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ASTROLOGIA E MEDICINA

A gripe suína e a vingança de Montezuma

Fernando Fernandes

A vingança de Montezuma

No já referido estudo sobre a peste negra, depois de enfatizarmos a ligação entre Netuno em Aquário e a pandemia do século XIV, estabelecemos conexões com outra epidemia de gravíssimas e vastas conseqüências, ocorrida logo nos primeiros anos da presença européia no continente americano. Não por acaso, esse trecho do artigo de 1998 trata exatamente do México, terminando com uma previsão que se revelou bastante correta:

Outro ciclo de quinhentos anos é o que medeia as passagens de Netuno em Aquário entre 1507 e 1521 e nos tempos atuais, a partir de 1997. Em ambos os casos, Plutão está em Sagitário [2]. No século XVI, o grande movimento coletivo foi o confronto cultural entre as civilizações europeia e ameríndia, cujo foco de máxima exacerbação expressou-se no massacre da civilização asteca pelos invasores espanhóis. Como já vimos, o genocídio bélico fez-se acompanhar, naquela ocasião, pelo morticínio provocado pelas doenças contra as quais os nativos não tinham defesas imunológicas. A repetição da mesma configuração, no final do século XX, coloca novamente o México em evidência através da emergência do movimento Zapatista, que carrega atrás de si toda uma tentativa de revivescência dos valores da cultura indígena. (...) É provável que estejamos presenciando o início de um grande movimento de ajuste civilizatório nas Américas entre as culturas de base europeia e nativa. As tensões serão maiores exatamente onde a massa de origem autóctone é mais significativa, como no México, na Guatemala e em todos os países da região andina. E não é improvável que alguma nova epidemia venha à luz, e desta vez no sentido inverso, ou seja, da população indígena rural para os brancos de ascendência européia.

Montezuma e Cortés

O encontro entre Montezuma (de pé) e o conquistador espanhol Hernán Cortés (a cavalo). Montezuma tratou Cortés como a encarnação do Deus Quetzalcoatl e recebeu-o no palácio real. Acabou deposto e morreu por ferimentos infligidos pelos espanhóis. Montezuma tinha muito mais o perfil de um intelectual do que de um guerreiro. Fez um grande esforço para compreender a religião cristã dos invasores.

Agora vamos aos fatos: foi ao longo do trânsito de Plutão em Sagitário e Netuno em Aquário (1507 a 1515) que a Europa tomou conhecimento da enorme expansão de fronteiras consubstanciada na descoberta do Novo Mundo e nas ricas possibilidades econômicas do continente. Se bem que as descobertas tenham acontecido ainda com Plutão em Escorpião e Netuno em Sagitário, foi apenas com a disseminação dos relatos de viagem de Américo Vespúcio e do primeira mapa da América, em 1507, que a notícia chegou em detalhes à população européia, quanto Netuno já fazia a transição de Capricórnio para Aquário. A popularização do nome América, assim como sua incorporação ao imaginário europeu, é um fenômeno de Netuno em Aquário – literalmente, uma fantasia utópica de uma terra livre e cheia de novas oportunidades. Contudo, a conquista dos mais ricos territórios do Novo Mundo acontece já com Plutão em Capricórnio: o Império Asteca do México, entre 1519 e 1521, e o Império Inca da região andina, em 1532.

Pode-se fazer assim um instigante paralelismo: o período de 1507 a 1515 guarda analogia com o período 1998 a 2007, já que ambos apresentam, ao mesmo tempo, Netuno em Aquário e Plutão em Sagitário. Já a fase de 1515 a 1520 pode ser comparada ao período de 2008 a 2011, em que temos simultaneamente Plutão em Capricórnio e Netuno em Aquário.

