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O lançamento definitivo
das meninas do jardim de infância
A estréia do desenho The Powerpuff Girls,
já integrado à grade de programação
normal do Cartoon Network, acontece apenas em 18 de novembro de
1998, às 20h, com Sol e Lua conjuntos em Escorpião
na casa 5, sendo a Lua regente do Ascendente canceriano. Júpiter
novamente tem um papel de destaque: utilizando o critério
das regências clássicas, ei-lo outra vez como dispositor
final da carta, domiciliado em Peixes e extremamente fortalecido
pela situação de angularidade, já que está
em conjunção com o Meio-Céu. Por coincidência,
o Ascendente desta carta está em conjunção
com o forte Júpiter em Câncer da carta da Independência
dos Estados Unidos. Para completar, Júpiter do lançamento
do seriado forma quadratura com o Júpiter da primeira apresentação,
em 1995.
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| Meninas Superpoderosas, estréia do
seriado - 18.11.1998, 20h (EST) - Atlanta, Georgia - 33n44,
84w23. |
Vimos que, na carta de 1995, o regente do Ascendente
estava em quadratura com Plutão; no de 1998, o regente do
Ascendente ocupa o signo de Escorpião. As características
de Escorpião mostram muito da personalidade das três
irmãs (Docinho, em especial, é um tipo bem marciano),
se bem que temperadas por características piscianas (caso
principalmente de Lindinha). Contudo, quem dá a direção
e o propósito da existência das três é
Júpiter. Trata-se de um planeta cuja esfera de atuação
é antes de tudo o social, em detrimento do individual.
Com Júpiter em evidência, as histórias não
giram em torno de pequenas questões familiares ou de relacionamento
interpessoal, como em Johnny Bravo, mas dizem respeito sempre
ao bem estar da comunidade como um todo, sendo que, sem sombra de
dúvida, Townsville é uma metonímia do american
way of life como um todo. Esta a maldição das
meninas: estão condenadas a jamais terem muita vida pessoal.
São heroínas de laboratório destinadas ao serviço
do país, e é impossível não pensar,
neste ponto, nas milícias infantis da Juventude Hitlerista,
ou nas crianças utilizadas para denunciar os próprios
pais no regime de terrorismo de Estado do Khmer Vermelho.
Há algo, portanto, de assustador nas Meninas
Superpoderosas na medida em o seriado sinaliza para uma época
de menos liberdade individual e de maior entrega do indivíduo
aos interesses de um Estado que se vê ameaçado por
ususpadores de alta tecnologia que pretendem utilizá-la para
finalidades destruidoras. Neste sentido, o Macaco Louco é
uma metáfora de Osama bin Laden, de Saddam Hussein e de outros
inimigos do império americano. Macacos são animais
facilmente associáveis ao inquieto signo de Gêmeos,
presente na casa 7 do mapa dos Estados Unidos - a dos inimigos
declarados.
Basta lembrar que, da mesma forma como o Macaco Louco
foi anteriormente o assistente do laboratório do professor
Utonium (um funcionário de confiança, portanto), ditadores
e terroristas como Saddam Hussein e bin Laden tiveram durante muito
tempo um status privilegiado junto ao governo americano, Saddam
por opor-se ao fundamentalismo xiíta dos aiatolás
do Irã, e bin Laden por representar uma liderança
guerrilheira capaz de deter o avanço soviético no
Afeganistão.
As Meninas Superpoderosas são uma inconsciente
antecipação da paranóia e da atitude isolacionista
que iria instalar-se nos Estados Unidos após o atentado terrorista
ao World Trade Center. É significativo que o desenho tenha
surgido quando Plutão mal entrava em Sagitário e que
tenha-se transformado num seriado três anos mais tarde, quando
Plutão já ativava o Ascendente da carta americana.
Talvez a mensagem das três menininhas seja a de que a lei
e a cultura do Ocidente estejam em risco, o que coloca todos os
cidadãos - até mesmo as crianças do pré-escolar
- diante do dilema de lutar pela preservação do establishment
ou entregar os pontos ao Macaco Louco. Acabou-se de vez a era da
inocência.
