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Um olhar brasileiro em Astrologia
 Edição 91 :: Janeiro/2006 :: -

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PRESSÁGIOS 2006

No mapa do novo ano,
um planeta congestionado

Fernando Fernandes

O eclipse de setembro

O eclipse do Sol de 22 de setembro é anular e ocorre no último grau de Virgem, quase coincidindo com o mapa do ingresso solar do equinócio. A linha central está quase totalmente contida nos oceanos Atlântico e Índico, com exceção de um pequeno trecho em terra nas Guianas. A ênfase oceânica, assim como a significativa quadratura T formada por Saturno, Netuno e Júpiter - planetas relacionados a pedras (Saturno) oceânicas (Netuno) de grande porte (Júpiter) - podem sinalizar um aumento na quantidade de icebergs flutuando nos mares do sul, especialmente na região de passagem das águas do Atlântico para o Índico, ao sul da África. É bem provável que a Antártida seja foco de notícias e preocupações nos meses posteriores ao evento.

Este eclipse ativa, em sua faixa de penumbra, a região do Golfo da Guiné, na África Ocidental, já bastante enfatizada pelas projeções astrocartográficas do mapa do ingresso solar em Áries. Ativa também quase todo o Brasil, onde o eclipse será parcial. Cabe observar que este o mapa deste eclipse é também o mapa da lunação sob a qual ocorrerá a eleição para a presidência do Brasil, em 3 de outubro de 2006. Esta eleição "eclipsada" e marcada por uma configuração onde se destacam dois planetas frios como Saturno e Netuno pode ser a eleição do desencanto e do excesso de cautela, do que pode resultar uma escolha conservadora ou um índice excepcionalmente alto de abstenção.

Estados Unidos

Considerando trânsitos e progressões secundárias sobre o mapa da independência americana, oito interaspectos podem ser observados para os Estados Unidos, sendo que os três que realmente vale a pena analisar tornam-se exatos logo no primeiro mês de 2006:

  • Lua progredida na 8 em quincunce com Lua natal na 3 - início de janeiro de 2006;
  • Lua progredida na 8 oposta a Plutão radical na 2 - 20 de janeiro de 2006;
  • Urano em trânsito na 3 em quadratura com Urano radical na 7 - 27 de janeiro de 2006.

Trata-se de um mês perigoso para os EUA, sendo que a ativação mais crítica é exatamente a Lua progredida na 8 em oposição a Plutão radical na 2, aspecto que costuma indicar a emergência de temores ou suspeitas que alimentam um clima emocional propício à tomada de decisões radicais ou baseadas na força. O aspecto seguinte, que envolve Urano, apenas reforça a tendência para ações intempestivas. O contato Lua-Plutão remete a questões econômico-financeiras (casas 2 e 8), incluindo bancos e fundos de pensão. Fala também de empréstimos, de deficit público e da estabilidade da moeda. Considerando que os Estados Unidos tem hoje o maior deficit público do mundo, podem vir à tona revelações ou eventos capazes de abalar a economia do país e de levar o governo Bush a medidas de emergência.

Círculo interno: carta da Independência dos Estados (4.7.1776,
16h50 LMT - Filadélfia, PA - 39n57, 75w10.
Círculo externo: progressões secundárias em 20.1.2006.

Como a ativação de Plutão traz à tona suspeitas reais ou imaginárias, e considerando o quadro internacional vivido pelos Estados Unidos nos últimos anos, pode ser o momento da eclosão de novos atos terroristas ou de tomada de ações militares com base em supostos perigos. Mas qual inimigo, dos muitos que George Bush cultiva, tem maiores chances de representar o papel de Plutão para os Estados Unidos em 2006? Quem pensou no Irã tem boas chances de estar com a razão, conforme veremos mais adiante.

Cabe observar ainda que, seja por progressão secundária seja por arcos solares, o Sol dos Estados Unidos entrou há pouco mais de um ano em Peixes, depois de passar trinta anos em Aquário. O Sol em Peixes dá uma nova coloração à política externa americana, incorporando um forte elemento de messianismo ("salvar o planeta" do "eixo do mal"). Ainda veremos muito George Bush defendendo o que define como a "missão americana" de preservar os "valores da democracia" ou coisa que o valha.

Irã, a bola da vez

Se bem que exista como nação independente há quase três milênios, o Irã moderno deve ter seu mapa rastreado em dois eventos: a invasão da antiga Pérsia pelos árabes muçulmanos, em 636, do que resultou a conversão da população e o ingresso do país no mundo islâmico; e a derrubada da monarquia ocidental do xá Reza Pahlavi, com a conseqüente implantação de uma república islâmica liderada pelo aiatolá Khomeini, em 1979. O mapa proposto por Nicholas Campion é aquele calculado para o retorno de Khomeini ao país, após um longo exílio na França: 1° de fevereiro de 1979, às 9h (+03:30) em Teerã.

Irã - Nascimento da República Islâmica (Chegada do Aiatolá Khomeini a Teerã)
01.02.1979, 9h (+03:30) - Teerã - 35m40, 51w26.

Com Ascendente em Peixes e Netuno em Sagitário no Meio do Céu, o mapa revela de imediato a importância do misticismo e da religião nos destinos do país. Mercúrio, Marte e Sol em Aquário opostos a Júpiter em Leão falam de um regime militante, intervencionista, expansionista e audacioso. A Lua em Áries na casa 1 e Vênus em Sagitário reforçam esta impressão, enfatizando os valores do elemento Fogo.

Trata-se de um país que se afirma pela identidade religiosa e pelo sentido de missão. Em junho de 2005 o ultraconservador e linha-dura Mahmoud Ahmadinejad, ex-prefeito de Teerã, foi eleito presidente, adotando um discurso altamente desafiador com relação aos Estados Unidos, Israel e Comunidade Européia. Plutão chegava, naquele momento, a apenas três graus do Meio do Céu, aspecto que se tornará exato em 2006. É um trânsito que reforça o radicalismo e traz à tona sentimentos profundamente enraizados na cultura do país. Em outras palavras, o discurso anti-ocidental pregado por Ahmadinejad e reforçado pelas provocações de George Bush, que inclui o Irã na lista dos potenciais perigos para os Estados Unidos, pode encontrar campo fértil para florescer e levar o país a atitudes belicosas. A tensão pode aumentar ainda mais com o avanço de Urano em direção ao Ascendente, aspecto que se tornará exato apenas em 2009. A atual oposição de Saturno em trânsito ao Sol do Irã também contribui para a ocorrência de atos de afirmação da autoridade do país.

Na sinastria entre os mapas dos Estados Unidos e do Irã, o interaspecto que mais se destaca é a quadratura entre Plutão do Irã e o Sol dos Estados Unidos, aspecto que ajuda a entender por que os Estados Unidos se sentem tão ameaçados com qualquer manifestação da política externa iraniana. Outro interaspecto notável é Netuno dos Estados Unidos em oposição ao Ascendente do Irã, configuração que mostra a dificuldade de um entendimento em questões políticas ou ideológicas. Como tanto Bush quanto Ahmadinejad são radicais, conservadores e intransigentes, é bom observar com atenção todos os movimentos dos dois países, especialmente no início de 2006, quando as ativações sobre o mapa dos Estados Unidos são mais tensas.

Brasil: os deuses não gostam de pizza



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