Constelar Home
menu
Um olhar brasileiro em Astrologia
 Edição 133 :: Julho/2009 :: -

Busca temática:

Índices por autor:

| A - B | C - D | E - F |
| G - L
| M - Q | R - Z |

Explore por edição:

1998 - 2000 | 2001 - 2002
2003 - 2004 | 2005 - 2006
2007 - 2008 | 2009 - 2010
2011 - 2013 |

País & Mundo |
Cotidiano | Opine! |
Dicas & Eventos |

NOVAS PROPOSTAS

Tun - O Calendário Maia
da Evolução da Consciência

Mihail Lermontov

Os nove ciclos do Calendário Tun estão em correlação com a história do universo e da civilização ocidental. Permitem também conjecturas sobre a sensação subjetiva da aceleração do transcorrer do tempo.

RESUMO

Mandala MaiaEntre os calendários Maia, o Calendário Tun se destaca por não ser semelhante ao nosso calendário Gregoriano nem ser um calendário profético. O Tun, calendário de 360 dias/ano, mede não a evolução dos dias e noites, mas sim a Evolução da Consciência, no sentido de percepção do conhecimento. Seus nove ciclos permitem estabelecer, com uma precisão incrível, uma relação com a história do universo, inclusive com a história da civilização ocidental. Este artigo apresenta a estrutura do Calendário Maia Tun e a correlação de seus nove ciclos com a história do universo e da civilização ocidental.

 

Introdução

A magnitude que os Maias dedicavam à medição do “tempo” provinha de sua concepção de que o “tempo” não é algo linear, como em nossa civilização ocidental. Nesta, a percepção do tempo tende a ser materialista, pois o psíquico e o espiritual, o “algo mais elevado” ficou perdido nas brumas do passado, na época em que o calendário era de 360 dias (não de 365,25dias).

De fato, sabe-se que os Sumérios, os Babilônios, os Chineses, e até mesmo os Romanos e os Gregos, em suas respectivas épocas áureas, usavam calendários de 360 dias. Mesmo na Bíblia é mencionado o calendário de 360 dias (denominado de Calendário Profético).

Contudo, para os Maias sua compreensão de tempo – por decorrência o calendário – baseava-se em repetições cíclicas. Deste modo, as revoluções periódicas da terra em torno do sol eram medidas por um calendário semelhante ao utilizado por nós hoje, que os Maias denominavam de Haab.

O Haab, assim como o nosso calendário Gregoriano, dividia o ano em 365 dias, 5 horas, 48 minutos e 6 segundos (aproximadamente 365,25 dias), que correspondem ao tempo de uma rotação da terra em torno do sol. O importante disso é o fato de o Haab ser uma medida material, isto é, física – massa se movendo em torno de outra massa – fenômeno essencialmente físico, por consequência material. Assim, o Haab era usado somente para fins de coleta de impostos, na previsão de datas de colheita, em suma, para os mesmos fins usados por nós, diariamente.

O calendário de 360 dias dos Maias, denominado de Tun, outro calendário utilizado por eles, media não a evolução dos dias e noites, mas sim, a evolução da Consciência, no sentido de percepção do conhecimento. Portanto, o Tun não era mais um calendário para medir evoluções cíclicas de algo material, era um meio de medir algo psíquico que tinha a ver com alguma coisa superior à matéria, apresentando-se como um calendário “mental”.

A evolução cíclica espiritual era medida por um terceiro calendário, em certo sentido profético, denominado Tzolkin cujos ciclos se repetiam a cada 260 dias. Este calendário, por exemplo, determinava o nome de cada criança de acordo com o dia de seu nascimento. Este fato designava a missão de vida daquele indivíduo, pois indicava a energia predominante que agiria sobre o mesmo. Com isto, as pessoas sabiam o que era importante e o que seria facilitado no decorrer de sua vida.

