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REVISITANDO O (VERDADEIRO) QUINTO DOS INFERNOS
Chalaça, a sombra danada
do Imperador

Carlos Hollanda e Fernando Fernandes


Constelar mandou para Carlos Hollanda o mapa especulativo de Francisco Gomes, o Chalaça, braço direito de D. Pedro I e cuja biografia serviu de base (com muitas deturpações) para o personagem do mesmo nome na minissérie O Quinto dos Infernos. Carlos Hollanda respondeu sete perguntas sem saber de quem se tratava. O objetivo era testar se aquele mapa poderia descrever os aspectos mais importantes da vida deste turbulento aventureiro.

A minissérie O Quinto dos Infernos colocou outra vez em evidência Francisco Gomes da Silva, mais conhecido como Chalaça, uma das figuras mais peculiares do movimentado período da história brasileira que vai da chegada da corte de D. João VI ao fim do reinado de D. Pedro I. Na TV, o Chalaça é retratado como um simpático e amoral Don Juan, incapaz de resistir aos encantos das dezenas de mulheres que o perseguem. Mas esta é apenas uma parte da verdade.

Sabe-se que o Chalaça nasceu em Lisboa, em 22 de setembro de 1791. O horário é desconhecido, mas, com base nos fatos de sua vida, levantamos um mapa especulativo calculado para Lisboa, às 17h42 LMT, que parecia funcionar muito bem. Para testar a eficácia deste mapa, resolvemos enviá-lo a outro astrólogo - Carlos Hollanda - sem qualquer indicação adicional além do fato de tratar-se de um homem de vida bastante conhecida. Junto com o mapa, seguiram sete perguntas. Carlos Hollanda aceitou o desafio e, duas horas depois, mandava de volta o mapa acompanhado do artigo que se segue.

Leia o artigo e confronte-o depois com a biografia do Chalaça.

Francisco Gomes da Silva, o Chalaça - 22.09.1791, 17h42 LMT - Lisboa, Portugal - Carta especulativa.

Uma análise no escuro

CONSTELAR - Como seria a personalidade deste homem?

CARLOS HOLLANDA - Com Saturno na casa 1 ele tem aquela característica laboriosa, normalmente motivada por um desejo de respeitabilidade. Era crítico e analítico, como um bom virginiano, mas profundamente afetado pelo relacionamento com o outro. Aquela montanha de planetas na casa 7 e em Libra é indicativa de uma personalidade mediadora, voltada para valores como a lei e a paz. Mercúrio, o dispositor do Sol, também está em Libra, o que reforça esta tendência. Mas, contraditoriamente a esta disposição primordial, ele tem uma dificuldade extrema em lidar com autoridades. É possível que tenha-se envolvido em algum conflito territorial e político, como mostra a oposição entre Júpiter e Saturno e as quadraturas de sua Lua. Ele pode ter desenvolvido um sentido universalista (ver as condições em que Netuno se encontra neste mapa), mas as necessidades de defesa de si e dos seus (Saturno na 1 e Lua em Câncer) podem ter prevalecido. Peixes no Ascendente e a prevalência de Netuno em Libra junto com Mercúrio e Vênus são análogos a um comportamento bastante escorregadio. A combinação entre Saturno na 1, Peixes no Ascendente e a ênfase libriana pode tê-lo tornado um estrategista capaz de dissimular intenções como ninguém. Peixes é difícil de mostrar-se totalmente.

Vênus, dispositor de quatro planetas do mapa, está conjunta a Netuno, mas está em Escorpião, o que reforça a tendência às "cortinas de fumaça", aos engodos e dissimulações que visam à percepção de falhas de terceiros e, por conseguinte, a obtenção de controle sobre outras pessoas. Isto se deduz da configuração em si, não de cada fator isoladamente.

CONSTELAR - Como teria sido sua relação com os pais?

CARLOS HOLLANDA - Ele foi adotado, por acaso? Este mapa me sugere um processo de adoção. Mercúrio, o dispositor da casa 4, em Gêmeos, está retrógrado, conjunto a Netuno e em quadratura com a Lua em Câncer. Esses indicadores apontam para possível dissolução do lar ou distanciamento involuntário da família. É provável que algo desse tipo tenha ocorrido com ele. Talvez a perda dos pais numa guerra ou algo assim.

Veja a seqüência da análise de Carlos Hollanda


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