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Um olhar brasileiro em Astrologia
 Edição 181 :: Julho/2013 :: -

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ASTROLOGIA E QUESTÃO ENERGÉTICA

Blecautes, apagões e risco de racionamento

Fernando Fernandes

Os reservatórios das grandes represas andam baixos. O Brasil corre o risco de um novo apagão energético, como o que levou ao racionamento de 2001? Comparando as configurações astrológicas dos grandes blecautes de 1999 e 2009 e do racionamento de doze anos atrás, descobrimos cinco fatores repetidos que podem ser projetados no futuro próximo.

Ao longo do primeiro semestre de 2013 várias vezes a questão do risco de um colapso energético no Brasil voltou à baila. O apagão ainda não aconteceu, mas diversos megaprojetos de hidrelétricas estão atrasados ou paralisados, o que vem levando o governo a autorizar, às pressas, a reabertura de termelétricas caras e poluidoras. Do ponto de vista astrológico, o risco efetivamente existe? A resposta depende da análise de alguns momentos especialmente dramáticos do passado recente: os blecautes de 1999 e 2009 e o racionamento de 2001.

Blecautes, apagão e configurações críticas

Blecaute de 2009Blecaute de 2009 em São Paulo, segundo imagem da TV Globo.

Os dois piores blecautes da história do país foram os de 11 de março de 1999, no governo Fernando Henrique Cardoso, e o de 10 de novembro de 2009, no governo Lula. O primeiro deixou 55 milhões de brasileiros às escuras, em 10 diferentes estados; o segundo, ainda mais abrangente, afetou 90 milhões de brasileiros, em 18 estados. Ambos provocaram a paralisação da usina de Itaipu (foram as únicas ocasiões em que as turbinas da maior hidrelétrica do país foram desligadas) e também atingiram o vizinho Paraguai, o que deu dimensão internacional aos dois episódios.

Excluídos esses dois episódios, o pior momento da história energética do Brasil nos últimos vinte anos foi a crise de abastecimento de 2001 - a chamada crise do apagão - , provocada por uma conjunção de fatores: seca prolongada, atraso nos investimentos em novas usinas e abandono de projetos relacionados a fontes alternativas de energia.

A crise do apagão estendeu-se oficialmente de 10 de maio de 2001 a fevereiro de 2002, quando o racionamento foi suspenso. Na prática, os meses em que os brasileiros sofreram os efeitos do racionamento foram de julho a novembro de 2001, período que coincidiu com apenas um aspecto tenso entre planetas geracionais: a oposição de Saturno em Gêmeos a Plutão em Sagitário.

A comparação dos mapas dos blecautes de 1999 e de 2009 oferece resultados bastante instrutivos:

1) Ambos apresentam o Ascendente no eixo Gêmeos-Sagitário, relacionado a transportes, viagens e comunicação. Cabe lembrar que os dois blecautes tiveram origem em problemas relacionados a linhas de transmissão. O Brasil tem algumas das linhas de transmissão mais longas do mundo, o que justifica a presença de Gêmeos-Sagitário na linha do horizonte.

Sabemos que no período da crise de 2001 o mesmo eixo também esteve ativado pela oposição Plutão-Saturno.

Blecaute 1999

Início do blecaute de 1999 - 11.3.1999, 22h16 - Bauru, SP - 049w04, 22s19.

Blecaute 2009

Início do blecaute de 2009 - 10.11.2009, 22h13 - Itaberá, SP - 049w09, 23s51.

2) No mapa dos dois blecautes, Plutão é o planeta mais próximo do eixo Ascendente-Descendente. Em 1999, encontra-se na angular casa 1, a 10 graus do Ascendente, o que pode ser considerado uma conjunção aberta; em 2009, temos Plutão na igualmente angular casa 7, a apenas oito graus do Descendente. Plutão, o senhor do submundo, perto do nascente ou do poente cria uma configuração bastante compatível com a imagem de um país às escuras, numa situação de colapso.

3) Em ambos os casos, Sol, Mercúrio e Vênus estão na casa 5. Esta configuração não parece, em princípio, ter relação direta com a questão dos blecautes. Entretanto, não custa lembrar que a casa 5 está associada a uma longa série de interações sociais prazerosas, jogos e divertimentos, assim como aos locais onde tais acontecimentos têm lugar. Se lembrarmos que estádios, arenas, salas de concerto, praças de touros, circos e teatro são todos locais muito iluminados, onde há sempre uma atração principal que se apresenta sob a luz dos refletores, logo percebemos que a casa 5 tem uma conotação solar, estando fortemente vinculada à noção de foco irradiador. No caso dos blecautes, a fonte dos problemas nunca está na usina hidrelétrica, mas sim nas linhas de transmissão, na distribuição da luz. Simbolicamente, é como se um blecaute correspondesse a um divórcio momentâneo entre palco e platéia, entre o astro e a multidão, levando, assim, a um período de desorientação.

