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HISTÓRIA DA ASTROLOGIA NO BRASIL
Estrelas em Pindorama: a saga Antonio Carlos Harres |
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Episódio 11 A década de 90, com a repetição da grande conjunção de Urano e Netuno em Capricórnio, já presente no Grito do Ipiranga, desperta questionamentos, reflexões e autocrítica na classe astrológica. Urano, em Capricórnio, atravessa sua própria casa XII e, ingressando em Aquário, penetra na casa XII da Independência. As dificuldades e os perigos presentes nos deslocamentos nas grandes capitais, os seguidos impactos das mudanças na economia do país, forçam um regime geral de contenção e retração no público de eventos, cursos e consultas. Por outro lado, importantes avanços são conquistados, especialmente numa maior aproximação da Astrologia e Astronomia e a penetração definitiva da comunidade astrológica na rede mundial de computadores, a Internet, e no mercado de CD-ROMs. Em 1990, doutora-se em Astronomia Amancio Friaça, o primeiro astrônomo-astrólogo do país e um dos únicos do mundo. Em março, realiza-se no Rio de Janeiro o encontro Triângulo Austral, com a presença do astrólogo argentino Juan Jeronimo Bregnone do CABA - Centro Astrológico de Buenos Aires. O boom da Astrologia na década de 80 nas principais capitais brasileiras foi o tema da tese de mestrado do antropólogo Luiz Rodolfo Vilhena através da obra O Mundo da Astrologia, editado pela Zahar (1990), pesquisa financiada pela FINEP e Fundação Ford. Falecido em 97, Vilhena era professor do Departamento de Ciências Sociais e participou de uma mesa de debates de um dos eventos da SARJ. O Projeto Astro-Educação é lançado em 1991 no Rio de Janeiro, através do Centro de Aperfeiçoamento da Universidade Estácio de Sá. Também em 1991, Hanna Opitz, após participar como conferencista do Congresso Mundial de Astrologia em Zurique e cursos na Alemanha, torna-se a primeira astróloga da escola uraniana a atuar no país. Marta Pires Ferreira, astróloga e artista plástica, recebe um prêmio na Suíça em 1992 por suas corretas previsões de Astrologia Mundial, antecipando a dissolução do bloco soviético, a crise interna econômica no Japão e problemas de saúde para o líder da Igreja Católica. Apoiando o movimento da Ação da Cidadania Contra a Miséria e Pela Vida, liderado pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, realiza-se na AABB do Rio de Janeiro um fim de semana astrológico que obtém ampla adesão dos profissionais e estudantes de Astrologia. A Escola e Livraria Triom, juntamente com o Instituto Marina e Martin Harvey, traz a público uma das mais valiosas pesquisas sobre a genealogia de reis europeus abrangendo Inglaterra, França e Portugal, de autoria de James Martin Harvey. Para todo o interessado em Astrologia mundial, é obrigatória a leitura dos tomos I e II dos livros intitulados "Nativitas", onde Martin Harvey apresenta o que intitulou "Pesquisa histórica sobre hereditariedade astral". Por conta de suas pesquisas, Harvey acumulou uma das mais raras bibliotecas de Astrologia em todo o mundo. A Escola Triom tem como um de seus fundadores Rodrigo Araes Caldas Farias, que ali ensina Astrologia esotérica e tradicional. Ele foi pioneiro em falar publicamente sobre as ligações da Astrologia e vidas passadas, no Primeiro Colóquio Brasileiro de Astrologia em 1978, abrindo caminho para Ademar Eugênio de Melo, Waldemar Falcão, Antonio Scavone e José Maria Gomes Neto, que, entre tantos outros, dedicam-se ao tema. Astro 92 é o título do encontro sobre previsões astrológicas que aconteceu no auditório do jornal O Dia, no ingresso do Sol em Áries daquele ano. Sob a conjunção exata de Urano e Netuno em Capricórnio, acontece no Rio de Janeiro, na Fundição Progresso e no Hotel Marina Palace, o evento Céu Aberto, que será o primeiro a proporcionar um curso de introdução à Astrologia com entrada franca. Lá é exibido o vídeo "Muitos Falam por Mim" produzido em conjunto por Claudia Lisboa e seus alunos. O trabalho é o primeiro registro em video tape do processo de ensino e aprendizado da Astrologia baseado no testemunho dos participantes de um curso. Claudia inova a metodologia de ensino da Astrologia, conduzindo seus alunos através da associação do ensino da teoria com vivências coletivas dos signos, casas e planetas. Em setembro e dezembro de 1992, realizam-se em São Paulo e Curitiba os eventos O Futuro da Astrologia, coordenados por Valdenir Benedetti em São Paulo e Aline Alvarenga. É o primeiro no gênero a dedicar-se exclusivamente a uma reflexão sobre a prática da Astrologia e o papel do astrólogo. Em 1994 chega às bancas Universus, o mais bem sucedido jornal de Astrologia surgido em nosso país, que chega a atingir a marca de 20 mil exemplares distribuídos mensalmente. Veículo de divulgação da escola Astro*Timing, fundada por Otávio Azevedo e Paula Salotti, é também o único de circulação nacional. Universus foi também, até 1997, a única publicação de astrologia brasileira disponível na Internet. A Gravadora Polygram lança a coleção Astrodisc, composta por 12 Cds contendo previsões, músicas especialmente compostas para cada signo, textos e fotos ilustrativos e um gráfico para cálculo do Ascendente. Acontece em Salvador o Primeiro Simpósio de Astrologia da Bahia coordenado pelo núcleo de Astrologia da Bahia (1994). Neste mesmo ano, liderados por André Peixoto, um grupo de astrólogos encaminha à Câmara Legislativa de S. Paulo o projeto do Museu de Astrologia Contemporânea. Além de buscar reunir acervo sobre a história da Astrologia, o projeto prevê a formação de uma biblioteca informatizada e atividades culturais. Ivan Freitas, um dos participantes do grupo, além de sua atuação em jornais, revistas e programas de rádio e TV, é o primeiro astrólogo a assumir a direção de uma rádio - Antares FM 106,5 MHz de São Caetano do Sul em São Paulo e a colocá-la a serviço da divulgação da Astrologia.
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