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ASTROLOGIA
E HISTÓRIA
O
Islamismo e os signos fixos
Fernando Fernandes
Seguida por mais de um bilhão de crentes, a religião fundada pelo profeta Muhammad - ou Maomé - surge durante uma conjunção Urano-Netuno e sob uma tensa configuração de planetas em signos fixos. O Islamismo, religião baseada nas revelações recebidas pelo profeta Maomé (forma ocidentalizada de Muhammad) e consubstanciadas no livro sagrado Corão, ou Alcorão, considera como marco inicial de seu calendário o dia 22 de setembro de 622, data em que Maomé e seu discípulo Abu-Bekr, fugindo da perseguição movida por comerciantes de Meca, chegaram à cidade árabe de Yatrib ou Al-Madina (Medina), no episódio que é conhecido como Égira (Hégira ou Hijr), ou Emigração. Não nos arriscaremos a interpretar em detalhes uma carta levantada para esta data, até porque os episódios que caracterizam a emergência do Islamismo como religião organizada estendem-se por um período bem mais amplo. Contudo, um aspecto destaca-se na carta, por envolver planetas geracionais e, conseqüentemente, muito lentos. Trata-se da conjunção de Urano e Netuno nos primeiros graus de Virgem, um aspecto que não se repete com muita freqüência, definindo o início de um ciclo ao qual normalmente correspondem acontecimentos significativos e de largo alcance na esfera coletiva.
Desde o advento do Islamismo tivemos apenas mais oito conjunções Urano-Netuno, todas delimitando o início de ciclos mediante a ocorrência de eventos de forte impacto para as futuras gerações. Tal impacto concentra-se, não raro, na dimensão da vida religiosa e cultural. O que ocorre nos anos em que a conjunção está em formação, ou durante a permanência dos dois planetas no signo em que ela se dá, tende a estabelecer diretrizes que orientam mudanças de espectro muito amplo, cujos desdobramentos não são claramente percebidos enquanto acontecem. Assim foi com o Islamismo, considerado de início apenas mais uma entre as muitas seitas da península arábica; assim se deu, na última conjunção em Virgem, com o surgimento separado por poucos anos do império alemão (o Sacro Império Romano Germânico) e do reino da França, cujo permanente conflito ditaria a geopolítica européia por quase um milênio; assim foi também com a conjunção de 1478 em Sagitário, signo das grandes distâncias, que antecipou em poucos anos as grandes navegações européias e a integração de novos continentes ao que se considerava então o "mundo civilizado". Urano-Netuno: nove encontros em 1400 anos
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