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ASTROLOGIA MUNDIAL

Caracas! Um dia, três presidentes!

Fernando Fernandes

 

A crise de abril, passo a passo

Eleições marcadas por quadraturas Lua-Marte podem resultar em governos que agem com precipitação e chegam a confrontos abertos com setores oposicionistas. Chávez, desde os primeiros meses, tomou medidas que a oposição considerou antidemocráticas e golpistas. Concentrou poderes, esvaziou instituições tradicionais e fez instalar uma nova assembléia constituinte. O permanente confronto de Chávez com grandes empresários, que controlam os meios de comunicação, e a insatisfação da classe média, prejudicada pela condução da economia, levaram o país praticamente à guerra civil desde o início de 2002. A tensão cresceu aos poucos e explodiu em grandes mobilizações de rua em abril. Vejamos o que aconteceu, passo a passo:

10 abril, 19h15 - A partir da convocação da Confederação de Trabalhadores da Venezuela inicia-se uma greve geral por tempo indeterminado para desestabilizar o governo de Chávez e exigir sua saída.

O Ascendente do início da greve é o primeiro grau de Escorpião. Os dois regentes deste signo estão tensamente aspectados: Plutão está em conjunção com o restritivo Nodo Sul, enquanto Marte forma quadratura com Urano. Marte está em Touro, em oposição ao Ascendente da Venezuela. Urano em trânsito está no Fundo do Céu do país, indicando um período de grande agitação popular e um desafio aberto ao poder constituído.

11 de abril, das 14h30 às 18h - 500 mil pessoas se envolvem em grandes manifestações em torno do palácio presidencial. O enfrentamento entre partidários de Chávez e seus oponentes deixa 24 mortos e 110 feridos.

Sol e Lua estão no guerreiro signo de Áries. Quando as mortes começam, o Ascendente é Leão e a quadratura Marte-Urano está nos ângulos da carta do país.

12 de abril, 1h10 - Informa-se que Chávez entregou-se a militares rebeldes (mais tarde esta versão seria negada). Às 4h da madrugada Chávez já está na prisão.

Chávez afastado do poder - 12.04.2002, 01h10 (-04:00) - Caracas, Venezuela - 10n30, 66w56.

O Ascendente agora é Capricórnio. Netuno é o único planeta na casa 1, simbolizando a situação confusa e enganosa: Chávez não se entregara, mas fora seqüestrado por militares que, arrependidos, seriam os primeiros, no dia seguinte, a manifestar lealdade ao presidente deposto. Urano, ainda em quadratura com Marte, está na cúspide da casa 2, mostrando que as causas do golpe eram fundamentalmente econômicas.

12 de abril, 17h39 - Pedro Carmona Estanga, presidente da Fedecámaras, assume como presidente e fecha o Legislativo e o Judiciário, prometendo eleições em um ano.

Surpreendentemente, o Ascendente é Libra e Júpiter ocupa o Meio-Céu em Câncer. À primeira vista, parece o mapa de um governo que chega para pacificar e durar. Mas Vênus, o regente do Ascendente, está em quadratura com Netuno na casa 5, regente da casa 6. O mesmo Netuno também está em quincunce com Júpiter no Meio-Céu. Era toda uma situação equivocada a aguardar uma correção, que não tardaria. A reação da massa não se faria esperar: no dia seguinte, 13 de abril, às 12h30, começam as manifestações de partidários de Chávez na capital. O Sol está no Meio-Céu, e a Lua, regente do Ascendente, acaba de entrar em Touro, seu signo de exaltação. A reação popular começada com a Lua transitando pela casa 10 mostra claramente que o povo (Lua) não tardaria a estar no palácio (casa 10).

13 de abril, entre 16h e 18h - Seguidas declarações de lideranças políticas e militares dão conta de que o novo presidente Carmona não tem com o apoio esperado. As manifestações pró-Chávez continuam.

13 de abril, 22h12 - Carmona renuncia à presidência, depois de um início de noite em que que partidários de Chávez tomaram o palácio presidencial e uma rede de televisão, enquanto conflitos de rua matavam mais nove pessoas.

Pedro Carmona renuncia à presidência - 13.04.2002, 22h12 (-04:00) Caracas, Venezuela - 10n30, 66w56.

O mapa da renúncia de Carmona não poderia ser mais significativo: Plutão está sobre o Ascendente. É um dos regentes do mapa da Venezuela e é, nesta carta de renúncia, o regente da 12, significadora dos setores excluídos da sociedade. Os miseráveis acabavam de derrubar as elites tradicionais (Saturno no Descendente).

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