Foi exatamente sob Plutão em Capricórnio e Netuno em Aquário que o conquistador espanhol Hernán Cortés, à frente de um pequeno exército de 500 homens, conseguiu seduzir e capturar o líder máximo do poderoso império asteca [Montezuma, na imagem abaixo], o mais importante poder político organizado das Américas. A conquista, que começou em 1519, teve como grande arma os microorganismos que traziam as doenças européias, até então desconhecidas dos nativos. Por falta de anticorpos, milhões de indígenas vieram a morrer de epidemias de doenças comuns, como a gripe e sarampo. Por esse motivo a conquista do México costuma ser considerada a primeira guerra bacteriológica da História.  

MontezumaPlutão em Capricórnio é tempo de derrocada de grandes impérios. No século XVI, foi o Império Asteca, à custa de armas e da gripe. Agora é a vez do império americano, por culpa da recessão econômica e – talvez – de uma nova pandemia. 

 A ressonância astrológica de nosso tempo com os primórdios da colonização do continente tem trazido uma espécie de movimento de compensação: as novas lideranças continentais sobem ao poder com um discurso fortemente nativista, apelando para as raízes ancestrais. É o caso de Hugo Chávez na Venezuela, de Rafael Correa no Equador e especialmente de Evo Morales na Bolívia. E a ressonância chega ao ponto de promover a eclosão de uma nova e perigosa pandemia exatamente numa região rural e habitada pelos descendentes de indígenas mexicanos.

La GloriaSob a mesma configuração que trouxe a mortal gripe européia para dizimar os guerreiros do império asteca, surge num povoado habitado por “descendentes dos astecas” [La Gloria, foto à esquerda] o vírus mutante que pode espalhar-se além-fronteiras e aniquilar europeus e seus descendentes modernos, os americanos. Assim, a previsão que fizemos dez anos atrás começa a tornar-se verdade de maneira dramática e inesperada.

A teoria das conjunções inferiores de Vênus e da atividade das manchas solares

Enquanto lembramos a Vingança de Montezuma [3], astrólogos norte-americanos tentam explicar a gripe suína valendo-se de uma teoria ainda mais estranha que relaciona Vênus e a atividade das manchas solares e suas tempestades magnéticas [4].

Vênus tem um campo magnético desprezível, quando comparado com o da Terra. Quando o movimento das manchas solares aumenta, acontecem grandes tempestades magnéticas. Se essas tempestades ocorrem nas proximidades das datas das conjunções inferiores Vênus-Sol (ou seja, as conjunções em que Vênus está entre o Sol e a Terra), o chamado “vento solar” incide fortemente sobre Vênus e faz com que esse planeta se comporte como se fosse um cometa, com a cauda apontando para o lado oposto ao Sol. Se a Terra está alinhada com Sol e Vênus, recebe em cheio o impacto do “vento solar”, que estaria também transportando matéria gasosa e partículas de poeira “apanhadas” nas camadas mais altas da atmosfera de Vênus.

A velocidade do vento solar é tamanha que bastariam poucas horas para que vírus de origem venusiana pudessem atravessar o vácuo e penetrar na atmosfera terrestre. Isso poderia explicar o fato de que diversas pandemias de gripe irromperam exatamente no período subseqüente às conjunções inferiores Vênus-Sol, numa faixa de tempo que pode ir de 35 a 67 dias entre o evento astronômico e a eclosão da pandemia.

Os defensores desta teoria associam, portanto, os surtos de origem viral à ocorrência conjunta de duas condições:

  • Uma conjunção inferior Vênus-Sol;
  • O aumento da atividade solar, com tempestades magnéticas de maior vulto.

Parece loucura? Vamos aos fatos:

  • Espanhola 1918A gripe espanhola de 1918 foi a mais devastadora virose do século XX. Só nos Estados Unidos, matou 600 mil pessoas, mais vítimas do que a soma total dos soldados americanos mortos nas duas guerras mundiais e nas guerras da Coréia e do Vietnã. O surto da pandemia começou no dia 8 de março de 1918, 28 dias após uma conjunção inferior de Vênus, em 9 de fevereiro do mesmo ano.

    Acima: policiais com máscaras contra a gripe espanhola em Seattle, 1918; abaixo: capa da revista Newsweek durante a epidemia de SARS, em 2003.

