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Um olhar brasileiro em Astrologia
 Edição 180 :: Junho/2013

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PERFIL ASTROLÓGICO

Joaquim Barbosa, o ministro
das águas limpas

Fernando Fernandes

Joaquim Barbosa, primeiro ministro do Supremo Tribunal Federal a virar ídolo popular, tem uma dominante Câncer-Escorpião e um mapa simétrico ao de seu maior adversário, o também ministro Ricardo Lewandowski.

Máscara de Joaquim BarbosaNem Beija-Flor nem Mangueira: o maior sucesso do carnaval carioca de 2013 usa toga e atende pelo nome de Joaquim Barbosa, o primeiro presidente do Supremo Tribunal Federal a se transformar em ídolo popular. Basta lembrar que, nas semanas que antecederam os quatro dias de folia, a máscara do severo magistrado mineiro foi a mais vendida na Saara (tradicional região de comércio popular, no centro do Rio).

Joaquim Barbosa nasceu em Paracatu, Minas Gerais, em 7 de outubro de 1954, horário ainda não apurado. Sua carta solar revela um Sol em Libra - o interesse pela justiça e o gosto pelo contraditório - e um Marte que qualquer guerreiro gostaria de ter: exaltado em Capricórnio, oposto a Júpiter-Urano e em quadratura com Netuno. Esta quadratura T indica uma apimentada mistura de coragem pessoal, ousadia, ambição inovadora, persistência e idealismo. Sem dúvida, o primeiro presidente negro do STF é um homem de luta e de extremos, imagem que se reforça quando observamos que o signo mais ocupado da carta é exatamente Escorpião.

Saturno ou Capricórnio devem ter algum destaque especial na carta, tendo em vista os conhecidos problemas de coluna do magistrado.

Joaquim Barbosa

Joaquim Barbosa, carta solar calculada para as 12h - 7.10.1954
Paracatu, MG - 046w52, 17s13.

No longo julgamento do mensalão, em 2012, ganharam notoriedade os conflitos de opinião e as discussões (às vezes bastante ásperas) entre Joaquim Barbosa e o também ministro Ricardo Lewandowski. O mais divertido é observar que Barbosa e Lewandowski apresentam uma grande afinidade astrológica, como podemos observar na tabela a seguir:

JOAQUIM BARBOSA LEWANDOWSKI
Lewandowski x Barbosa
Júpiter e Urano em conjunção. Júpiter e Urano em oposição.
Júpiter e Marte em oposição. Júpiter e Marte em trígono.
Lua em Ar. Lua em Ar.
Lua em Aquário. Lua em conjunção com o regente de Aquário.
Sol em signo de Vênus. Sol em signo de Vênus.
Marte em quadratura com o Sol. Marte em quadratura com o Sol.

Traduzindo: tanto Barbosa quanto Lewandowski são combativos e adoram uma polêmica jurídica (contatos Júpiter-Marte). Ambos dão grande importância aos valores em que acreditam (os dois sóis em signos venusianos) e ambos, quando submetidos a pressões, tendem a reagir através de racionalizações e verborragia (Luas em signo de Ar). Ambos têm pavio curto e são capazes de partir para o confronto pessoal, se necessário (os dois Martes em quadratura com o Sol), e ambos têm uma boa dose de intransigência, prezando em excesso a independência de opinião (Lua/Aquário e Lua/Urano).

Ricardo Lewandowski

Ricardo Lewandowski, carta solar - 11.5.1948 - Rio de Janeiro, RJ.

A grande distinção entre Lewandowski e Barbosa é que o primeiro tem uma clara dominante Fogo-Ar, caracterizando-se por maior extroversão, egocentrismo e impessoalidade do que Joaquim Barbosa. Por isso, Lewandowski deixou na opinião pública a impressão de ser um jurista vaidoso (três planetas em Leão) e olimpicamente distanciado dos clamores populares (insuficiência do elemento Água, indicando pouca empatia). Já o magistrado mineiro, com metade de seus planetas no elemento Água, conseguiu passar uma imagem de integridade e de receptividade ao senso comum, traduzida em arroubos de indignação contra os abusos da classe política. Essa imagem do paladino que se coloca em defesa do povo e grita "basta" está bem clara na ênfase em Escorpião e Câncer, dois signos de Água ligados à capacidade de resistência e à tenacidade.

Há mais de duas décadas o Brasil - cujo Sol progredido está em Peixes desde 1988 - vem manifestando a necessidade de líderes que expressem valores do elemento Água: humildade, sensibilidade ao sofrimento dos mais pobres, capacidade de falar a linguagem do coração, e não a retórica empostada das elites. Por este motivo o país defenestrou Collor e, apesar de elegê-lo, jamais se identificou totalmente com Fernando Henrique Cardoso. Por outro lado, a opinião pública adorou o estilo simples de Itamar Franco e apaixonou-se por Lula, em quem viu a integridade e persistência de um tipo Câncer-Escorpião.

Num certo sentido, Joaquim Barbosa - um tipo igualmente Câncer-Escorpião - substituiu no imaginário popular o vácuo gerado pelos arranhões que sucessivos escândalos deixaram na imagem de Lula. Ao que tudo indica, o país continua acreditando que, para combater a desigualdade e a corrupção, nada melhor que os valores da Água, o elemento cuja aparente fragilidade esconde a intensidade das torrentes e o ritmo incansável das ondas do mar.

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