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HISTÓRIA DA ASTROLOGIA NO BRASIL
Estrelas em Pindorama: a saga Antonio Carlos Harres |
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Episódio 5 Em 1925, quando Urano encontrava-se novamente em Peixes, como ocorrera na época da chegada do Mestre João, piloto e astrólogo da expedição de Cabral, chega ao país Emma Costet de Mascheville. Emma une-se com Albert Raymond Costet de Mascheville, violinista e astrólogo, iniciado no saber dos astros por Henri Selva. Com a publicação do livro La theorie des determinations Astrologiques de Morin de Villefranche, Selva possibilitou a redescoberta da astrologia clássica na França. Assim, a cadeia de transmissão da tradição astrológica, que passa por Morin, se reaviva com Selva e chega ao Brasil através do casal Mascheville.
Aos 15 anos Emma é levada pela primeira vez ao teatro em Munique por Hermann Hesse, que, junto com seu pai e o Conde Bernadotte, atuavam na assistência aos foragidos de guerra. No início da década de 30 Emma Costet de Macheville radica-se definitivamente em Porto Alegre, onde inicia um dos mais fecundos e criativos trabalhos na Astrologia, formando uma grande quantidade de profissionais e pesquisadores de alta qualidade, todos moldados na mesma forma humanista e libertária em que cresceu. A década de 30 traz a descoberta de Plutão, no signo de Câncer, remetendo os astrólogos da época ao desafio de desenvolver elementos interpretativos e preditivos referentes ao novo planeta. A Astrologia no Brasil continua a ser uma atividade de pesquisadores e profissionais isolados. Nesta época, Danton Pereira de Souza inicia seus estudos de Astrologia e dedica-se ao trabalho astrológico que o leva mais tarde (1958) a freqüentar o Centro Internacional de Astrologia em Paris, travando conhecimento com grande nomes da Astrologia Francesa: André Barbault, Volguine e Jean Hieroz. Foi um dos primeiros membros da Associação Brasileira de Astrologia. Até sua morte, Danton publicou trabalhos na área de Astrologia Mundial.
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