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TÉCNICA
ASTROLÓGICA
Planetas
retrógrados
Raul V. Martinez
A condição retrógrada pode estar vinculada à necessidade de repetir, rever e concentrar esforços. Planetas retrógrados têm seu significado fortalecido, de forma semelhante à parede que recebe duas demãos de tinta. Um planeta está retrógrado (Rx), quando seu movimento aparente se dá no sentido contrário à ordem dos signos. Isso ocorre com todos planetas. Os luminares, o Sol e a Lua, não retrogradam. Além dos planetas, que ficam retrógrados em determinados períodos, movimentam-se sempre no sentido retrógrado os nodos lunares e os equinócios. Os nodos estão ligados aos eclipses, ao apagar dos luminares, ao escuro, às noites, ao sono, ao crescer e ao diminuir. Já o movimento de precessão dos equinócios, relativamente lento, pois leva em torno de 72 anos para percorrer um grau da eclíptica, permite associações com a duração média da vida humana, com o número de batimentos cardíacos por minuto, com o apagar da vida, com grandes ciclos, com eras e com períodos do processo evolutivo. O Sol quando está nos equinócios, os dias e as noites tem a mesma duração. Essa igualdade do número de horas permite que se associe aos equinócios também o equilíbrio, fundamental nos processos vitais da Natureza. Embora caminhe para trás, a precessão dos equinócios vincula-se ao futuro. O planeta retrógrado, por voltar à mesma longitude após reassumir o curso direto, tem seus significados astrológicos fortalecidos, pois esse passar pelo mesmo lugar, duas vezes seguidas, parece que funciona como o aplicar duas demãos de tinta na mesma superfície. Astrologicamente, o andar para trás pode
ser ligado à necessidade de repetir, rever, revisar,
recuar e a voltar, até no sentido de renascer.
São associações que envolvem atenção,
concentração de esforços, preocupação
e sacrifício, na busca de aperfeiçoamentos e de
soluções mais adequadas, ligadas aos significados dos
retrógrados da carta astrológica. A busca desses aperfeiçoamentos,
no entanto, não deve pecar por exageros, comuns nessas situações.
Nessa busca deve, ou deveria, estar presente sempre o equilíbrio,
um dos princípios vinculados aos equinócios.
Quando Senna nasceu, estavam retrógrados Urano, Netuno, Plutão e Mercúrio. Observando as posições desses planetas na figura, destaca-se Netuno Rx, junto do MC, regendo a casa II, dos ganhos e das vitórias, significando talvez a exagerada e ilusória preocupação em vencer sempre. Nesse mesmo sentido atua o trígono de Netuno Rx com Mercúrio Rx, em queda em Peixes (signo de Netuno) na casa II. Mercúrio Rx rege a casa V, das competições, e a casa VIII, dos ganhos por associações, das transformações e da morte. Na cúspide da casa VIII está Plutão Rx (morte), regente do MC, em oposição a Vênus, na casa I. Vênus rege a casa IX, o estrangeiro, e a casa IV, o fim. Na casa VII, dos confrontos, das disputas e das associações, está Urano Rx (o não convencional, o imprevisível), regente do Ascendente, em queda, em oposição ao Ascendente e a Marte. No conjunto, os significados atribuídos aos retrógrados concordam com a questões mais valorizadas pelo piloto: ser vitorioso sempre; associar-se às equipes mais avançadas tecnologicamente; assumir os plutonianos riscos que envolvem as disputas de Fórmula-1 e contar com netuniana proteção. Leia também: Fidel Castro
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