Tzolkin

No que segue será abordado essencialmente o Calendário Tun. Inicialmente é apresentada a sua estrutura, seguindo-se a apresentação dos seus nove ciclos, desde a criação do universo até final do calendário, no ano de 2011 A.D. (Depois de Cristo). Os ciclos finais, após o aparecimento do conceito de Nação no ano de 3115 a.C. (Antes de Cristo), serão associados a fatos históricos marcantes da civilização ocidental, com o intuito de ilustrar a incrível relação biunívoca existente entre os Ciclos de Evolução de Consciência Maia e a evolução da conscientização em nossa cultura ocidental.

Estrutura do calendário Tun

Para uma melhor compreensão do calendário Tun é interessante, inicialmente, ter-se uma idéia do sistema numérico utilizado pelos Maias.

A cultura Maia utilizava o sistema vigesimal e, por meio de símbolos figurativos, chegaram a estabelecer as datas mais antigas que se registram na história da humanidade. Criaram um sistema baseado na posição de símbolos, que inclusive incluía o zero (para indicar a inexistência de unidades deste valor). No seu sistema vigesimal, os valores dos seus símbolos aumentavam de vinte em vinte, com algumas variações, para uma melhor adaptação à cronologia.

O ano Maia, de 360 dias, era dividido em 18 meses com 20 dias cada. Cabe notar que os Maias não consideravam as posições 200, 201, 202,... mas sim 200 (=1 dia, denominado kin) , 201 (=20 dias = 1 mês, denominado uinal), 201×18 (=360 dias = 1 ano, denominado tun), 202×18 (=7200 dias, denominado katún), 203×18 (=144000 dias, denominado baktún), etc.

No final dos anos 40, foi descoberto um monumento monolítico em Coba, na península de Yucatan, México (Figura 1). As inscrições do monumento, datadas de cerca de 2500 anos atrás, indicavam um calendário de longuíssima duração, dividido em nove ciclos cujas durações estão ilustradas na Tabela 1.

Fig 1

 

Ciclo

Duração do ciclo
pelo Calendário
Maia
(1 tun = 360 dias,
1 kin = 1 dia)

Duração do ciclo
pelo Calendário Gregoriano
(anos de 365,25 dias)

13 x 207 tun

16,4 bilhões

 

13 x 206 tun

820 milhões

 

13 x 205 tun

41 milhões

 

13 x 204 tun

2 milhões

 

13 x 203 tun

100.000

 

13 x 202 tun

5.125

 

13 x 201 tun

256

 

13 x 200 tun

12,8

 

13 x 20 kin

0,72
(260 dias)

 

A interpretação das inscrições do monumento de Coba foi elaborada, entre outros, por Carl J. Calleman (Ref. 1) e Jan X. Lungold (Ref. 2) considerando que cada ciclo do calendário (Tun) correspondia a um nível de desenvolvimento da consciência, desenvolvimento este no sentido de percepção do conhecimento. Segundo Colleman, a sequência dos ciclos implica um aumento gradual da consciência, com um decréscimo proporcional da duração dos ciclos, cabendo notar que a duração do ciclo subsequente é 20 vezes inferior a do ciclo que o antecede. Assim, o que era conscientizado durante o período de um ciclo, no ciclo seguinte, aquilo que ele representasse deveria ser conscientizado em um tempo 20 vezes menor, havendo consequentemente uma aceleração na taxa de conscientização.

Prosseguindo, cada ciclo era subdividido em 13 partes, correspondendo a sete “dias” e seis “noites”, alternadamente, como ilustrado na Figura 2. É curioso observar que, conforme simbolicamente expresso na Bíblia, no livro de Gênesis, “E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia”.

Dias e noites no calendário Tun

Importante também é observar o referente ao início do primeiro dia de um ciclo (após o primeiro), em relação ao ciclo que o antecede. O primeiro dia de um ciclo sempre se inicia durante a parte final do último dia (sétimo) do ciclo que o antecede. Consequentemente, os ciclos que se sucedem estão, um a um, contidos naqueles que os antecedem. O gráfico da Figura 3 ilustra este fato.

