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ASTROLOGIA E HISTÓRIA
O simbolismo de Gêmeos
na destruição do Ocidente

Fernando Fernandes


Gêmeos representa os alicerces da civilização ocidental. E em todos os fins de ciclo na História do Ocidente um símbolo geminiano é destruído. Foi assim com Roma e com Bizâncio. Foi assim com Nova Iorque. Chegou o fim do Ocidente, é a mensagem do terror.

Um professor da UFRJ, especialista em prevenção de catástrofes, levantou em entrevista na TV, dias após o atentado ao World Trade Center, algumas hipóteses assustadoras, caso fosse intenção dos terroristas infligir aos Estados Unidos uma perda realmente inimaginável em termos de vidas humanas e prejuízos materiais. Lembrou o especialista que, no caminho entre os aeroportos de onde partiram os aviões seqüestrados e seus respectivos alvos, há pelo menos duas usinas nucleares que poderiam ter sido atingidas, provocando um acidente de proporções muito mais vastas do que o de Chernobyl, em 1985. Por causa da contaminação, cidades inteiras teriam de ser evacuadas, e o número de mortos seria muitas vezes superior ao das vítimas do World Trade Center. Como os aviões tinham combustível suficiente, poderiam ser também desviados para alvos como as bases de mísseis na região das Montanhas Rochosas, ou - horror dos horrores - poderiam atingir e romper uma das represas que regulam o abastecimento de água e a irrigação das plantações da Califórnia. Neste caso, a súbita liberação de uma imensa tromba d'água arrastaria tudo que encontrasse pela frente, com uma estimativa de mais de cem mil mortes em menos de uma hora!

Por que os terroristas escolheram Nova Iorque? E por que exatamente o World Trade Center? Evidentemente o objetivo principal não era a destruição em massa de vidas humanas, nem a desorganização total da economia americana. Mercúrio no Ascendente da tragédia já deixa bem claro que o atentado foi um ato de comunicação, comportando uma mensagem que precisa ser decifrada. Os efeitos da destruição das torres, se bem que terríveis do ponto de vista objetivo, foram ainda mais dramáticos no âmbito simbólico. Bombardeios muito mais destrutivos em países remotos, que deixaram milhares de mortos anônimos, não provocaram tanta comoção quanto a imagem, divulgada ao vivo pela TV, das torres a desabar numa nuvem de pó.

Para traduzir o significado simbólico dos ataques, temos de entender antes o significado simbólico de Nova Iorque para o mundo. Só assim será possível compreender o que exatamente aquele ato de terror tencionava destruir. Mas, para isso, é preciso recuar um pouco no tempo. Para sermos exatos, é preciso recordamos o início da era de Peixes.

Artistas e astrólogos lidam com símbolos. O cinema americano já antecipara a invasão de Nova Iorque pelos "bárbaros" ao retratá-la ameaçada pelo gigantesco macaco King Kong. Na primeira versão, nos anos 30, King Kong sobe ao topo do Empire State Building. Mas na segunda, de 1976, ele busca exatamente o World Trade Center. Os dois prédios estão presentes nesta montagem fotográfica de Carlos Hollanda.

O conceito de era astrológica

O conceito de eras astrológicas tem por base o fenômeno de precessão dos equinócios, ou seja, a não correspondência entre os zodíacos sideral e tropical. Ao longo de um ciclo de quase 26 mil anos, a Terra cumpre um movimento completo de "bamboleio" de seu eixo imaginário, o que faz com que o pólo norte aponte ora para uma constelação, ora para outra. A estrela polar de hoje não é a mesma estrela polar de dois mil ou quatro mil anos atrás. Da mesma forma, também há uma lenta mudança, no sentido inverso ao dos signos do zodíaco, do ponto vernal, ou seja, o ponto de interseção entre a eclíptica (órbita aparente do Sol em torno da Terra) e o equador celeste (que é uma projeção do equador terrestre).

O grau zero de Áries, no zodíaco tropical - aquele que utilizamos na Astrologia ocidental - não corresponde ao início da constelação de Áries, mas sim ao ponto da eclíptica onde o Sol se encontra quando cruza o equador celeste no equinócio de primavera do hemisfério norte. Em outras palavras: o que define os signos tropicais não são as constelações celestes, mas sim as estações do ano. Atualmente, o ponto vernal - zero de Áries - encontra-se nos primeiros graus da constelação de Peixes e dentro de aproximadamente mais um século estará em Aquário. Como o ponto vernal demora pouco mais de dois milênios para deslocar-se de um signo sideral a outro, diz-se que cada um desses períodos corresponde a uma era astrológica, sendo que as mudanças de era definem também grandes viradas no processo civilizatório.

Existem infindáveis controvérsias sobre o momento exato em que se inicia a era de Peixes. Mas é fora de dúvida que os dois fenômenos sociais mais significativos do alvorecer da era atual foram o advento do Cristianismo e o deslocamento do eixo de poder no Velho Mundo, que se transfere do Oriente Médio para a Europa. Pela primeira vez uma potência européia - o Império Romano - dominará vastas áreas do mundo conhecido e submeterá regiões inteiras da Ásia e da África. Nos vinte séculos que se seguiram, verificou-se uma hegemonia cada vez maior, que se afirma especialmente a partir da época das Grandes Navegações, de valores europeus sobre o restante do globo. Quando falamos em Europa, referimo-nos à civilização ocidental, fundamentada no Direito Romano e na religião cristã. Neste sentido, os Estados Unidos são hoje o legítimo herdeiro da Roma dos césares.

Cidades geminianas como centro do mundo civilizado


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