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NOVAS PROPOSTAS
Éris, novo regente de Touro?
Início
do artigo | Parte 3
Um símbolo para Éris
A UAI rebaixou Plutão, regente
de Escorpião, para a categoria de planeta anão e também
incluiu Éris nessa categoria. Mas, em termos astrológicos,
tudo indica que Éris possua a mesma importância que Plutão
e os demais planetas trans-saturninos. Por isso, Éris também
deve ter um símbolo que o represente, pelo menos nas figuras astrológicas.
Qual seria um símbolo adequado para Éris?
Considerando
ser o círculo associado ao Espírito; o arco de círculo
associado ao Emocional, e a cruz associada à Matéria: o
símbolo do Sol possui apenas o componente espiritual; o símbolo
da Lua possui apenas o componente emocional, e o símbolo da Terra
tem uma parte espiritual e outra material.
Quando se observam os símbolos planetários
usuais, constata-se que círculos e cruzes, quando presentes, aparecem
uma única vez no símbolo, enquanto os arcos de círculos,
no mesmo símbolo, podem aparecer uma ou duas vezes. Isso ocorre
inclusive com o símbolo da Lua, formado por dois arcos de círculo.
Parece que o tamanho dos elementos que compõem os símbolos
e os comprimentos dos arcos de círculos não têm importância.
Mercúrio
possui dois símbolos usuais. Um deles com um arco na parte superior
e outro com dois arcos. Nos símbolos de Mercúrio estão
presentes os três componentes, círculo, arco ou arcos de
círculo e a cruz, mas em ordem considerada não perfeita,
pois o Espírito está abaixo do Emocional. Na base, no lugar
correto, está a Matéria. Essa "imperfeição",
de um jeito ou outro, ocorre em todos os símbolos planetários
onde os três elementos estão presentes. Os símbolos
com dois elementos, também não seriam perfeitos do ponto
de vista terrestre, por não possuírem um elemento. O símbolo
do Sol, ligado ao Espírito, seria o único perfeito, embora
sem os componentes emocionais e materiais.
Os
símbolos de Vênus e de Marte possuem os componentes ligados
ao Espírito e à Matéria, sendo esses símbolos
um o inverso do outro. O símbolo da Terra também é
composto pelos mesmos elementos dos símbolos de Vênus e de
Marte - está entre eles, a cruz não está abaixo,
nem acima do círculo, está no interior do círculo.
Essa posição intermediária coincide com as posições
de suas órbitas. A órbita da Terra está entre as
órbitas de Vênus e de Marte. Para evitar possíveis
erros de leitura nas figuras astrológicas, o símbolo de
Marte normalmente tem sua cruz substituída por uma seta - uma agressiva
seta, concordando com a natureza do planeta.
Júpiter
e Saturno também possuem símbolos um o inverso do outro,
formados pelo elemento emocional e pelo elemento material. No símbolo
de Júpiter a cruz está na parte de baixo. No símbolo
de Saturno a cruz está acima. O símbolo de Saturno é
o único símbolo planetário com mais de um elemento
que possui o componente emocional na parte de baixo. Mais ainda, além
do símbolo da Lua, esses símbolos de Júpiter e de
Saturno são os únicos que não possuem um eixo vertical
de simetria - aqui não está sendo considerado o símbolo
derivado de Marte (com a seta), nem o símbolo formado pelas letras
P e L, unidas, as vezes utilizado para Plutão.
Os
símbolos comumente utilizados para Urano, Netuno e Plutão
possuem os três componentes: o do Espírito, o do Emocional
e o da Matéria. Um dos símbolos utilizado para Plutão
(inclusive na Fonte TTF empregada na elaboração do Quadro
das Regências e Exaltações visto acima) - o último
da seqüência de símbolos ao lado, apresenta acima o
círculo, o Espírito, seguido do Emocional e abaixo a Matéria.
Devido a essa ordem "correta" dos elementos, esse símbolo
tem sido considerado inadequado para Plutão, o rei dos infernos.
Assim, deixando de considerar esse símbolo, se constata que os
símbolos usuais de Urano, de Netuno e de Plutão têm
por base o símbolo de Marte, ou seja, um círculo embaixo
com uma cruz sobre ele. Os arcos (ou arco) de círculo estão
colocados acima ou do lado da cruz. As figuras desses símbolos,
como foi dito antes, possuem eixo vertical de simetria.
Proposta de símbolo para Éris
O símbolo de Éris, à semelhança
dos símbolos dos três planetas anteriores, com órbitas
após Saturno, deve igualmente ser composto por um círculo,
uma cruz e por um ou dois arcos de círculo dispostos em torno de
eixo vertical de simetria. Para que seja diferente desses símbolos,
sua base de construção não pode mais ser Marte, e
sim Vênus. O fato de Éris ser o regente de Touro, junto com
Vênus, concorda com essa condição de o símbolo
de Éris ser construído a partir do símbolo de Vênus.
Assim, do símbolo de Éris já se conhece a posição
da cruz e do círculo. Falta apenas conhecer a posição
do arco ou arcos de círculo.
Se
o arco (ou arcos) for colocado acima do signo de Vênus, obtém-se
um dos símbolos de Mercúrio. Se o arco for colocado entre
o círculo e a cruz, tem-se aquele símbolo inadequado para
Plutão. Também inadequado para Éris, pois a base
do símbolo passa a ser da natureza de Júpiter (arco sobre
cruz). Se o arco (ou arcos) for colocado abaixo da cruz, a base do novo
símbolo também muda, deixando de ser Vênus para ser
Saturno. Ou seja, resta a alternativa de serem colocados dois arcos nas
laterais da figura. Se colocados junto do braço horizontal da cruz,
obtém-se o símbolo invertido de Urano, que é inadequado,
por Éris não ser o oposto de Urano, e sim oposto ou complementar
a Plutão. Com isso sobra apenas a possibilidade de se colocarem
os dois arcos nas laterais do círculo, como está na figura
- tangenciando o círculo em pontos um pouco abaixo do centro, para
evitar confusão de leitura com o símbolo de Urano. Curiosamente,
o símbolo obtido para Éris possui certa semelhança
com a cabeça de um touro, vista de frente. Também semelhante
à Constelação de Touro, sempre representada apenas
pela cabeça e o pescoço do animal.
Saiba mais sobre Raul
V. Martinez.
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