A HISTÓRIA DA ASTROLOGIA NO BRASIL
Estrelas em Pindorama: a saga
Antonio Carlos Harres
Emma Costet de Mascheville deixou uma influência duradoura na Astrologia brasileira. As imagens acima e no painel maior são da revista Júpiter, de 1980.

 
M. Botelho d'Abreu em ilustração de uma filipeta sobre um de seus livros. Clique na imagem para saber mais.

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Episódio 5
Emma de Mascheville
e a retomada da tradição

1920-1939

Em 1925, quando Urano encontrava-se novamente em Peixes, como ocorrera na época da chegada do Mestre João, piloto e astrólogo da expedição de Cabral, chega ao país Emma Costet de Mascheville. Emma une-se com Albert Raymond Costet de Mascheville, violinista e astrólogo, iniciado no saber dos astros por Henri Selva. Com a publicação do livro La theorie des determinations Astrologiques de Morin de Villefranche, Selva possibilitou a redescoberta da astrologia clássica na França. Assim, a cadeia de transmissão da tradição astrológica, que passa por Morin, se reaviva com Selva e chega ao Brasil através do casal Mascheville.

Albert, em companhia de Roso de Luna, Papus, Sédir, Saint Yves D'Alvreyde e Péladan, trabalhou pela reconstrução da Rosacruz na França e tornou-se o difusor da Ordem Martinista na América do Sul. Emma, na infância, conviveu com seus tios, Henry Edencoven e Ida Hoffman, na primeira comunidade naturista e espiritualista fundada por eles em Ascona, às margens do Lago Maggiore, na Suíça italiana. Ali estiveram Fidus, Rodin, Rilke, Isadora Duncan, Trotsky.

 

Aos 15 anos Emma é levada pela primeira vez ao teatro em Munique por Hermann Hesse, que, junto com seu pai e o Conde Bernadotte, atuavam na assistência aos foragidos de guerra. No início da década de 30 Emma Costet de Macheville radica-se definitivamente em Porto Alegre, onde inicia um dos mais fecundos e criativos trabalhos na Astrologia, formando uma grande quantidade de profissionais e pesquisadores de alta qualidade, todos moldados na mesma forma humanista e libertária em que cresceu.

A década de 30 traz a descoberta de Plutão, no signo de Câncer, remetendo os astrólogos da época ao desafio de desenvolver elementos interpretativos e preditivos referentes ao novo planeta. A Astrologia no Brasil continua a ser uma atividade de pesquisadores e profissionais isolados.

Nesta época, Danton Pereira de Souza inicia seus estudos de Astrologia e dedica-se ao trabalho astrológico que o leva mais tarde (1958) a freqüentar o Centro Internacional de Astrologia em Paris, travando conhecimento com grande nomes da Astrologia Francesa: André Barbault, Volguine e Jean Hieroz. Foi um dos primeiros membros da Associação Brasileira de Astrologia. Até sua morte, Danton publicou trabalhos na área de Astrologia Mundial.


Também no Rio, durante os anos 30, trabalhavam os astrólogos Baptista de Oliveira e Botelho d'Abreu.

Episódio 6

Texto original: Antonio Carlos Harres [1997]
Notas complementares, títulos e legendas:
Fernando Fernandes [2003]
Produção gráfica: Constelar
Créditos das ilustrações: >>

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