Figura 3
[Clique na figura para ampliar]

Figura 3 - Miniatura

Para finalizar, é interessante observar que o auge da conscientização do ciclo ocorre no 5° dia do calendário, sendo que aquilo que não foi assimilado neste período é eliminado / destruído durante a noite que se segue, a 5ª noite. Este fenômeno se repete em todos os nove ciclos, como se houvesse uma aceleração desde o primeiro dia, uma mudança radical ocorrendo no período do quinto dia / quinta noite. A partir do 6° dia, tudo se passa como se houvesse uma preparação para o início do próximo ciclo, que ocorre, como já mencionado, na parte final (7° dia) do ciclo em consideração.

Os nove ciclos do calendário Tun

O calendário Tun, como já foi visto, subdivide a história do universo em nove ciclos, com a duração dos ciclos decrescendo progressivamente por um fator de 20, iniciando-se o 1° ciclo em cerca de 16,4 bilhões a.C. (antes de Cristo).

Os primeiros cinco ciclos correspondem à chamada Pré-História, correspondendo os últimos quatro ciclos à História Documentada, pois, a partir de 3115 a.C., a história passa a ser documentada no Egito, durante a primeira Dinastia Egípcia.

Por outro lado, baseando-se em estudos da cronologia Maia, a data de 3115 a.C. foi estabelecida para o início da chamada História Documentada, através de estudos denominados “Correlação Goodman-Martinéz-Thompson (GMT)”. Estes estudos concluíram que o dia 13 de Agosto de 3114 a.C. era a data correta para o início deste período final do calendário (início do sexto ciclo do calendário Tun). Posteriormente, Colleman refinou os estudos estabelecendo a data inicial do sexto ciclo do calendário Tun em 17 de Junho de 3115 a.C., isto é, 5125 anos antes da data final do calendário Maia, término este ocorrendo em 28 de Outubro de 2011 – segundo Colleman (Ref.1), pois outros autores consideram a data final do calendário Tun como sendo 22 de Dezembro de 2012.

No que se segue serão apresentadas as principais características dos nove ciclos do calendário Tun.

Big BangPrimeiro ciclo – Ciclo Celular

A duração do primeiro ciclo pelo calendário Tun é de 16,4 bilhões de anos, correspondendo o seu início à criação do nosso universo (Big-Bang). Cabe observar que a ciência moderna, após considerar o Big-Bang como tendo ocorrido entre 20 e 10 bilhões de anos atrás, hoje, com os dados fornecidos pelo telescópio Hubble, considera 14,5 bilhões de anos como uma estimativa mais razoável para a idade do nosso universo. Será que, com dados mais precisos, a ciência chegará aos 16,4 bilhões de anos para a idade do nosso universo, como estabelecido pelos Maias há alguns milhares de anos?

Durante o 5° dia do ciclo Celular – cerca de 6,3 bilhões de anos atrás – é formado o Sol e durante a 5ª noite a Terra é bombardeada incessantemente por meteoros, meteoros estes responsáveis por toda a água do planeta.

Neste ciclo, cada dia e cada noite tinham uma duração de 1,26 bilhões de anos; sendo que, no início do 7° dia, há 1,26 bilhões de anos, houve o aparecimento das primeiras células, razão de o ciclo ser denominado de Celular. A palavra-chave para a conscientização neste ciclo é Ação – Reação.

Segundo ciclo – Ciclo Mamífero

O início do segundo ciclo pelo calendário Tun foi há 820 milhões de anos, correspondendo ao aparecimento dos primeiros organismos multicelulares, pois a agregação de células facilitava a cooperação, facilitando com isto a sobrevivência dos organismos vivos. As agregações de células foram evoluindo progressivamente em moluscos, depois em peixes e assim em diante até o 5° dia, há 315 milhões de anos, quando a vida saiu das águas e se instalou em terra. Durante a 5ª noite do ciclo, correspondendo ao período Triássico, 97% da vida em terra foi extinta. No decorrer deste ciclo a consciência de Estímulo / Resposta foi construída.

