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Um olhar brasileiro em Astrologia
 Edição 127 :: Janeiro/2009 :: -

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A RETIFICAÇÃO DO MAPA DA PRIMEIRA MISSA

A fundação de São Paulo de Piratininga

Henrique G. Wiederspahn

Com base em avançadas técnicas de retificação, que consideram mais de 90 eventos na história da cidade, este estudo propõe que o verdadeiro Ascendente de São Paulo não é Aquário, e sim Áries. Direções, eclipses e arcos solares testemunham o horário exato em que os jesuítas deram vida à maior cidade do Hemisfério Sul.

Pátio do Colégio, São PauloIntrodução

Objetivos:

Encontrar a hora correta da fundação da cidade de São Paulo, que corresponde ao horário da 1ª Missa, oficiada pelos jesuítas Manoel da Nóbrega e José de Anchieta, em 25/01/1554. Corroborar ou não os horários já encontrados para este mesmo evento.

Roteiro de Trabalho:

  • Pesquisa e avaliação dos antecedentes históricos que levaram à fundação da Vila de Piratininga com a finalidade de obter um intervalo de tempo válido para a hora da 1ª Missa.

  • Pesquisa e compilação de dados históricos da cidade de São Paulo, para realizar o ajuste da hora da 1ª Missa.

  • Cálculo da hora ajustada.

  • Teste da hora ajustada obtida, por meio de Trânsitos e Eclipses.

  • Tópicos interpretativos do Tema Astrológico da 1ª Missa.

É consenso que o horário da 1ª Missa oficiada pelos jesuítas seja aquele que deva ser tomado para o "nascimento" da cidade de São Paulo. Entretanto, não existe consenso em que horário de fato aconteceu. Há divergências a este respeito e que serão abordadas no desenvolvimento deste trabalho.

São Paulo carta solar

Mapa Solar para a 1ª Missa, em 25/01/1554

O mapa comumente adotado para o nascimento da cidade foi ajustado por meio de Direções Secundárias, Revoluções Solares e Lunares por um colegiado de luminares presidido pelo astrólogo pioneiro Antonio Facciolo e alguns eminentes colegas, dentre eles Waldyr Bonadei Fücher. O horário assim obtido para a fundação é 06:45, com o Ascendente em 28º de Aquário. Não tive acesso aos elementos históricos utilizados, também não sei qual o número de referências empregadas para este ajuste.

Outros estudos chegam a horários diferentes para a fundação da cidade de São Paulo. Os que pude avaliar pecam pela pequena quantidade de eventos utilizados para o ajuste de hora. Observei ainda que alguns desses trabalhos se utilizam dos Trânsitos, inadequados para este tipo de cálculo, servindo apenas de controle do horário obtido por outros métodos astrológicos.

Também, há uma tendência em considerar que a 1ª Missa tenha sido realizada logo cedo pela manhã, o que não é um consenso histórico.

Tendo em vista as questões acima, é que resolvi empreender essa tarefa de encontrar a hora de um evento ocorrido há mais de quatro séculos e para os quais existem poucos registros históricos.

Antecedentes históricos

Avenida PaulistaAs referências a São Paulo aparecem na documentação jesuítica no tocante ao relato da fundação do Colégio de Piratininga, dedicado ao Apóstolo Paulo; considerando a salubridade, a beleza e as facilidades apostólicas do Planalto de Piratininga; descrevendo a casa e o prédio da escola e do colégio e também os seus moradores; explicando e justificando a mudança de São Vicente para o Planalto, de boa parte dos jesuítas e de seus alunos; comentando a catequese realizada por todos, especialmente pelo irmão José de Anchieta e destacando as dificuldades encontradas na ação evangelizadora.

Aos jesuítas que aqui chegaram como empreendedores da tarefa a eles confiada por Inácio de Loyola, interessava mostrar aos seus superiores na Europa e às autoridades portuguesas, na Metrópole e no Brasil, que existia uma nova missão em andamento, que se manifestava na fundação de casas da Companhia de Jesus e que teriam características específicas, sendo umas residências de padres e outras colégios, ou seja, casas de formação, com suas peculiaridades, além de outras obras.

