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 Arquivos de Constelar :: Edição 03 :: Setembro/1998 :: -

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TEORIA ASTROLÓGICA

Gêmeos, signo de exaltação de Plutão

Raul V. Martinez

Com base na racionalidade do modelo de regências e exaltações planetárias, o autor levanta a possibilidade da existência de mais dois planetas, ainda a serem descobertos, e define Gêmeos como o signo de exaltação de Plutão. Até 2008 Plutão transita por Sagitário, signo que, de acordo com a teoria aqui proposta, representaria sua queda.

Nota do editor: este artigo foi publicado em Constelar no ano de 1998, sete anos antes da divulgação da descoberta do planeta UB313, situado além de Plutão e o décimo do sistema solar.

Cada signo está vinculado a um ou dois astros do Sistema Solar. Esses astros, em astrologia, são os regentes ou os co-regentes desses signos. Os planetas, mais o Sol e a Lua, além de se harmonizarem com os signos que regem, harmonizam-se também com outros signos, onde se exaltam. Nos signos opostos a aqueles em que se exaltam, encontram-se em queda. Estão em situações não harmônicas nesses signos.

Tabela das Regências e das Exaltações

Signo Regente Exaltação
Áries Marte Sol
Touro Vênus Lua
Gêmeos Mercúrio Plutão (*)
Câncer Lua Júpiter
Leão Sol Netuno
Virgem Mercúrio Mercúrio
Libra Vênus Saturno
Escorpião Plutão e Marte Urano
Sagitário Júpiter
Capricórnio Saturno Marte
Aquário Urano e Saturno
Peixes Netuno e Júpiter Vênus

[*] Exaltação de Plutão

Assim o Sol, regente natural da V - casa das criações e da alegria - centro do nosso sistema planetário, associado ao calor, ao brilho, à expansão e ao coração, exalta-se em Áries, primeiro signo cardeal. No signo cardeal oposto, Libra, exalta-se Saturno, planeta situado nos limites da visíbilidade a olho nu, na "periferia", do sistema. Saturno é associado ao frio, às contrações, às concretizações, às restrições e à pele, que limita o corpo físico. Libra é o signo mais distante do primeiro signo, Áries - 180°.

A Lua, regente natural da IV, casa vinculada às origens, ao passado, e também às conclusões, exalta-se em Touro, primeiro signo fixo, ligado à aquisição, à manutenção, à garganta - por onde entram os alimentos no organismo. No signo fixo oposto, Escorpião, ligado às perdas, às transformações e às excreções, exalta-se Urano, associado às inovações e ao futuro.

Júpiter, regente natural da IX, casa da religiosidade e dos princípios filosóficos, exalta-se em Câncer, signo cardeal e natural da IV, ligado à mãe, à proteção, ao útero e ao crescimento. No signo oposto, o cardeal Capricórnio, exalta-se Marte, regente de Áries, vinculado ao individualismo, à disputa, à agressão, à opressão, como forma de violência e sofrimento. Marte pode ser associado à guerra, enquanto Júpiter à paz.

Mercúrio, regente natural da III, casa das comunicações, do comércio e dos processos repetitivos, exalta-se em Virgem, signo natural da VI, casa do trabalho que se executa no dia a dia e das funções orgânicas, que, de forma constante e obrigatória, mantêm a vida. A Mercúrio também é atribuída a regência do signo de Virgem. Se um dia vier a ser detectado no Sistema Solar um planeta que possa ser o novo regente de Virgem, Mercúrio passará a ser seu co-regente. No signo oposto, Peixes - signo das emoções, dos sacrifícios e das ilusões - exalta-se Vênus, regente de Libra, vinculado ao amor, à arte e ao belo. De um lado, Mercúrio, o racional, detalhista, crítico. De outro, Vênus, o emocional, afetuoso, que releva falhas.

Netuno, ligado às emoções e às ilusões, exalta-se em Leão, regente natural da V, casa associada às criações, às competições, aos namoros e aos espetáculos artísticos. Atualmente não se conhece planeta que se exalte no signo oposto, Aquário. Nesse signo, possivelmente, irá se exaltar, quando for detectado, o regente de Virgem.

Os planetas conhecidos, antes de Plutão, exaltam-se em signos diferentes. Não há dois planetas se exaltando no mesmo signo.

Afirmar, como alguns astrólogos, que Plutão se exalta em Áries, no mesmo signo onde se exalta o Sol, é inadmissível, pois ao Sol se associa o calor da vida, enquanto, a Plutão, o frio da morte. Esse antagonismo não permite que Sol e Plutão se exaltem no mesmo signo, mesmo se houvesse outras exaltações de dois astros no mesmo signo. Como ocorre com os demais astros, Plutão deve se exaltar em signo próprio, que, por sua vez, deve possuir características concordantes, ou significados comuns com aquelas atribuídas a Plutão.

Possivelmente, o que tenha contribuído para que fosse considerado, erroneamente, a exaltação de Plutão em Áries, tenha sido o fato de Plutão e Marte serem juntos os regentes de Escorpião. Isso estabelece certo vínculo entre eles. Vínculo que existe por regerem o mesmo signo, e não por Plutão se exaltar em signo regido por Marte.

Plutão foi descoberto em 18 de fevereiro de 1930 no observatório de Lowell, no Arizona, por Clyde Tombaugh, um jovem astrônomo de 22 anos.

Significados atribuídos aos planetas transaturninos

Em termos astrológicos, as qualidades ou elementos básicos associados aos planetas transaturninos conhecidos concordam, para cada um deles, com aquelas que a humanidade começava a vivenciar de forma marcante, na época de seus descobrimentos. Nessas ocasiões, surgiriam também as ferramentas necessárias para que fossem detectadas suas posições astronômicas.

Assim, a descoberta de Urano, em 1781, coincide com o período dos movimentos de abolição de direitos feudais e da escravatura, dos processos de industrialização, das primeiras aplicações da eletricidade, da descoberta do telégrafo, do pára-raios e da homeopatia.

A descoberta de Netuno, em 1846, coincide com o advento da fotografia, com o início da indústria química, com a divulgação dos princípios do socialismo e do comunismo e com o estudo sistemático da psique humana.

A descoberta de Plutão, em 1930, coincide com o descobrimento da penicilina, primeiro antibiótico (algo que se opõe a vida); com a fissão nuclear, onde os átomos pesados, divididos, geram energia; com a produção industrial em série; com os processos de massificação e com o crime organizado, repetitivo.

Também estão associadas a Plutão a fecundação e a transformação do ovo no ser vivo, pela divisão celular - onde cada célula morre ao se dividir em duas, até compor todo organismo.

A morte, outro elemento plutoniano, é fundamentalmente um processo de divisão ou de separação, não apenas das células que se desagregam, mas da separação de um princípio vital, que se afasta do corpo físico.

Hoje se sabe que Plutão é o único planeta duplo do sistema solar. Esta duplicidade e os componentes de divisão e de igualdade, ou semelhança, antes elencados, levam a associar a exaltação desse planeta ao signo de Gêmeos, e não aos outros dois signos, Sagitário e Aquário, onde também não se exaltam planetas conhecidos.

Planetas hipotéticos transplutonianos



Atalhos de Constelar 03 - setembro/1998

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