Terceiro ciclo – Ciclo Familiar

PrimatasO início do terceiro ciclo pelo calendário Tun foi há 41 milhões de anos, correspondendo ao aparecimento dos primeiros macacos que criaram o conceito de agregações familiares através de conscientização de Estímulo / Resposta Individual. Até então, durante o segundo ciclo, havia grupamentos, matilhas, colônias (p. ex. de formigas, térmitas etc.) que funcionavam à base de Estímulo / Resposta. Aqui, no 3° ciclo, houve o surgimento do reconhecimento do indivíduo, da individualidade, com consequente conscientização de Resposta Individual a um determinado Estímulo. Durante o 5° dia, conjectura-se que houve o aparecimento da visão colorida, mas quanto à 5ª noite nada se sabe. Porém, o que quer que tenha acontecido nesta 5ª noite, os macacos conseguiram sobreviver, senão não estaríamos aqui.

Quarto ciclo – Ciclo Tribal

Dois milhões de anos atrás, no início do quarto ciclo, surge o Homo Ergaster, utilizando pela primeira vez a mente para a sua sobrevivência. Assim, no decorrer do ciclo foi desenvolvido um tipo de conscientização, uma ferramenta para sobrevivência, que foi de similaridades / diferenças.

No decorrer do 5° dia o homem, já em uma fase bem mais evoluída (Homem de Cro-Magnon), descobre as utilidades e os usos para o fogo, preparando-se assim para a 5ª noite quando ocorre, há cerca de 615 mil anos, a última Era Glacial, afetando a vida em todo o planeta, principalmente a do homem.

Quinto ciclo – Ciclo Cultural

Pintura rupestreHá cerca de 100 mil anos atrás, no início do 5° ciclo, homens, que posteriormente seriam denominados Shamans começam a dar razões às coisas, aos fenômenos naturais, às estrelas no céu etc. Em outras palavras, houve uma conscientização da razão das coisas, dos fenômenos. Como cultura pode ser considerada Razão Compartilhada, este é considerado o fator de conscientização deste ciclo. Cerca de 40 mil anos atrás, no inicio do 5° dia, começam a aparecer as primeiras obras de arte, as primeiras criações artísticas do homem. Segundo Lungold, (Ref. 2), a arte era muito importante para o homem por ser a conscientização do futuro. As pinturas, as esculturas, não eram simplesmente representações de acontecimentos de rotina. Era algo a ser deixado para o futuro, eram representações divinas, era algo no sentido de orações, de pedidos às divindades, para que estas os abençoassem em suas futuras ações. Aqueles que ficaram estagnados, que não pensavam no futuro, que não faziam arte, desapareceram cerca de 30 mil anos atrás durante a 5ª noite, como por exemplo, os estagnados homens de Neandethal que foram simplesmente absorvidos, gradativamente, por miscigenação, por outras culturas.

Sexto ciclo – Ciclo Nacional

O sexto ciclo se inicia no ano 3115 a.C. e, é denominado de Ciclo Nacional por ter o conceito de Nação surgido neste ano pela criação da primeira nação, o Egito, pelo rei Meanus ao unificar duas culturas – a do baixo e a do alto Nilo.

Também os primeiros documentos escritos apareceram nesta época e é interessante observar que a data de 3115 a.C. está muito próxima à data na qual os Judeus consideram que Adão e Eva foram expulsos do Jardim de Éden, ou seja, quando surge o conceito de certo e errado, segundo a lei estabelecida pelo Senhor. Assim, este ciclo é caracterizado pela conscientização da Lei. Anteriormente, durante o ciclo Cultural, não havia “certo” e “errado”, havia somente “razões”. Certamente havia consequências para as ações, consequências estas que ocorriam por razões sendo possivelmente reguladas por tabus, ou seja, por restrições ou proibições impostas por tradição, costume ou religião mas não pelo homem, pelo governante. No ciclo Nacional, com o surgimento de nações, surge a Lei, lei esta criada e imposta pelo homem, pelo governante.

O início do quinto dia (ano 40 A.D.) deste ciclo, é a época em que Cristo propaga a sua mensagem, mudando assim o rumo da história com a consequente futura propagação do Cristianismo. A quinta noite, iniciando em 434 A.D., vê a progressiva queda do Império Romano, que finalmente cai em 476 A.D.

