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Um olhar brasileiro em Astrologia
 Edição 91 :: Janeiro/2006 :: -

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PRESSÁGIOS 2006

2006 - no umbral do senhor dos anéis

Lúcia D. Torres

A passagem de Saturno em Leão num ano de eleições evoca a velha imagem de um "pai providencial" para o Brasil. Estamos a caminho de eleger mais um líder populista?

Chega esta época do ano e a mídia se agita à procura de previsões para o novo ano que desponta. Todos são consultados indiscriminadamente (o que por um lado é saudável e democrático, apesar, também, de alimentar a necessidade atávica de projetar a "salvação" em alguém): pais de santo, tarólogos, numerólogos, videntes, cartomantes, e é claro, nós, os astrólogos.

Aí começa a mesma história de sempre: primeiro, explicar para o desinformado repórter que o ano astrológico não começa em janeiro e, sim, em março; depois, tentar (porque nem sempre somos eficazes nisto) desfazer a idéia determinista das previsões.

Particularmente, 2006 nos apresenta duas questões "quentes", para não dizer fatais para um país que ainda vive no embalo do samba e do futebol: as eleições e a Copa do Mundo. Neste momento, o orixá que rege o ano é mais questionado ainda, coitado...

Ao contemplar os ciclos astrológicos do ano, e eu sou uma pessoa particularmente bem humorada e otimista, avisto duas nuvens sombrias no horizonte: em julho, temos uma conjunção de Marte e Saturno em Leão, quadrada com Júpiter em Escorpião e oposta ao Netuno em Aquário; em novembro, temos uma conjunção de Marte e Júpiter em Escorpião, quadrada com Saturno em Leão e com Netuno em Aquário, que, por sua vez, fazem uma dança tipo bolero o ano todo, numa oposição que vai e volta... Some-se a estes dois meses em questão (julho e novembro) o fato de Mercúrio estar retrógrado... O que esperar desta Copa do Mundo? O que esperar destas eleições? Talvez o grande desafio cósmico que o Universo nos apresente seja o de revermos os nossos valores e prescrutarmos a nossa ética, enquanto indivíduos e enquanto coletividade. Posso parecer pessimista, mas creio que estamos diante de dois jogos (a copa e as eleições) onde já temos cartas marcadas. Infelizmente, os critérios não são aqueles "de que vença o melhor, o mais apto, o mais competente..."

Sabemos que os ciclos de Júpiter são de doze anos e os de Saturno, em média, de trinta. Vamos às efemérides, as grandes aliadas dos astrológos: destaco, apenas, dois momentos destes grandes ciclos: Júpiter em Escorpião de dezembro de 1969 a janeiro de 1971 e Saturno em Leão de julho de 1976 a julho de 1978...

As gerações de Urano em Leão para trás conhecem o sabor amargo destes momentos históricos, principalmente no que tange à história brasileira. Será que já amadurecemos enquanto coletivo, enquanto sociedade, para darmos outras respostas a estes desafios? Será que já resgatamos a consciência de nossa cidadania e o poder individual de cada um de nós que pode dizer não e mudar hábitos de consumo, de comportamento, de escolhas??? Ou ainda queremos que alguém nos salve, mais uma vez, e nos diga para onde ir?

Fotos: Emílio Garrastazu Médici (acima) presidiu o país em bases ditatoriais sob Júpiter em Escorpião. Ernesto Geisel (direita) governou sob Saturno em Leão. Se por um lado iniciou a abertura política, por outro fechou o Congresso e criou os senadores "biônicos".

O Grande Pai (Saturno em Leão) toma posse este ano, após o final do reinado da Grande Mãe (Saturno em Câncer), mas será que eles continuarão fora de nós, projetados na escolha de nossos líderes políticos?

O grande trígono de Sol em Áries na casa VIII, Lua em Sagitário na casa IV e Saturno em Leão na casa I (do mapa do equinócio / ano novo em março) pode ser um sinalizador positivo de que haverá maior consciência e verdade nas escolhas de um número maior de pessoas. "Quem somos nós e o que oferecemos ao mundo?", pode ser uma das perguntas deste aspecto.

Parece que ainda temos uma longa estrada no que diz respeito às questões de poder e mudança de paradigma. Ainda vivemos, como coletividade, impregnados pelo "poder sobre", num jogo de perdedores constantes, porque ainda não nos demos conta de que, enquanto um, apenas um de nós, perder seja o que for, todos nós estaremos perdendo também.

É um imperativo cósmico a interdependência e a composição holográfica da realidade. Que este Netuno em Aquário ajude a dissolver a ilusão da separatividade, que este Saturno em Leão nos ajude a resgatar o poder pessoal e a medicina que cada um de nós encarna, que este Júpiter em Escorpião transmute os nossos padrões de crença que nos aprisionam nas masmorras solitárias do nosso ego infantil, que resiste abrir mão do que é melhor para si, apenas...

São múltiplos os anéis de Saturno - que esta passagem pelo umbral nos revele o melhor de nós mesmos e dos outros e que sejamos corajosos o suficiente para fazermos a aliaça com o melhor de nós mesmos e dos outros. Sem ingenuidade, mantendo a inocência. Um outro mundo é possível, sim.

Saiba mais sobre Lúcia D. Torres.



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