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ASTROLOGIA E HISTÓRIA
O movimento do Sol pelos signos
e os padrões arquetípicos das
estações do ano

Angela Schnoor
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22/11-SAGITÁRIO-21/12

Durante este período, enquanto o Sol se move através do signo do Sagitário, o fogo do espírito assume um propósito definido. Diante da terra fria e escura pela ausência do sol, o homem busca Deus.

Nas montanhas mais altas ou em terras mais longínquas ele acredita que haja um sol brilhando e uma terra a florescer.

Neste seu "ver distante", faz projetos, viaja em busca de outras terras, aventura-se ou desenvolve um sonhar com alturas, crê no amanhã e estimula seu povo a ter esperança. Por vezes, montado em cavalos, camelos ou animais de grande porte, alcança horizontes visualizados do alto das montanhas e chega a outras culturas: grupos com hábitos e ambientes diversos que podem enriquecer os valores e tradições de seu povo.

É o profeta de um novo tempo, aquele que recolhe os galhos secos das florestas e cria, na matéria, o espelho de seu Sol interior. Construindo uma fogueira, mantendo viva a chama e o calor, faz da sua luz a certeza de que haverá um futuro.

Esta é a hora de deixar que a luz do sol clareie as águas instintivas das nossas entranhas, mobilizadas no período de Escorpião.

Buscar uma manifestação externa, através do diálogo, desenvolvendo uma forma de expressão franca e clara, pode transformar as antigas angústias enterradas nas labaredas desse signo de espírito, elevando-as às alturas para que expressem, com liberdade e abundância, a alegria e a esperança de um novo ciclo.

Sagitário: com a aproximação do inverno, a experiência solar volta-se cada vez mais para o espiritual.

22/12-CAPRICÓRNIO-20/01

Quando o sol transita sobre o décimo mês astrológico encontramos o elemento Terra (elemento vinculado à sensação) do signo do Capricórnio.

Quando o inverno se instala, com seus padrões introjetados em nós, enfrentamos a seriedade e a preocupação com o futuro que podem tornar-se a tônica deste momento. Este período nos remonta à época em que os pequenos e ancestrais grupos humanos, perdidos no gelo ou nos desertos do hemisfério norte, buscavam orientação na sabedoria dos anciãos da tribo. Aqueles que já haviam passado por mais invernos e que, portanto, tinham mais experiência, eram responsabilizados pela administração e distribuição dos bens coletivos, abrigos e alimentos, que garantiriam a sobrevivência de todos até a próxima primavera.

Nesta passagem do Sol, a cada ano, mesmo que estejamos no hemisfério sul e hoje, em condições bastante diversas, trazemos dentro de nossa carga genética a memória destes ancestrais.

O signo do Capricórnio nos remete aos velhos experientes e a cautela é sua qualidade principal.

Este é o momento de tomarmos consciência e noção de nossos limites, responsabilidades e deveres. Nos conceitos de certo e errado dentro de cada cultura, encontramos a sabedoria para enfrentar momentos difíceis assim como o receio de falhar, temendo colocar em risco aqueles que confiam em nós.

Capricórnio: seriedade e noção de limites para enfrentar tempos difíceis.

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