Sétimo ciclo – Ciclo Planetário

Revolução IndustrialO sétimo ciclo começa em 1755 A.D., e corresponde na história ocidental à data do início da Revolução Industrial cuja característica principal é Potência. Foi, basicamente, quando as máquinas tomaram o lugar dos homens e dos animais no ciclo produtivo. Inicialmente foram usadas rodas de água, seguidas do uso de vapor, depois petróleo e finalmente a energia nuclear. Assim, Potência é a conscientização deste ciclo que foi se espalhando pelo mundo, tomando conta de todos os meios de produção industrial, se entranhando nos cantos mais remotos do planeta, razão pela qual este ciclo foi denominado PLANETÁRIO.

Potência (power em Inglês), também pode ser interpretado como sendo Poder. O inicio do sétimo ciclo também quase coincide com a Revolução Francesa de 1789, símbolo da derrocada do poder absolutista e a consequente transferência do Poder para as mãos do povo, iniciando-se assim o processo de democratização global pela criação progressiva de Repúblicas pelos quatro cantos do mundo.

Quanto ao quinto dia deste ciclo, este se inicia em 1913, quando é publicado o artigo de Einstein unificando massa e energia (E = MC²), com isto dando início à era da energia nuclear. Uma era que, durante a quinta noite, iniciada em 1933, com a ascensão ao poder do Nacional Socialismo e a consequente segunda guerra mundial, se materializou dramaticamente com a bomba atômica lançada covardemente contra Hiroshima e Nagasaki, conscientizando o mundo de potências nunca antes imaginadas.

Também durante o 5° dia, em 1924, E. Hubble descobre que nós vivemos num universo infinito – até aquela data pensava-se que a Via Láctea era o limite da criação. E. Hubble descobriu que há outras galáxias e que estas estão se distanciando de nós com velocidades progressivamente crescentes. Com isto nós nos conscientizamos da existência do infinito. Como existe o infinito, e dispomos de Potência / Poder, há uma infinidade de coisas que podem ser realizadas. Em outras palavras, podemos fazer tudo, não há limites, pois existe o infinito e dispomos de potência e de poder. Com estes conceitos enraizados, passamos para o oitavo ciclo do calendário Tun.

No âmbito econômico, praticamente no início da quinta noite, ocorre a Grande Depressão, devastando o “Status Quo” econômico mundial e, com isso, elevando ao poder, na Alemanha, o Partido Nacional Socialista, com a consequente devastação provocada pela Segunda Guerra Mundial. Cabe aqui lembrar que, após a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos da América progressivamente aumentam a sua influência mundial até que, ao raiar do sétimo dia, conseguem derrubar o Comunismo Internacional.

Oitavo ciclo – Ciclo Galático

O oitavo ciclo, o denominado Ciclo GALÁTICO, se inicia em 05 de Janeiro de 1999, dia em que o Euro se torna a moeda oficial da Comunidade Européia. Curiosa coincidência, pois a partir da introdução do Euro, o Dólar Norte-Americano, até então hegemônico, a partir desta data, começa a perder a sua hegemonia, se desvalorizando progressivamente em relação ao Euro; até que, praticamente no início da quinta noite (19 de Novembro 2007), inicia-se uma grande Crise econômica nos Estados Unidos, que, devido à globalização, afeta todos os países do planeta com consequências bastante semelhantes à Grande Depressão dos anos 30 – também iniciada no começo da quinta noite, só que do ciclo anterior, o Planetário. É interessante ressaltar que Calleman já previu a Crise econômica em seu livro publicado em 2001 (Ref. 01, página 187).

No ciclo anterior, o sétimo, nos conscientizamos da Potência e das possibilidades infinitas à nossa disposição. Para podermos utilizar essas duas possibilidades à nossa disposição, precisamos de Ética, fator de conscientização deste oitavo ciclo. É necessário limpar a corrupção, o antiético, para poder usufruir daquilo que se encontra à disposição – potência infinita.

Obama ChangeO início do sexto dia (13 de Novembro, 2008) trouxe um ar de esperança mundial, com a eleição de Barack Obama, eleito praticamente no início deste dia para a presidência dos Estados Unidos da América, no que diz respeito ao fator de conscientização deste oitavo ciclo, a Ética. Citando Calleman, “um sentido de renascimento portanto o envolveu (Obama) criando uma abertura para uma unidade global em larga escala”.

