judeus dos territórios palestinos ocupados - o furacão como uma punição a um país de pecadores.

Sem dúvida que este furacão, como os próprios cientistas admitem, que ganhou sua força destruidora graças ao desequilíbrio térmico das águas do golfo do México, pode ser encarado como portador de uma mensagem da natureza, nos remetendo às primitivas relações dos fenômenos naturais com as forças divinas.

Há na revista Veja desta semana - sim, o lotus nasce no lodo - um artigo instigante sobre "A cegueira das Civilizações". Me parece que o planeta X só poderia surgir agora em que as consequências catastróficas das intervenções da humanidade no meio ambiente (Libra) estão revelando todas as suas conseqüências.

A matéria é baseada num livro do geógrafo americano Jared Diamond que resume sua pesquisa em "Por que algumas sociedades aprendem com seus erros e outras não?". Entre outras coisas o autor afirma que no auge do sucesso as civilizações ficam cegas e cometem os erros que a leverão ao declínio.

O sucesso as faz consumir recursos naturais de uma forma excessiva; a falta de alimentos para a população leva à guerra civil e destruição da sociedade organizada. Veste muito bem o que está se assistindo em New Orleans, não? A falta de alimentos e de recursos libera os instintos mais primitivos das pessoas e em NO até os policiais tranqüilamente saqueavam nos supermercados. Como disse Napoleão, e que muito bem se aplica aos nossos escândalos recorrentes de corrupção: "Não há lei para o dinheiro".

Também estes acontecimentos piscianos geram naturalmente reações arianas, como signo que lhe sucede. O caos (Peixes) dissolve as leis (Sagitário) e libera o indivíduo (Áries) para seguir seus impulsos naturais e a fazer valer novamente a primitva lei da força bruta e a oprimir o outro, onde começa o "cada um por si e deus contra todos".

Os saques e a violência em NO e as invasões de marginalizados como causa dos incêndios que estão assolando Paris nos alertam para as preocupantes expectativas para a futura quadratura de Urano em Áries com Plutão em Capricórnio no início da próxima década.

Se a decoberta de Urano trouxe a revolução industrial e a de Plutão a energia atômica, o planeta X traz o impacto da civilização sobre o meio ambiente e os efeitos catastróficos da busca pela natureza de um novo equilíbrio em face das intervenções humanas, gerando cenários aos quais a humanidade terá de se adaptar à força.

"Character doesn't change: it is immutable, and it is destiny"

Esta é uma excelente definição astrológica. E o autor é um jonalista do New York Times, referindo-se a Bush e à forma semelhante como reagiu ao ataque às torres e ao desastre em New Orleans, fazendo uma das mais lúcidas análises da crise americana.

Sem dúvida um governante nada mais é do que a projeção do inconsciente coletivo de uma comunidade. A julgar por isso, os USA acham-se vivendo uma grande psicopatia e divórcio com a realidade em que por fim a própria realidade inunda e invade a fantasia e assume as rédeas dos acontecimentos. Bush parece Hitler nos últimos dias antes da queda, insitindo em querer negar a realidade.

Me preocupa que Bush queira responder a este desatre como respondeu ao ataque às torres: ao invés de capitalizar a solidariedade mundial buscando a conciliação e distribuindo generosidade para tornar mais leve o karma dos americanos, maiores consumidores de recursos do planeta, ele queria achar um motivo para continuar demonstrando força e acabar conseguindo de vez explodir alguns mísseis nucleares sobre o Irã ou a Coréia, aprofundando ainda mais a III Guerra Mudial que ele já começou.

Afirma Jung que as sociedades, como as pessoas, podem atingir graus de desequilíbrio em que para sua própria preservação internam-se em camisas de força ou em regimes totalitários. Quando começaram as matanças entre crianças nos USA comentei que era sinal de que a sociedade norte-americana tinha chegado a um extremo e que algo de muito drástico estava prestes a acontecer.

O símbolo desta pulsão de auto-internação do Tio Sam está bem refletido na reeleição de Bush e seu Sol na casa XII - muito bem lembrado por Nilsa Gorey em sua magistral interpretação da astrologia por trás do desastre - num niilismo de tentar impor seu ego sobre o mundo através da força.

