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Um olhar brasileiro em Astrologia
 Arquivos de Constelar - Edição 04 :: Outubro/1998 :: -

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1983: A ASTROLOGIA OCUPA UM ESPAÇO NOBRE

Astrologia Espaço/Tempo

Martha Pires Ferreira

De 23 de agosto a 16 de setembro de 1983, a Galeria Espaço Alternativo da Funarte, no centro do Rio de Janeiro, foi ocupada pelo evento Astrologia Espaço/Tempo - Retorno aos meios de comunicação, organizado pela astróloga Martha Pires Ferreira e contando com a participação de treze estudiosos em astrologia. Foram três semanas de exposição, palestras e debates. Do prospecto do evento, produzido pelo MEC/Secretaria de Cultura, retiramos este belíssimo texto de apresentação, escrito há mais de vinte anos e ainda cheio de vigor e poesia.

Martha Pires Ferreira no evento Presságios 2005, promovido por Constelar no Espaço Saúde, Rio de Janeiro, em janeiro de 2005.

Esta mostra de astrologia não visa à estética e suas proposições plásticas por princípios; ela oferece ao público a noção conceitual do processo astrológico através da história desde tempos imemoriáveis, numa síntese de ocorrências fundamentais, neste ou naquele espaço geográfico, nesta ou naquela cultura. Não se afirma arte, nem se nega ciência. A astrologia se define como um conhecimento tão antigo quanto a origem da espécie humana. A astrologia que conhecemos hoje, no mundo ocidental, tem sua origem nos povos antigos da Suméria, remotos habitantes da Mesopotâmia. A astrologia se define como um saber experimental tendo por base precisões matemáticas, portanto, um saber lógico, e percepções intuitivas, sensíveis, pertencentes ao mundo alógico. O estudo dos astros nasceu, provavelmente, da apaixonada tentativa de descobrir os segredos da vida e da morte, o significado das metamorfoses nas manifestações de força e energia contidas na plenitude da natureza.

O planeta não expressa uma verdade em si mesmo: sugere. Na realidade simbólica o importante é o saber fazer as analogias. A astrologia pertence ao mundo dos sinais. A astrologia age como uma convergência de fenômenos. São os planetas projetados nos espaços celestes oferecendo múltiplas combinações, com os mais variados recursos de leituras essencialmente simbólicas. Pode ser vista como um processo de autoconhecimento, como o é a ioga, a psicanálise, a meditação ou qualquer método que possibilite ao ser humano se ter a si mesmo em consciência, na lei do universo. Um processo de descoberta das leis que agem toda a natureza em sua complexidade.

Em toda a sua beleza e dinâmica, a astrologia não se prende ao determinismo, nem se baseia em esquematizações; ela aponta inclinações, tendências, predisposições inatas. Ela se expande na disponibilidade que cada ser humano pode conferir ao seu próprio ser no caminho para o desenvolvimento pessoal, e da humanidade inteira como espécie. A passagem de um ser mais elementar, primário, para outro transformado, mais evoluído, pleno.

Quando os planetas se movimentam no Universo estamos, nós também, em movimento harmonioso e perfeito, embora disso não tenhamos consciência. A astrologia é um dos recursos para a compreensão desta harmonia. Ela nos dá a possibilidade desta tomada de consciência. São fluxos que emanam dos espaços siderais e nos impulsionam à atividade e receptividade contínua; esses jogos que são os nossos dias; esses desejos de integrar tendências opostas e aparentemente irreconciliáveis; essa ânsia de evolução. As implicações de ordem pessoal ou mesmo coletiva-social, política, econômica ou religiosa podem impedir ou atravancar este processo. O ser humano com toda a natureza foi criado para a evolução. Ele deve conhecer meios que o possibilitem a este crescimento que o leva, por uma necessidade intrínseca, ao vislumbre do saber quem ele é, o que está fazendo no mundo e para onde ele se dirige. Ele foi chamado à vida para vivê-la em toda a sua dignidade. O ser humano deve lutar por esta verdade, com todas as suas forças, com todo o seu coração.

O retorno da astrologia aos meios de comunicação, a procura da astrologia hoje, se dá por um fenômeno de sede de saber que, pouco a pouco, vem tomando um espaço vital na história da humanidade. Queremos saber, procurarmos chaves que nos indiquem o que somos, quem somos e para que somos. Vamos aos poucos substituindo a fome de ter pela fome de ser, de saber, de conhecer. Estamos na passagem da Era do ter para a Era do ser.

Tudo é expansão. Tudo na vida atua em expansão. O ser humano nasceu para esta expansão que converge para o centro, para o núcleo, onde tudo nasce - a Mãe Cósmica, fonte de todas as coisas criadas.

A astrologia é um dos processos sutilíssimos a nos orientar neste percurso de vida. A astrologia atua como uma bússola, indicando como nos situarmos na aventura maravilhosa que nos leva de encontro à sabedoria universal, como chegar à nossa matriz. É este o seu papel, e sempre o foi desde a Mesopotâmia, como relatam documentos escritos que remontam a Suméria, Babilônia, Caldéia, Assíria. A Babilônia é vista, classicamente, como a pátria de origem astrológica, e esse privilégio deve ser repartido com outra velha civilização, o Egito. A velha China, os hebreus, a Índia, a Pérsia, Grécia, Roma, maias e astecas são civilizações que conheceram profundamente a astrologia, astronomia, matemática - toda a base do conhecimento científico. A função essencial da astrologia é ajudar o ser humano a aproximar-se cada vez mais da sua essência, essência esta comum a toda a humanidade, a toda a criação. (Martha Pires Ferreira, julho de 1983)

Outros textos de Martha Pires Ferreira.



Atalhos de Constelar 04 - outubro/1998

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