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DOIS TEXTOS DE 1999 Garotinho, um tipo astrológico Marte-Saturno, assume o governo do Rio de Janeiro sob um trânsito de Plutão que faz lembrar outros períodos em que a cidade passou por transformações duras, radicais e definitivas. Garotinho, um tipo astrológico Marte-Saturno, assume
o governo do Rio de Janeiro sob um trânsito de Plutão que
faz lembrar outros períodos em que a cidade passou por transformações
duras, radicais e definitivas. Na carta de uma cidade, de um estado ou país, a casa 10 representa as expectativas que a comunidade estabelece em torno da figura de seu governante máximo. É como se houvesse um padrão profundamente enraizado, uma espécie de "molde" ou conjunto de características comportamentais que nenhum eleitor seria capaz de verbalizar conscientemente, mas que acaba funcionando como o sapatinho de cristal de Cinderela: no momento em que uma figura pública entra em ressonância com o padrão, o eleitorado logo o identifica. Para entender tal modelo arquetípico, é necessário considerar que signo se encontra na cúspide, ou ponto inicial da casa 10 (o Meio Céu), o significado dos planetas que ocupem esta casa assim como o posicionamento de seus regentes. No caso do Rio de Janeiro, há dois mapas a considerar. O primeiro é o da fundação da cidade, em 1° de março de 1565. Estácio de Sá não deixou registro da hora precisa, mas o acompanhamento dos trânsitos e progressões sobre o mapa da cidade apontam fortemente para o horário em torno das 11h50. A outra carta é a do nascimento do atual Estado do Rio de Janeiro, em 15.3.1975, resultado da fusão da Guanabara com o antigo Estado do Rio sediado em Niterói. A carta que sempre temos verificado funcionar melhor, mesmo que o assunto seja de âmbito estadual, é a da fundação da cidade, até porque toda a região do interior sempre se comportou como uma extensão da área de influência da capital. E o que temos na casa 10 do Rio?
O Meio Céu é marcado pela conjunção Sol-Plutão em Peixes. Mercúrio, regente do Ascendente geminiano, também está em Peixes, alguns graus mais adiante. Como Júpiter e Netuno regem Peixes, o perfil do governante completa-se com Júpiter no crítico signo de Virgem, na casa 3 (uma casa da comunicação), e Netuno no Ascendente, em Gêmeos (o planeta da imaginação e da fantasia no signo da linguagem) em oposição ao rebelde e inovador Urano em Sagitário. A conjugação de todos esses fatores produz um tipo bastante complexo e peculiar, onde se destacam: - habilidade e criatividade verbal, características da recepção mútua, ou seja, da troca de domicílios entre os regentes de Peixes e Gêmeos; - flexibilidade, jogo de cintura e adaptação a mudanças, traços típicos dos signos mutáveis (Peixes, Gêmeos, Virgem e Sagitário); - as qualidades piscianas de empatia e imaginação; - muita energia pessoal e tendência para o controle e a manipulação (Sol conjunto a Plutão); - disposição para adotar caminhos pouco convencionais e uma atitude independente em relação ao governo federal (o toque uraniano). O mapa do Rio apresenta um conjunto tão variado de significadores ligados a sua casa 10 que dificilmente um único governante conseguiria dar vida a todas as facetas desse padrão. Às vezes, predomina o toque de Urano - como em Leonel Brizola, que foi eleito quando este planeta cruzava o Descendente da cidade. Às vezes, porém, surge com toda a força a marca intensa de Plutão. É o caso do novo governador. Veja a continuação dos textos de 1999: O mapa da eleição de Garotinho anuncia a violência
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