  • A chamada gripe asiática de 1957, uma das mais mortais do século XX, teve início em 15 de janeiro de 1957, 210 dias depois da conjunção inferior Vênus-Sol de 21 de junho de 1956.
  • O intervalo entre a perigosa Gripe de Hong-Kong, iniciada em 30 de outubro de 1967, e a conjunção inferior Vênus-Sol de 29 de agosto do mesmo ano foi de apenas 61 dias.
  • O surto de gripe aviária surgido no oriente em 15 de novembro de 1996 foi precedido em 150 dias pela conjunção inferior Sol-Vênus de 11 de junho de 1996.
  • Capa Newsweek 2003A SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), uma forma grave de virose com sintomas semelhantes aos da pneumonia, muitas vezes confundida com a gripe aviária mas com características próprias, irrompeu na província de Guangdong, sul da China, em novembro de 2002. Ao longo de 2003 disseminou-se rapidamente pelo leste e sudeste da Ásial além de também fazer vítimas no Canadá. O início do surto pode ser relacionado com a conjunção inferior Vênus-Sol ocorrida em 8º de Escorpião no dia 30 de outubro de 2002.

No total, são doze epidemias e pandemias que, desde 1918, são antecedidas por conjunções inferiores Vênus-Sol.

Pode-se argumentar que a é possível creditar a ocorrência ao acaso, já que entre 1918 e 2009 ocorreram nada menos que 58 conjunções inferiores Vênus-Sol, uma média de aproximadamente uma conjunção a cada dois anos. Todavia, na busca de uma explicação para um processo de graves desdobramentos, como a gripe suína, nenhuma hipótese pode ser desprezada. Nem mesmo a de que os vírus que desencadearam a gripe suína vieram de Vênus, viajando na cauda do vento solar.

O alerta de Raul V. Martinez nas profecções

Utilizando um tipo de profecção que tem por objetivo reconstituir a possível técnica de previsão utilizada pelo famoso astrólogo inglês William Lilly no século XVII, Raul V. Martinez listou, na edição de abril de Constelar, um conjunto de datas críticas para o Brasil entre 2009 e 2011. Uma dessas datas é exatamente 26 de abril, um dia depois do alerta mundial sobre a gripe suína. Eis o que escreveu Raul na ocasião:

26.04.2009 – (13 e 16) cúspide da casa 8 dirigida em quadratura com o Sol

Nessa data, essa configuração, que existe na carta de ingresso de Marte, torna-se exata. Devido ao Sol estar em Touro e reger a casa 2, isso pode concondar com mais perdas econômicas, ou mais transformações econômicas.

 E eis o comentário que Raul incorporou ao arquivo, em 27 de abril de 2009:

Lembrando que Marte ingressou em Áries, em 22.04.2009, na casa 9, próximo do MC, e regendo o MC, na carta construída para Brasília:

- A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou que a nova variedade do vírus da gripe suína identificada no México é grave e tem o potencial de virar uma pandemia. Fato que está causando prejuízos econômicos, pelas possíveis quedas de produção e embargos ao consumo da carne suína. A China, Rússia, a Coréia do Sul, a Indonésia e a Tailândia anunciaram que estão impedindo a entrada de carnes dos Estados Unidos e México. Em teoria, o embargo pode favorecer as exportações brasileiras, que não foram atingidas pelas medidas de restrição. Mas os produtores e o governo são cautelosos e preferem manter um esforço generalizado para garantir que não haja um fechamento dos mercados.

NOTAS

[2] No início do período, já que Plutão permanece em Sagitário até 1515, quando entra em Capricórnio.

[3] A expressão vingança de Montezuma costuma ser usada para designar as complicações gastrointestinais que costumam acometer turistas pouco afeitos à pimenta e a outros condimentos usados na culinária mexicana.

[4] Esta teoria pode ser encontrada no site www.datasync.com/~rsf1/vel/1918ss.htm.

 

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