De volta a Condoleeza Rice
A superposição do mapa do lançamento
do seriado das Meninas Superpoderosas, em 1998, com a carta de nascimento
de Condy Rice revela algumas similaridades impressionantes:
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os dois Sóis estão praticamente
em conjunção, ambos em Escorpião; |
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em ambos os casos, Sol e Vênus estão
em conjunção; |
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nos dois mapas, Vênus forma um aspecto tenso
com Plutão (conjunção no mapa das meninas
e quadratura no de Condoleeza); |
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ênfase em Câncer: este é o
signo Ascendente no mapa das Meninas e signo lunar de Condy
Rice (sem esquecer que é o signo solar dos Estados Unidos); |
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as Meninas têm Júpiter proeminente,
enquanto Condoleeza tem ênfase na casa 9 e Júpiter
como planeta mais angular. |
São semelhanças demais, portanto, para
serem interpretadas como mera coincidência. Os mesmos temas
astrológicos atravessam o mapa de um dos desenhos animados
mais vistos no país e de uma das mulheres mais poderosas
desse mesmo país.
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| Mapa interno: Meninas Superpoderosas (1998);
externo: Condoleeza Rice. Observar a ênfase em Escorpião
e Câncer, comum nas duas cartas, e a posição
de destaque de Plutão em ambas. |
Os temas Júpiter/Sagitário/casa 9 e
Câncer/Lua são comuns também ao mapa dos Estados
Unidos, país que nasceu com Sagitário no Ascendente
e Sol em Câncer. Estão aí as idéias de
expansão ilimitada, de patriotismo exacerbado, de "polícia
do mundo". Já o tema Escorpião, dominante nas
duas cartas, fala do trânsito mais importante vivido hoje
pelos Estados Unidos, país que enfrenta desde alguns anos
a passagem de Plutão pela sua casa 1.
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Se isolarmos apenas o cabelo de Florizinha e sua extravagante
fita, podemos descobrir algumas associações
reveladoras. Esses estranhos objetos na cabeça dela
serão realmente um laçarote? Se alguém
enxergar duas ogivas nucleares, provavelmente não estará
longe da maior paranóia que se esconde na alma americana.
Ou seriam dois gigantescos falos, sinalizando a apropriação
do poder masculino?
Contudo, a mais rica das analogias é aquela que podemos
fazer entre Docinho, a líder das Superpoderosas, com
o poder justiceiro de Zeus ou de Xangô, simbolizado
na machadinha (abaixo, em detalhe de quadro de Marcio
Melo - o site vale uma visita!). Este simbolismo pode
ser associado a Libra e Sagitário, signos totalmente
condizentes com o papel de Florzinha como "guardiã
da verdade e da justiça" - sem precisar lembrar
que Sagitário é o Ascendente dos Estados Unidos.
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Conclui-se que tanto as Meninas quando Condoleeza
são respostas ao mesmo tipo de desafio, consubstanciado nos
trânsitos sobre o mapa radical dos Estados Unidos.
Existem ainda diversos outros pontos de contato entre
Condoleeza Rice e as Meninas Superpoderosas:
- A supressão da infância - As
Superpoderosas são crianças aparentemente normais,
mas que já carregam desde a primeira infância o fardo
de salvar a cidade; Condoleeza também foi precoce, já
tocando piano desde os três anos e acelerando os estudos a
ponto de obter o grau de mestre em Ciências Políticas
com apenas 21 anos. Tanto Condoleeza quanto as Superpoderosas em
seu mapa de pré-lançamento (1995) apresentam uma conjunção
Sol-Saturno.
- O contraste entre o nome e a postura - Tanto
Condoleeza ("com doçura") quanto Docinho, Lindinha
e Florzinha carregam nomes delicados que não condizem com
a violência que faz parte de seu cotidiano. Pertencem ao gênero
feminino, mas apenas tanto quanto as Eríneas da lenda. Vênus-Plutão
deixa, aqui, sua marca mas poderosa. É interessante notar
que a nova Secretária de Estado tem uma ênfase bem
definida no elemento Água, o mesmo acontecendo com o trio
de menininhas poderosas. Nos dois casos, Escorpião e Câncer
são os signos em evidência.
- A questão da competência
feminina - As Superpoderosas salvam com freqüência
o medíocre e incompetente prefeito de Townsville (alguma
semelhança com George W. Bush?), que não dá
um passo sem antes consultar a Srta. Bellum. Condy Rice, com tanta
ênfase Marte-Plutão, é a própria Srta.
Bellum! O traço notável em comum é que Rice
e as Superpoderosas são competentes não pelos atributos
especificamente femininos, mas porque desenvolveram habilidades
que as tornaram competitivas num mundo de homens. Em outras palavras,
seu poder decorre da exacerbação de uma única
característica do elemento Água, que é a capacidade
de defesa contra ameaças externas (Câncer e Escorpião,
dois signos "cascudos" que escondem a própria sensibilidade).
Na prática, isto equivale a uma distorção ou
mesmo uma supressão do princípio feminino.
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Fernandes.
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