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ASTROLOGIA E HISTÓRIA
O movimento do Sol pelos signos
e os padrões arquetípicos das
estações do ano

Angela Schnoor
Início | Parte 6

21/01-AQUÁRIO-19/02

No ponto central do inverno, o sol faz sua trajetória iluminando os padrões do signo do Ar a que chamamos de Aquário.

Para conseguir ultrapassar as dificuldades e rigores da época, e após o trabalho capricorniano ter sido concluído, pouco há a fazer.

O frio é mais intenso, mas a neve endurecida permite que os homens estejam ao desabrigo. Fora de casa, a busca por diversão é uma forma de ocupação coletiva para vencer o frio. Dançar, aquecer o corpo e aproveitar a liberdade do "nada a fazer" senão sonhar com a próxima primavera, é a consciência deste período onde cada um necessita de todos e todos de cada um.

A aproximação de alguém é olhada pelo grupo, com receio. Pode ser uma ameaça, mas a percepção de que este alguém é humano, torna-o amigo. Solidarizam-se com ele, acolhendo-o como um igual e partilham, então, seus parcos bens. Estes seres, que retornam de longas viagens ou estão vindo de outras culturas, trazem novas formas de ver a relação com a vida. Novas sementes são, então, conhecidas pelo pequeno grupo, tanto no sentido material como das idéias.

Os indivíduos de cada grupo descobrem, assim, que o universo é maior e engloba outros maneiras de ser e viver.

Neste estágio do ciclo da natureza os seres se sentem seguros juntos, são capazes de ações para beneficiar grupos humanos ou a própria humanidade como um todo, pois alcançam a noção das necessidades semelhantes, presentes em cada espécie.

As amizades, a solidariedade e o idealismo são um sonho de integração universal.

No frio intenso do meio do inverno, a hora de estar com o grupo e criar laços comunitários: é a vez de Aquário..

20/02-PEIXES-20/03

O sol, transitando agora pelo signo de Água denominado Peixes, traz a necessidade de economizar energia.

O frio é mais intenso, pois vem associado à umidade. A impossibilidade de sair do abrigo pelos riscos que a neve, degelando, representa - além do alimento que escasseia - deixa aos seres, apenas, a possibilidade de dormir para economizar energia.

Aconchegar-se aos companheiros e sentir que estão todos "no mesmo barco" é o que ocorre neste período em que o abrigo se assemelha a um útero onde a proteção, o silêncio e a quietude são condições para a sobrevivência.

A circulação se torna cada vez mais prejudicada pela baixa temperatura e a energia só é melhorada pela ingestão de frutas altamente calóricas, que sobrevivem ao inverno e pela fermentação dos cereais e frutos, transformados em bebida alcoólica.

O sol está chegando, agora, próximo ao final de um ciclo anual. Quando começou sua ascensão no solstício de inverno, no centro da fase capricorniana, chegou ao ponto máximo de afastamento da terra e, portanto, iniciou o seu retorno.

Com o degelo, a natureza cobre-se de cinzento e a água começa a penetrar o solo indo ao encontro das sementes enterradas.

O homem sonha. Constrói castelos, está nas mãos da sabedoria divina, da qual a natureza é a mãe. Nesse momento, todos se sentem em igualdade. A entrega e a confiança permitem que se abandonem, com a crença no ressurgir da vida.

Na passagem do Sol por este signo, que é síntese de todo o processo, tomamos consciência da fé, da comunhão dos homens com a totalidade da criação. Perdoamos e esquecemos, relaxamos e sabemos que tudo aquilo que termina também está recomeçando, mas com a possibilidade de um renascer mais criativo e evoluído pela experiência assimilada.

Angela Schnoor é astróloga e psicóloga no Rio de Janeiro.

A hora da primavera: Áries e Touro
A natureza em ebulição: Gêmeos e Câncer
O auge do ciclo da vida: Leão e Virgem
As mudanças do outono: Libra e Escorpião
O inverno que retorna: Sagitário e Capricórnio
O fim do ciclo: Aquário e Peixes


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