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 Edição 163 :: Janeiro/2012 :: -

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EM CIMA DOS FATOS

Cristina Kirchner, a posse sob o eclipse

Patricia Kesselman

Como será o mandato de um presidente da república que assume poucos minutos após um eclipse total da Lua? Cristina Kirchner fez isso... e a Argentina terá quatro anos para lidar com as consequências.

Cristina Kirchner assumiu seu segundo mandato em 10 de dezembro de 2011, às 12:09, poucos minutos depois de um eclipse total da Lua, dizendo: “Se eu não fizer, que Deus, a Pátria e ELE cobrem de mim!!!” (ver nota no final do artigo)

Para a astrologia, apoiada na lei de correspondência e analogia que diz que “o que está em cima é como o que está embaixo”, os eclipses são configurações tradicionalmente nefastas, já que durante o lapso de tempo de obscurecimento dos luminares, a ausência de luz (vida) no céu se  relaciona com fenômenos na Terra que apresentam natureza similar.

Cristina Kirchner

De acordo com as leis astrológicas, nada que deva nascer com força e vitalidade e perdurar no tempo poderá ser começado durante um eclipse, que só será benéfico para empreender assuntos relacionados a minguar, diminuir, reduzir e finalizar, mas nunca crescer. Por isso não é o melhor momento - de acordo com a ótica astrológica - para começar um mandato presidencial. Durante um eclipse estamos propensos a tudo que a penumbra favorece: enganos, armadilhas, fraudes, equívocos e confusão.

Observamos que este eclipse tem a particularidade de acontecer com Marte (deus mitológico da guerra e da ação) em ângulo hostil (quadratura) a ambas as luminárias: o Sol, que representa o poder e os governantes, e a Lua, que personifica o povo.  Este aspecto de tensão com que o mandato se inicia indica que o novo ciclo estará marcado pelos conflitos. O belicoso Marte é o planeta regente da casa II, o significador de ganhos da carta de posse. Marte determinado para essa casa e em mau aspecto com as luzes do céu anuncia problemas com as finanças e adverte sobre descontentamento social e inquietação popular por causa da economia, que será, certamente, um dos mais importantes problemas que Cristina terá de confrontar durante seu segundo mandato. Marte terá em 2012 um comportamento especial, pois estará fazendo um movimento de avanço e retrocesso no signo de Virgem, durante o qual voltará a afetar o ponto do eclipse, reativando-o em várias ocasiões – e não será este o único eclipse a afetar esses pontos ao longo do ano.

Marte está mal recepcionado por Mercúrio em mau estado celeste, pois Mercúrio se encontra retrógrado em Sagitário, signo de seu exílio, além de também estar em aspecto desfavorável com Marte, o que implica uma cota negativa adicional. Isto indicará tropeços e complicações, atos de insubordinação ou violência em relação aos assuntos significados pelo planeta. Portanto, serão áreas problemáticas para o governo o comércio, os comerciantes, veículos de imprensa e comunicação, jovens e estudantes, rotas, caminhos, vias urbanas e meios de transporte.

Como Mercúrio também se relaciona com promulgação de leis, todos estes assuntos poderão estar envolvidos em conflitos, discussões, lutas e controvérsias, ocasionando complicações de diversos tipos, inclusive legais.

Mercúrio mal aspectado e localizado na casa IX mostra também inconvenientes nas relações comerciais com o exterior. Contudo, como recebe um aspecto favorável de Urano, pode indicar algum melhoramento imprevisto, alguma reforma ou inovação dentro dos assuntos significados por Mercúrio. Não obstante, como Urano rege a casa XII, das provas sofridas pelo país, dos inimigos ocultos, da espionagem, das coisas escondidas ou desconhecidas para a opinião pública, é possível que nem sempre essas surpresas sejam agradáveis.

Júpiter é um planeta de suma relevância na carta de posse, tendo em vista reger os dois ângulos mais importantes: o Ascendente, representando o próprio mandato, e o Meio-Céu, lugar da carta onde se observa o poder. O planeta da abundância e do exagero se encontra, além disso, presente na Casa II, que é o lugar da carta que representa os ganhos (como comentamos no caso de Marte, que também se relaciona com essa mesma área) e a fluidez monetária durante esse período. Júpiter se encontra retrógrado, e um planeta nessa condição é como um exército retrocedendo: tirará as coisas boas que deu anteriormente e indicará também que aquilo que já foi feito terá de ser refeito. Júpiter determinado para essa casa indica que a inflação pode continuar crescendo. Reafirma também significados indicados por outros planetas ao unir poder, mandato e dinheiro num mesmo significador debilitado. Embora Júpiter receba aspectos favoráveis de Marte e de Plutão, que podem lhe dar algum impulso, não será suficiente para rebater as outras más indicações, já que os bons aspectos de maléficos não tendem a contribuir com qualquer benefício.

Mapa da posse de Cristina Kirchner
Posse de Cristina Kirchner - Segundo mandato - 10.12.2011, 12h09 (-03:00)
Buenos Aires, Argentina - 058w27, 34s36.

Saturno, planeta dos limites e das restrições, encontra-se localizado na casa VIII, que é a casa das reservas financeiras, indicando diminuição das mesmas e não favorecendo os acordos no terreno da política externa. Vênus está presente na casa XI, que representa os ministros, assembléias legislativas e administrativas. Este aspecto poderia indicar problemas com mulheres que sejam representativas ou tenham cargos importantes. Vênus está em aspecto hostil com seu próprio dispositor, Saturno, com quem está em uma recepção mútua negativa (um planeta está no domicílio do outro e vice-versa), o que indicará entraves, obstrução e impedimentos em todos os assuntos regidos por ambos os planetas.

Exceto por alguns escassos bons aspectos, a maioria das configurações planetárias do momento da segunda posse são adversas, o que não mostra este mandato como auspicioso. Ao contrário, apresenta-se difícil, indicando que a Argentina terá, como Nação, de atravessar sérias dificuldades, obstáculos, reveses e tropeços.

Notas do Editor e Tradutor:

1 - No juramento da posse, Cristina quebrou o protocolo ao jurar também por seu falecido marido Néstor Kirchner, que a antecedeu na presidência. O juramento original fala apenas de Deus e da Pátria.

2 - Este artigo foi publicado originalmente em espanhol, no site da autora, na própria data da posse (10.12.2011). Apenas 17 dias mais tarde, em 27 de dezembro, a presidente recém-empossada foi diagnosticada com câncer na tireóide. A consequência imediata foi seu afastamento do governo por aproximadamente um mês, para realização de cirurgia, período em que assumiu seu vice, Amado Boudou. Confirmam-se assim de maneira surpreendente os péssimos prognósticos para o segundo mandato da dirigente argentina.

Tradução e notas: Fernando Fernandes.

Saiba mais sobre Patrícia Kesselman.

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