Olhando este Ciclo sob outro ângulo, e lembrando que a sua duração é de quase 13 anos, sendo a duração dos dias e das noites de quase um ano, o prazo para a conscientização se reduziu muito, de um fator de 20, em relação ao ciclo anterior. O equivalente ao que era conscientizado em quase 20 anos (duração de um dia e noite no ciclo Planetário) será conscientizado agora em aproximadamente um ano (duração de um dia e noite no ciclo Galático). Pode-se especulativamente conjecturar que, devido a esta aceleração da conscientização, antes pouco sentida devido ao prazo relativamente longo, mas agora cada vez mais evidente devido ao prazo ter-se reduzido de um fator de 20, as pessoas sentem, subjetivamente, que o tempo está passando muito rápido. Têm a sensação de que mal o ano começa, mal dá tempo de fazer algo e, eis que o ano termina. Se esta sensação se reproduz em locais ermos, “esquecidos por Deus”, é uma incógnita ainda a ser verificada. Mas que este sentimento parece ser global em todos centros urbanos, é um fato incontestável.

A grande pergunta agora é o referente ao que irá caracterizar o iniciar do próximo, e último, ciclo do Calendário Tun, em 10 de Fevereiro de 2011, data de início do Ciclo Universal.

Nono ciclo – Ciclo Universal

O nono, e último ciclo do calendário Tun, ocorrerá integralmente durante o ano de 2011 A.D. e terá uma duração de 260 dias, terminando em 28 de Outubro de 2011, segundo Calleman (Ref. 01).

Lungold (Ref. 02) propõe para a conscientização deste ciclo a Co-Criação Consciente no sentido de toda criação ser conscientemente partilhada. Será que esta partilha será com os nossos “vizinhos galáticos”? Somente o tempo o dirá.

É importante, entretanto, notar que, no decorrer do Ciclo Universal, a duração de cada dia / noite não será mais de um ano, será de apenas 20 dias! Tudo que conscientizamos hoje no Ciclo Galático em um ano, terá que ser conscientizado em apenas vinte dias. Se hoje já achamos que o tempo transcorre rapidamente, no Ciclo Universal, durante o ano de 2011, o tempo parecerá transcorrer vinte vezes mais rapidamente. Surge aqui a questão fundamental: como iremos conviver com tal sensação? Se hoje já ficamos estressados com a rapidez do transcorrer do tempo, como iremos suportar a sensação de um transcorrer do tempo vinte vezes mais rápido? Talvez os psicólogos possam especular sobre esta questão.

Referências

01 – CALLEMAN, C.J. – The Mayan Calendar, Ed. Bet-Huen Books, 2001.
02 – Disponível na Internet via: http://www.mayanmajix.com/Ian_datapage.html

Saiba mais sobre Mihail Lermontov.

Comente este artigo |Leia comentários de outros leitores



Atalhos de Constelar | Voltar à capa desta edição |

Tereza Kawall - Júpiter em Aquário | Zeus e Prometeu, a aliança possível |
Mihail Lermontov - Novas propostas | Tun, o Calendário Maia da Evolução da Consciência |
Gerson Pelafsky - A crise do Irã na Astrologia Tradicional | A primavera de Teerã |
Equipe de Constelar - Memória da Astrologia Brasileira | O legado de Valdenir Benedetti |

Edições anteriores

Carlos Hollanda - Em cima dos fatos | Quíron e o desaparecimento do Airbus da Air France |
Gregório Pereira de Queiroz -
Tempo tanto quanto espaço | O Quente, o Úmido, o Frio e o Seco |
Raul V. Martinez -
A chave secreta da Astrologia | A tragédia com o Airbus da Air France nas profecções |
Fernando Fernandes
- A gripe suína e a vingança de Montezuma | Gripe suína e peste negra | A vingança de Montezuma |


Cadastre seu e-mail e receba em primeira mão os avisos de atualização do site!
2013, Terra do Juremá Comunicação Ltda. Direitos autorais protegidos.
Reprodução proibida sem autorização dos autores.
Constelar Home Mapas do Brasil Tambores de América Escola Astroletiva