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CONSTELAR PREVIU A CRISE
Inferno em Nova Iorque

Fernando Fernandes


Em fevereiro de 2001 Constelar publicou, em sua edição 32, o artigo Apenas uma operação de rotina?, sobre o ataque aéreo americano a Bagdá, em 16.2.2001. Neste artigo, levantava-se a possibilidade do envolvimento dos Estados Unidos em uma nova guerra. Enquanto preparamos a análise dos terríveis acontecimentos de 11 de setembro, sugerimos a releitura do artigo de fevereiro: infelizmente, o que vem pela frente não será nada leve. Alguns trechos mais significativos estão em negrito e os comentários acrescentados agora estão destacados em azul.

Admitido o horário das 16h50 para a Declaração de Independência que teve lugar em Filadélfia, a 4 de julho de 1776, a casa 7 é aquela que aparece mais ativada no mapa dos Estados Unidos, reunindo nada menos do que Urano, Marte, Vênus e Júpiter. A presença dominante é a de Urano, por sua posição angular, sendo que este planeta na casa dos relacionamentos não costuma indicar uma disposição conciliadora ou disposta a muitas concessões. Urano é turbulento, expansionista, "rápido no gatilho" (especialmente em Gêmeos) e muito cioso de seus próprios pontos de vista para permitir-se uma convivência pacífica com o outro. Já Marte em Gêmeos, também na casa 7, reforça a disposição belicosa e faz com que a casa 7 americana enfatize um dos conteúdos que lhe estão associados: a guerra.

Um dado curioso é que, sendo Gêmeos um signo duplo, a presença de Marte ali costuma envolver os Estados Unidos em guerras que se desdobram em duas frentes opostas, ou ainda em duas guerras simultâneas em diferentes regiões do globo. Assim ocorreu, por exemplo, durante a Segunda Guerra Mundial, quando os americanos se multiplicaram na frente européia contra os alemães e nas águas do Pacífico, onde enfrentaram o Japão. Mais tarde, nos anos sessenta, os Estados Unidos enfrentaram a terrível guerra no Vietnã ao mesmo tempo em que promoviam a invasão da República Dominicana e auxiliavam Israel na Guerra dos Seis Dias, contra uma liga de países árabes. Marte em Gêmeos fala exatamente desta capacidade de multiplicar-se em situações de conflito, implicando também, pelas características do signo, decisões e deslocamentos rápidos, muita ênfase no papel dos estrategistas militares e na importância da aviação de combate. O auge da manifestação deste simbolismo apareceria, aliás, no projeto "Guerra nas Estrelas", durante o governo Reagan.

Por trás de tantas manifestações bélicas, está uma atitude defensiva e desconfiada em relação ao resto do mundo (Sol, Mercúrio, Vênus e Júpiter em Câncer, signo da pátria e do instinto de autoproteção) e uma crença idealizada na missão do país como paladino da liberdade e da justiça (Ascendente em Sagitário, Lua em Aquário e Netuno em conjunção com o Meio-Céu). Já a presença de Plutão na casa 2 em oposição a Mercúrio na 8, casa que também hospeda o Sol da carta americana, consubstancia os fortes interesses corporativos da plutocracia - as grandes empresas com interesses econômicos em toda parte e os fabricantes de armamentos. O duro pragmatismo com que são conduzidos os interesses ianques aparece na quadratura do Sol a Saturno, sendo Sol o regente da 9, e na já citada oposição de Mercúrio a Plutão, sendo Mercúrio o regente da 7. Estas duas casas, em conjunto, explicam muito das atitudes de um país em relação aos "outros".

Declaração de Independência dos EUA - 04.07.1776, 16h50 LMT
Filadélfia, Pensilvânia - 39n57, 75w10

Os trânsitos Plutão-Marte e as guerras americanas

Ao observarmos o que vem pela frente no governo Bush, um trânsito chama a atenção: trata-se da oposição de Plutão ao Marte natal dos Estados Unidos, aspecto que já se encontra numa órbita razoável e que se tornará exato nos proximos três anos. Um ano especialmente perigoso será o de 2003, quando o Marte radical dos Estados Unidos, além da oposição de Plutão já atuante desde agora, estará sendo pressionado também pela conjunção de Saturno em trânsito. Simultaneamente, Urano em trânsito estará atingindo a posição radical da Lua, no final de Aquário. A análise de ativações da carta americana através da história permite-nos afirmar que em 2003 os Estados Unidos mais uma vez estarão em guerra, que tanto pode ser a eclosão de um novo conflito quanto o ápice da escalada de um conflito pré-existente, iniciado entre 2001 e 2002.

Observemos apenas os três últimos trânsitos de Plutão em aspectos tensos com Marte radical dos Estados Unidos, considerando como ponto de partida os momentos em que Plutão chegou a seis graus do aspecto exato. Assim, teríamos:

- Em 1811 Plutão em Peixes chega a 15° de Peixes, a seis graus da quadratura exata com Marte em 21°22' de Gêmeos. O aspecto torna-se exato em 1816;

- Em 1900 Plutão em Gêmeos entra em órbita de conjunção com Marte. O aspecto exato forma-se em 1906;

- Em 1964, Plutão em Virgem entra em órbita de quadratura com Marte. O aspecto exato forma-se em 1967.

Considerando ainda uma pequena margem de atuação do aspecto após tornar-se perfeito, teríamos três períodos a considerar, que seriam 1811-1817, 1900-1907 e 1964-1968. O que aconteceu em cada um?

Em 1812, os Estados Unidos, então com apenas 36 anos de independência, lançam-se a uma violenta guerra contra a Inglaterra, cujas tropas, baseadas no Canadá, representam ainda uma ameaça para a jovem nação. O conflito é sangrento. Os americanos sofrem severas derrotas, com perda de incontáveis vidas. A capital Washington é invadida, e tanto a Casa Branca quanto o Capitólio são incendiados (Observar o paralelismo com a situação atual. 1812 foi a única ocasião, antes de 2001, em os símbolos de poder americanos sofreram ataques diretos). Os ingleses vencem a guerra de ponta a ponta. Contudo, os diplomatas americanos negociam mais tarde acordos altamente favoráveis aos Estados Unidos, que têm sua independência finalmente respeitada pelos antigos colonizadores.

Na mesma época da guerra, inicia-se a marcha para o Oeste, ainda sem o ímpeto que adquiriria a partir de 1840, com a descoberta do ouro, mas já com a firme intenção de estender as fronteiras do país, restrito então ao território entre o Atlântico e o vale do Mississipi. O primeiro obstáculo nesta investida é a resistência dos nativos pele-vermelha, o que leva o governo de Illinois a estipular uma recompensa para todo americano que matasse pelo menos um índio. É o genocídio consentido e estimulado, de acordo com o figurino de Marte na 7 recebendo a pressão de Plutão.

O grande porrete da polícia do mundo


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