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Um olhar brasileiro em Astrologia
 Edição 149 :: Novembro/2010 :: -

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PERFIL ASTROLÓGICO

Os quatro Ascendentes de Dilma Rousseff

Fernando Fernandes

A hipótese do Ascendente em Leão

A sempre atenta astróloga paulista Hanna Opitz recolheu no site do Estadão, em 13 de junho de 2010, a seguinte notícia:

Ávida por descobrir o que o futuro lhe reserva, Dilma Rousseff quer encomendar um mapa astral e tenta de todo jeito saber a hora exata de seu nascimento, ausente da certidão. Depois de infrutíferas entrevistas na família, a candidata do PT à Presidência mandou buscar a informação no arquivo do hospital São Lucas, de Belo Horizonte . Não encontrou a resposta até agora, mas a persistência em busca do horário perdido revela o quanto rejeita o veredicto "impossível".

"Também isso foi há 62 anos, não é?", justifica ela, não muito resignada. "Minha mãe diz que eu nasci antes da meia noite e minha tia, que foi um pouco depois. Como é que eu vou saber? O que sei é que sou sagitariana."

Nascida em 14 de dezembro de 1947, a mineira Dilma tem mais essa "semelhança" com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pernambucano, dois anos mais velho do que ela. Lula nunca soube a hora de seu nascimento.

A matéria do Estadão, em contradição com as versões do mapa levantadas no Rio e em Brasília, coloca alguns problemas interessantes. Em primeiro lugar, destrói certezas e abre caminho para diversas especulações que só poderão ser resolvidas com um adequado trabalho de retificação. Haveria dois testemunhos contraditórios, o da mãe e o de uma tia (que provavelmente esteve presente no nascimento). Horários próximos à meia-noite levarão a um Ascendente em Virgem, mas "antes da meia-noite" pode significar também - no limite - um Ascendente nos últimos graus de Leão. E mais: este "antes da meia-noite" tanto pode referir-se à noite de 13 para 14 de dezembro quanto à noite de 14 para 15! Dada a dificuldade para decidir, levantamos aqui dois mapas com Ascendente em Leão, um para 13 de dezembro de 1947, às 22h50, e outro para a noite seguinte, às 22h48. Ambos mostram uma tentadora hipótese: um Ascendente no final de Leão, em conjunção com a estrela real Regulus e enquadrado entre Saturno e Marte. A grande diferença entre as duas cartas especulativas é a posição da Lua, sempre em Capricórnio, mas em quadratura com Netuno na hipótese do dia 13 e em quincunce com Saturno na carta do dia seguinte.

Dilma Rousseff, Ascendente em Leão, 13.12.47

Dilma, Ascendente em Leão, dia 14.12.47

É bom que se diga, todavia, que, dos quatro ascendentes possíveis, Leão não parece ser a hipótese mais adequada. Dificilmente membros da própria família - mãe e tia - cometeriam um erro de mais de uma hora, e a referência utilizada não estava na faixa das 23h, e sim da meia-noite. Por outro lado, também não nos sentimos à vontade para descartar completamente este Ascendente que daria a Dilma um toque adicional de combatividade, resistência e afinidade com o poder (reforçado por Júpiter no Fundo do Céu).

A hipótese do Ascendente em Virgem

A hipótese que melhor se adequa às memórias da família de Dilma Rousseff é a do Ascendente em Virgem, para o qual levantamos dois mapas especulativos: um deles para meia-noite em ponto, com Sol e Urano no eixo Fundo do Céu-Meio do Céu; e o outro para quinze minutos depois ("pouco depois de meia-noite"), já com Urano e Plutão mais afastados das cúspides das casas 10 e 12.

Dilma, meia-noite

Dilma, 00h15

A hipótese da meia-noite parece ser a preferida da astróloga Hanna Opitz, que acrescenta o seguinte comentário:

Acho que Plutão está na cúspide da XII (junto com Saturno na XII: prisão por sequestro) e Sol na cúspide da IV (ela é muito segura de si). E Urano na X mostra este meteoro: da prisão a candidata a presidente.

Se a especulação de Hanna estiver correta, há que considerar também a importância de mais duas casas: a casa 3, onde estariam Sol, Júpiter (o dispositor final) e Mercúrio (regente do Ascendente e do Meio do Céu); e a casa 6, regida por Urano, presente no Meio do Céu. A ênfase na 12, a presença do regente da 6 (saúde) no Meio do Céu e Netuno no Ascendente dão testemunho de como as situações de limitação (prisão, clandestinidade, doença) podem ter contribuído para criar uma imagem de simpatia em torno de Dilma. Indicam também uma vulnerabilidade que não condiz com a atual imagem pública da presidente, e que, na medida em que se revelar, tanto pode contribuir para enfraquecê-la quanto para humanizá-la. Não são raras, aliás, figuras públicas com Netuno na casa 1 que parecem cultivar uma imagem de dureza para mascarar a própria sensibilidade.

Eis os quatro Ascendentes possíveis. Ao longo dos próximos meses, o mapa de Dilma deverá estar sempre presente nas discussões de astrólogos e estudantes. Este é, portanto, um artigo em construção, sujeito a acréscimos e aberto ao contraditório. Use o link abaixo para seus comentários!

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