4) Nos mapas dos dois blecautes, Júpiter, um significador de transporte de longa distância (o transporte da energia pelas linhas de transmissão), encontra-se em aspecto tenso com uma das luminárias: Lua em 1999, Sol em 2009. Aqui é preciso lembrar que Sol e Lua ocupam um papel diferenciado por serem os dois corpos mais luminosos da abóbada celeste. Faz sentido, portanto, que Júpiter, um fator de propagação para locais longínquos, esteja em desajuste com a fonte daquilo que deveria ser propagado (a luz própria, no caso do Sol, ou a luz refletida pela Lua).

Já durante a crise do apagão de 2001, Júpiter encontrava-se em Gêmeos, seu signo de exílio, destacando também possíveis problemas relacionados a linhas de distribuição insuficientes.

5) Ambas as cartas de blecaute apresentam planetas ditos maléficos envolvidos em aspectos muito tensos. Contudo, as semelhanças param por aí: no mapa de 1999, esses planetas são Marte e Urano, que apresentam vínculo óbvio com a questão energética (Marte é significador essencial de energia, enquanto Urano responde pela eletricidade). Já no mapa de 2009, por outro lado, o aspecto mais tenso é o que une Saturno a Plutão por quadratura. Não há paralelismo.

Comparando as cartas dos dois blecautes com a da Independência do Brasil (para a qual utilizamos o horário das 16h30), os únicos interaspectos tensos recorrentes são os que incidem sobre Mercúrio e Marte: Saturno e Sol do apagão de 1999 se opõem, respectivamente, a Marte e Mercúrio da Independência do Brasil; já considerando o mapa do apagão de 2009, vemos Marte do Brasil recebendo uma conjunção exata de Vênus (exilada em Escorpião), enquanto Mercúrio do Brasil sofre uma oposição de Urano do blecaute.

Já durante a crise do apagão de 2001, a concentração de diversos planetas no eixo Gêmeos-Sagitário afetou por quadraturas ao Sol e Mercúrio do mapa da Independência.

Apagão 99 x mapa do Brasil

Círculo interno: Independência do Brasil - 7.9.1822, 16h30 - São Paulo, SP; círculo externo: posições planetárias do apagão de 11.3.1999.

Apagão 2009 x Brasil

Círculo interno: Independência do Brasil - 7.9.1822, 16h30 - São Paulo, SP; círculo externo: posições planetárias do apagão de 10.11.2009.

E o futuro próximo?

O noticiário recente da imprensa traz algumas notas preocupantes sobre a questão energética:

O caso das térmicas do RS, algumas das quais desativadas há muitos anos, e que agora voltam a operar em circunstâncias dramáticas, com grande pressa, demonstra a gravidade da situação. (...) A terrível situação da energia elétrica do Brasil, na iminência de um apagão e racionamento, levou o governo (...) a ordenar a entrada em operação, no último dia 21 de dezembro, da usina térmica de Alegre, parada há mais de um ano (...). (site do jornal Tribuna da Imprensa, em 13.1.2013)

Brasília - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, garantiu hoje [8 de abril de 2013] que não haverá racionamento de energia no país (...). Lobão convocou entrevista coletiva para desmentir matérias publicadas recentemente na imprensa que dizem que atrasos nas obras de energia podem levar o país a um racionamento de energia. (site brasil247.com)

Ao que parece, o principal fator de risco energético vivido do segundo semestre de 2012 ao primeiro semestre de 2013 foi o trânsito de Júpiter por seu signo de exílio, Gêmeos. Com a entrada de Júpiter em Câncer, a possibilidade de racionamento ou blecaute diminui, mas não desaparece de todo: cabe observar que Júpiter se aproxima da oposição a Plutão e da quadratura com Urano, configuração que dominará o céu em agosto de 2013. Além disso, blecautes de curta duração podem ser disparados quando houver a conjugação de dois ou mais fatores dentre os relacionados neste artigo: Plutão próximo do eixo do Ascendente, planetas pessoais na casa 5, ativação do eixo Gêmeos-Sagitário e tensões sobre Sol e Mercúrio do Brasil.

Contudo, configuração ainda mais difícil é prenunciada por Saturno, que ingressará em Sagitário no segundo semestre de 2015 e ali ficará até o final de 2017. Saturno (restrições e limites) no eixo significador das grandes linhas de transmissão (Gêmeos-Sagitário) pode colocar a nu todas as deficiências do sistema energético brasileiro. Um dos momentos mais críticos acontecerá ainda em 2015, quando Saturno fizer oposição a Lua e Júpiter em Gêmeos no mapa do Brasil. Mais adiante, Saturno tensionará sucessivamente o Sol e o Mercúrio do mapa da Independência, tal como já fizera no racionamento de 2001.

Racionamento inevitável? De jeito nenhum. O país tem ainda dois anos para investir na construção e manutenção de usinas e linhas de transmissão, assim como para discutir alternativas na área das energias renováveis e de baixo impacto ambiental. De qualquer forma, é bom que a questão energética seja uma das pautas da campanha eleitoral de 2014.

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