Me parece que a estátua da Liberdade em NY está ali na entrada da América com o rosto voltado para o Velho Mundo para que os próprios americanos não esqueçam sua maior missão: construir uma sociedade liberal e generosa.

Da mesma maneira, nós que portamos no alto do Corcovado um Cristo livre da cruz acabamos crucificando os pobres e os humildes permitindo que se evaporem recursos tão vitais para lhes proporcionar uma vida melhor.

Mas todos estamos sujeitos a passar períodos em que temos de fazer contato com nossa própria sombra, para iluminá-la e integrá-la como força regeneradora e criativa. E este contato traz dissolução, privações e dores nem sempre fáceis de suportar.

É possível que as poderosas imagens desta inundação em sintonia com o trígono de Plutão com o planeta X sejam capazes de despertar o povo americano; invadam seus corações e mentes ao ponto de libertá-lo da necessidade de manter-se internado e assim levá-lo a trocar a figura do feitor ou do carrasco, que Bush encarna, pela da liderança consciente (Plutão) e corajosa (Planeta X em Áries).

O novo planeta X como regente de Libra

O surgimento de um planeta transplutoniano regente de Libra concomitante com acontecimentos massivos e de grande impacto sobre a consciência coletiva já se acha inteiramente justificado.

O que estamos assistindo, a maior potência mundial dobrando-se diante do poder maior da natureza, é algo que não pode ser atribuido a forças taurinas.

O signo de Libra foi criado muito posteriormente às fundações do zodíaco e atribuições das primeiras regências. Vênus já regia Touro muito antes de criarem o signo de Libra. Portanto nunca houve originalmente qualquer dúvida a este respeito.

As estrelas que formaram a constelação e o signo de Libra formavam antes as tenazes do Escorpião. Isso faz com que a luta corpo a corpo de Áries, onde é preciso alcançar o corpo do adversário como no boxe, se torne em Libra uma elegante competição sem contato físico, como no tênis, em que a vitória depende de colocar a bola onde o adversário não está.

A diplomacia também se vale deste princípio de explorar a fraqueza do adversário para obter vitórias.

Em entrevista que dei sobre previsões para o ano de 2005, alertei para o fato de que os aspectos de Júpiter em Libra com os três invisíveis - Netuno, depois Plutão e Urano - trariam importantes revelações e descobertas relacionadas ao espaço.

O planeta X foi revelado sob o trígono de Júpiter em Libra com Netuno em Aquário. Nâo é preciso mais nenhuma outra justificativa astrológica para tal descoberta. Inclusive a notícia foi forçada a vir à tona por um hacker que ameaçou colocar a informação na Internet se os autores não o fizessem.

O Planeta X em Áries, signo oposto de Libra, coloca claramente a questão da busca do indivíduo (Áries) por organizar-se em sociedade (Libra) visando facilitar sua sobrevivência.

Neste episódio de New Orleans estamos assitindo à falência completa da organização social como estrutura capaz de proteger os indivíduos.

Há também uma falha total de liderança. E esta não se reflete somente na apatia de Bush. Na Rússia Putin foi ferozmente questionado pelos sobreviventes de Beslan. Em nosso país, Lula continua a declarar-se ignorante do maior estelenionato e fraude política que as democracias ocidentais já assistiram.

A Lua Nova de hoje na casa V de Brasília deverá trazer um novo impacto no coração do presidente. Palocci terá de se explicar sobre as operações de triangulação para justificar sua cara mansão. Além disso, talvez Lula não consiga continuar abafando as marucataias de seu filho. E a retomada de investigações dos apagamentos de arquivo em Campinas e São Bernardo pode trazer à tona um lado ainda mais sombrio do PT.

As tenazes do Escorpião (ainda sobre o planeta X)

Sempre me intrigou como os mitos relacionados aos planetas invisíveis, e que só foram descobertos muito tempo depois, correspondiam com exatidão às características astrológicas e por consequência espirituais e psíquicas humanas. Ou seja, a humanidade em suas origens contava com a capacidade de "ver" os arquétipos.

