IGREJA CATÓLICA, DOS PRIMÓRDIOS AO NOVO PAPA

Os santos e os brutos:
a Igreja de Urano e Plutão

Fernando Fernandes

 

"Creio em Deus Pai...": em Nicéia, está nascendo a Igreja Católica

O Concílio de Nicéia, de 325, define o momento em que a Igreja se organiza claramente como instituição, definindo seus dogmas, princípios litúrgicos e organização interna. Pode ser considerado como um ato de transformação do Cristianismo primitivo, espontâneo e místico, numa religião estruturada, com uma casta sacerdotal hierarquicamente definida. Apenas a partir do Concílio de Nicéia é que se pode falar em Igreja Católica Romana, como a conhecemos hoje. A abertura do concílio deu-se em 20 de maio de 325, sob uma conjunção de Urano e Plutão em Aquário. Conjunções Urano-Plutão são de grande importância como demarcadores de avanços econômicos e tecnológicos, assim como de momentos em que se formam as condições para grandes concentrações de capital que proporcionarão surtos de desenvolvimento da atividade econômica. Efetivamente a Igreja cumpriu, ao longo dos séculos, um papel de grande importância na vida econômica da Europa, seja como proprietária de terras seja como impulsionadora do renascimento comercial, através das cruzadas.

Entretanto, o grande momento do Concílio de Nicéia não foi o de sua abertura, mas o da definição do Credo:

A 19 de junho o Concílio aceitou o símbolo de fé que deixava bem clara a doutrina sobre o Pai e o Filho (...). Declarava-se expressamente que o Filho é da substância do Pai, Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não feito, consubstancial com o Pai. (...) Entre outros assuntos tratados pelo Concílio figurou a fixação da Páscoa (...). Foram aprovados vinte decretos curtos chamados cânones que tratavam de assuntos disciplinares, da sagração dos bispos e dos direitos patriarcais de Alexandria, Roma e Antióquia. [GIORDANI, Mario Curtis. História do Império Bizantino. Vozes, Petrópolis, 1968.]

[Clique para ver uma versão completa do Credo de Nicéia]

O mapa daquele dia decisivo para a história do nascente Catolicismo mostra o Sol em conjunção com Saturno, aspecto adequado para um momento em que se definiam as estruturas da nova religião. O Sol também está em trígono com a conjunção Júpiter-Urano-Plutão em Aquário. Apenas Netuno não participa dessa fortíssima configuração, talvez mostrando que o momento não era de fé, mas de pragmatismo. Naquele momento, um grande empreendimento era delineado - em parte às custas da traição da simplicidade do Cristianismo primitivo.

Aprovação do Credo do Concílio de Nicéia - 19.6.325, Nicéia, Ásia Menor (carta solar calculada para as 12h).

Todos os planetas envolvidos no aspecto de trígono estão no elemento Ar, dando conta da enorme capacidade de comunicação de que a Igreja iria dispor daí em diante, a partir da definição de seus dogmas. Efetivamente, o Credo aprovado naquele dia é conhecido hoje por mais de um bilhão de fiéis, em todo o planeta.

Enfim o poder: a Igreja Católica se torna oficial

O Concílio de Nicéia preparou o terreno para um ato ainda mais significativo, que foi a elevação do Catolicismo à condição de religião oficial. Neste sentido, a importância do decreto do imperador romano Teodósio é enorme, conforme atestam estas palavras de Dom Estêvão Bettencourt:

Aos 28/02/380, o Imperador assinou um decreto que tornava oficial a fé católica "transmitida aos romanos pelo apóstolo Pedro, professada pelo Pontífice Dâmaso e pelo Bispo de Alexandria, ou seja, o reconhecimento da Santa Trindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo". Com estas palavras, Teodósio abraçava, para si e para o Império, o Credo que, proveniente dos Apóstolos, era professado então pelo Papa Dâmaso (...). Assim o Cristianismo, que Constantino I tornara lícito em 313, era feito religião oficial do Império Romano.

Decreto de Teodósio oficializando o Cristianismo como religião do Império Romano - 28.2.380, Constantinopla - 41n01, 28e58. A carta, que não apresenta casas, foi calculada para as 12h.

Um dos destaques do mapa é a conjunção Sol-Netuno em Peixes, o que significa dizer que a Igreja se associa definitivamente ao poder temporal num momento em que Netuno se encontra em domicílio. Observa-se também a presença de uma conjunção Saturno-Plutão em Áries, em órbita de oposição a Urano, o que relaciona a história da Igreja como instituição política a um ciclo planetário costumeiramente marcado pelo radicalismo, pelo terror e pelo uso da força como instrumento de conformação social.

Apenas para assinalar como o ciclo Saturno-Plutão afeta a vida da Igreja Católica e, por extensão, dos projetos de poder da sociedade ocidental, foi numa oposição Plutão-Saturno, em 2001, que terroristas de Osama bin Laden decidiram destruir um símbolo de poder em pleno coração de Nova Iorque, a Roma moderna. A propósito, veja-se o artigo O simbolismo de Gêmeos
na destruição do Ocidente
, em Constelar edição 40.

Todo o importantíssimo Concílio de Constantinopla, convocado no ano seguinte, que irá ratificar e complementar as decisões do Concílio de Nicéia, de 325, ainda acontece sob o impacto dessas fortíssimas condições fundadoras: o novo ciclo Saturno-Plutão e a passagem de Netuno em Peixes. Cabe lembrar que a liturgia católica definida em Nicéia e complementada pelo Concílio de 381 sobreviveu quase sem alterações até o Concílio Vaticano II (1962/65).

Leão Magno, o primeiro papa realmente papa

Se bem que haja muitas divergências entre historiadores, é certo que a afirmação de Roma como sede do mundo católico não foi imediata. Nos séculos IV e V Roma já era uma cidade decadente, ultrapassada em importância por outros centros mais dinâmicos na parte oriental do Império, como Alexandria, Antióquia e a recém-fundada Bizâncio (Constantinopla). A luta pela hegemonia entre os bispos de Roma e de Constantinopla foi tenaz, sendo que apenas a partir de Leão I, chamado Magno, é possível falar verdadeiramente de um papa no sentido de líder de toda a Cristandade. Leão chega ao trono pontifício no ano de 440. O ciclo que se inicia naquele ano não poderia ser mais significativo: trata-se de uma nova conjunção Urano-Plutão, agora em Gêmeos, a primeira desde aquela outra em Aquário, do Concílio de Nicéia.

Temos, então, a seguinte seqüência:

ANO EVENTO CONFIGURAÇÃO
325 Concílio de Nicéia - Instauração da Igreja Católica - Credo e dogmas Conjunção Urano-Plutão em Aquário
380 Oficialização do Catolicismo - Fixação dos dogmas Conjunção Saturno-Plutão em Áries
440 Primeiro papa a afirmar o primado de Roma Conjunção Urano-Plutão em Gêmeos

Outra conjunção Urano-Plutão antecede de pouco o anúncio da primeira cruzada, em 1095; e ainda outra, a de 1201, anunciará a ocupação de Bizâncio pela quarta cruzada e a criação da Santa Inquisição.

A Igreja Católica e os ciclos Urano-Plutão

Atalhos de Constelar 82 - abril/2005

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