Em São Vicente, o chefe da Missão Jesuíta no Brasil encontrou os irmãos que ele já havia destinado para lá, exceto o Pe. Leonardo Nunes, que ainda não havia chegado da tarefa que Tomé de Sousa lhe havia confiado (resgatar algumas senhoras espanholas que haviam se perdido durante a viagem ao Rio dos Patos). O Pe. Nunes pode ser considerado o agente precursor da fundação do Colégio de São Paulo de Piratininga. Dentre as suas primeiras ações na capitania de São Vicente, ao saber que havia cristãos sem assistência religiosa no Planalto acima, após trabalhar um pouco na Vila, subiu para dar atenção aos isolados.

Aqui me disseram que no campo, 14 ou 15 léguas d'aqui, entre os Índios, estava alguma gente christã derramada e passava-se o anno sem ouvirem missa e sem se confessarem e andavam em uma vida de selvagens. Vendo isto, determinei de ir por lá, tanto por dar remédio a estes Christãos, como por me ver com esses Gentios, os quaes estão mais apartados dos Christãos que todas as outras capitanias. Levei commigo duas línguas, as melhores das terras, as quaes, depois, se determinaram de servir a Deus em tudo o que eu lhes mandasse, e eu o aceitei assi pela necessidade como por elles serem mui aptos para isso e de grande respeito, principalmente um delles, chamado Pero Corrêa1.

A preocupação apostólica do Pe. Nunes reuniu os dispersos. Confessou-os e celebrou para eles aquela que foi a primeira missa no planalto, no Campo de Piratininga2. Para facilitar o contato com os indígenas, levou Pero Corrêa e Manuel Chaves, grandes conhecedores da língua tupi. Os cristãos do planalto, seguindo a orientação do jesuíta, escolheram o terreno para a igreja e em volta dela se agruparam. Desse acampamento originou-se a Vila de Santo André, elevada a essa condição por Tomé de Souza em 1552.

José de Anchieta chegou ao Brasil em 1553. Leonardo Nunes contou com a colaboração de outros homens: Diogo Jácome (apelidado pelos índios de Abaré-bebe, padre voador, pelos seus rápidos deslocamentos entre grandes distâncias), João Ramalho (excomungado), Bartira (mãe dos filhos de João Ramalho) e do cacique Tibiriçá.

Manoel da Nóbrega já estava no continente (sediado em Salvador, já havia visitado inúmeras outras vilas), sendo nomeado primeiro provincial do Brasil por Inácio de Loyola. Em São Vicente, deparou-se com o trabalho de Leonardo Nunes com os órfãos. Mas sua grande expectativa surgiu quando soube da existência do campo além da grande muralha verde que separava o litoral do sertão. Desejoso de ter um espaço livre da interferência colonizadora, vislumbrou a oportunidade e o local apropriado para separar os índios dos interesses dos colonos.

Subiu ao planalto pela primeira vez em agosto de 1553, ficando impressionado com o lugar e animado por encontrar várias famílias cujos filhos estudavam no litoral. Decidiu então transferir a escola para lá. Apesar de respeitar e admirar Tomé de Sousa, jamais aceitou a sua proibição de penetrarem no sertão adentro, como demonstrado nas cartas ao Pe. Simão Rodrigues e ao Pe. Gonçalves Câmara. Ele desejava "fazer uma casa e nela recolher os filhos dos gentios e fazer ajuntar muitos Índios em uma grande cidade, fazendo-os viver conforme a razão"3.

No dia 29 de agosto de 1553, Nóbrega celebrou a eucaristia, dia em que fez 50 catecúmenos na aldeia criada por sua iniciativa com a junção de outras três. Estiveram presentes João Ramalho, Bartira e seus filhos, Tibiriçá, além de outros habitantes remanescentes ou descendentes dos que viveram na Vila de Piratininga, fundada por Martim Afonso em 1532 e que não prosperou. Aí estava a aldeia precursora da São Paulo de Piratininga.

Essa celebração, entretanto, não pode ser considerada a primeira do planalto. Com toda certeza, o Pe. Leonardo Nunes já celebrara outras missas na região, principalmente em Santo André da Borda do Campo e também sertão adentro.

Cinco meses depois, foi celebrada a missa de fundação do Colégio de São Paulo de Piratininga. Constelar Astrologia :: A fundação de São Paulo de Piratininga - Introdução

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