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Um olhar brasileiro em Astrologia
 Edição 99 :: Setembro/2006 :: -

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DOSSIÊ PLUTÃO

Limpeza de órbita e limpeza étnica

Maurice Jacoel

O que esse discurso dos astrônomos e esse critério "científico" de reclassificação de Plutão revelam implicitamente? Podemos interpretar que estamos negando e afastando "aquele" que não se enquadra na normose de orbitar ao redor do todo poderoso poder central.

Refugiados de guerra: o mundo não tem lugar para os "desiguais".

A Astrologia é um saber maior, no sentido de ser um sistema que abarca uma série de saberes e que de fato é a prática da transdisciplinaridade muito antes que se teorizasse a respeito.

Por ser a Astrologia assim, e por relacionarmos os fatos entre si, esse acontecimento da União Astronômica Internacional não pode ser deixado de lado como algo sem importância.

Todo nosso trabalho se baseia na interpretação do universo simbólico. E, como diria Jung, toda sincronicidade se refere a acontecimentos de naturezas diferentes mas que ocorrem numa mesma freqüência de tempo.

Isto remete ao que o grupo vencedor de astrônomos em Praga definiu como critério para conceituação de planeta. Entre os quesitos, dois particularmente chamam a atenção pelo seu sentido simbólico, e uma leitura mais atenta revela algo assustador. Parece que estamos revivendo através desses astrônomos algo do nazi-fascismo, pelo menos no nível do discurso.

Explico melhor: em primeiro lugar, o critério de que o planeta (para ser assim considerado) deverá ter uma órbita regular ao redor do Sol. Aqui podemos interpretar simbolicamente que estamos negando e afastando "aquele" que não se enquadra na normose de orbitar ao redor do todo poderoso poder central (Sol?). Quem não se comporta "igual" está fora.

Em segundo lugar, o critério de que esse planeta deveria ter "limpa" a região ao seu redor... sem essa "quantidade" de (objetos?) orbitando. Será que aqui se está falando implicitamente em "limpeza étnica"? Em evitar essa "invasão de bárbaros" muçulmanos, negros, índios, asiáticos, aymaras e latinos? É para refletir...

Jung sempre nos remete à sincronicidade. O que esse discurso dos astrônomos e esse critério "científico" revelam implicitamente? E por que agora? Estamos num momento muito delicado da história da humanidade, onde assistimos a um choque de civilizações se agravando entre os países e grupos alinhados com poderes centralizadores e os "outros" que não se alinham - outros que apresentam "órbitas" estranhas e culturas, religiões e crenças que contrastam com o mundo mecanicamente bem ordenado e "limpo".

Também creio que a Astrologia é sistêmica. Temos um sitema dentro de outro sistema, e assim por diante. Todo o nosso sistema solar é um grande sistema que abarca outros sistemas menores dentro de si:

  • De Sol a Saturno é um primeiro sistema, incluindo asteróides;
  • De Kiron a Netuno é um segundo sistema;
  • Plutão, Caronte, Quaoar, Ixion, Sedna, UB303 (Xena) formariam um terceiro sistema.

Esse episódio da reclassificação de Plutão agora indica também que estamos numa virada da apropriação do saber astrológico e que podemos caminhar numa direção muito mais abrangente e também muito mais sutil. O grande Dane Rudhyar, nos seus últimos escritos, conclamava os astrólogos a pensar que tipo de astrologia seria válida para quem nascesse fora da Terra, em naves ou em outros planetas. Estamos nos aproximando desse tempo - se Pluto, num acesso de ira, não nos provocar um grande suicídio coletivo...

Leia também em Dossiê Plutão:

Os astrônomos viram a mesa e encolhem o Sistema Solar - por Fernando Fernandes
A menina que batizou um planeta - por Fernando Fernandes
Pluto, o cão de Mickey Mouse - por Fernando Fernandes
O mapa do planeta anão - por Fernando Fernandes
Plutão não é mais planeta... e daí? - por Carlos Hollanda

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Carlos Hollanda - Dossiê Plutão | Plutão não é mais planeta... e daí? | O medo do monstro sob a cama |
Maurice Jacoel - Dossiê Plutão Limpeza de órbita e limpeza étnica |
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Renata Lins - Os tempos de Saturno e Urano | Chronos e Kairós |

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