Como os antigos "sabiam" que Marte rege o ferro? A NASA, milhares de anos depois, deposita uma sonda no planeta e confirma que seu solo contém 35% de óxido de ferro, ao que se deve sua cor vermelha. As estrelas que compõem cada um dos pratos da balança significam, em árabe, "a pagar"e a outra "a receber". A balança de Libra está intimamente ligada ao julgamento que vem junto com a morte, conforme várias tradições.

É interessante lembrar que Hades deu a presidência de seu tribunal a um filho de Saturno, porque ele era tão imparcial que condenou num julgamento o próprio filho.

Talvez por aí dê para entender porque Saturno tem uma conotação positiva na balança. Ou seja, a razão e o raciocínio aliados à comparação dos dois lados em disputa poderiam produzir um julgamento verdadeiramente ponderado.

Sem dúvida a formação das regências associadas aos planetas visíveis são as mais primitivas. Alguns autores consideram a constelação de Touro a mais antiga.

A própria letra A do alfabeto fenício teria se derivado do símbolo cuneiforme invertido da cabeça e cornos de um Touro, justamente porque o alfabeto pode ter-se desenvolvido e aperfeiçoado quando o Touro se achava no equinócio.

Talvez o furacão Katrina tenha um viés de justiça divina. De alguma forma o caos e a destruição que o império americano implantou no Iraque lhes voltou à casa. Quando vi os aviões explodindo as torres me veio imediatamente a imagem das bombas de Hiroshima e Nagasaki.

Plutão em movimento direto e Lua Nova de Setembro

Estamos sob a conjunção de Vênus e Júpiter a que só pude associar a calma reinante entre Israel e Palestina desde a reintegração da Faixa de Gaza.

Plutão torna-se direto hoje (2 de setembro) e no sábado, 3 de setembro, teremos a Lua Nova. Plutão poderá trazer à tona o que ainda esteja oculto e precisa ser revelado.

Roberto Jefferson, o nosso homem-bomba, promete revelar em plenário o destino dos 4 milhões. Parece que não foram escondidos em cuecas.

A Lua Nova em Brasília terá o Ascendente em 9 de Aquário em conjunção ao Netuno da posse de Lula e ao Sol de Marcos Valério.

O Meio do Céu da Lua Nova está em oposição ao Ascendente, ou seja, mais cabeças deverão rolar no Planalto.

Também teremos a Lua Nova na V em trígono com o Sol. Deve ser a classificação da seleção no jogo com o Chile. O país deve ganhar algum destaque pelo esporte e pela arte.

Urano está em quadratura aos Nodos, também é sinal de rupturas inesperadas e repentinas.

Sobre a carta aberta do cineasta Michael Moore ao presidente George Bush

Nota do editor: A carta contém pesadas críticas à forma como Bush vem conduzindo a guerra no Iraque, drenando recursos materiais e humanos que agora fazem falta no esquema de emergência em New Orleans, devastada pelo furacão Katrina.

Perdoem-me os defensores do Planeta X para Touro, o que está acontecendo no mundo desde que este planeta foi descoberto transcende posses e confortos pessoais - verdadeiro território a que o Touro, como o próprio animal simboliza, pertence.

Há em marcha um despertar da consciência coletiva, em parte promovida pelas forças da natureza, que me parece muito bem simbolizado pelo trígono entre o Planeta X e Plutão, que hoje passa a ser direto.

Albert Raymond Costet de Mascheville

Também conhecido pelo nome místico de Cedaior (aquele que volta), foi esposo e iniciador de Emma Costet de Mascheville na Astrologia. Era exímio violinista e através de extensas pesquisas no Egito chegou a reconstituir peças musicais egípcias que executava ao violino. Fez várias pesquisas e previsões astrológicas acertadas para terremotos e erupções vulcânicas, tendo chamado atenção para a importância dos nodos, do perigeu e apogeu lunar.

Nasceu em 1 de setembro de 1872 em Valence, França, às 14h. Fez a transição em 1942 em Porto Alegre. Que tenha um breve e auspicioso renascimento!

Visite a página de Antonio Carlos Harres e acesse todos os textos.



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