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Um olhar brasileiro em Astrologia
 Edição 91 :: Janeiro/2006 :: -

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PRESSÁGIOS 2006

Brasil com muita arte e dinheiro curto

Carlos Hollanda

No Brasil, um ótimo ano para as artes, a diplomacia, as ciências e o patrimônio histórico. A crise continua na política e irrompe na economia com o desequilíbrio nas contas públicas.

Não seriam necessários longos anos de estudo de astrologia para perceber que o próximo mês de fevereiro será uma época em que o Brasil despertará significativamente as atenções de muitos outros países, em se tratando do mundo das artes. Claro, carnaval! Em todo o país ele é um espetáculo sem igual, com todas as suas variações regionais. Quem anda antenado também já deve ter visto que na agenda de shows do Rio de Janeiro, cidade que não raro é considerada o cartão postal e referência do Brasil no estrangeiro, está a mega-apresentação de ninguém menos que os Rolling Stones, nas areias de Copacabana. O show foi marcado para o dia 18 de fevereiro.

Os mesmos antenados já devem ter visto que existem boas possibilidades do filme de Fernando Meirelles, "O Jardineiro Fiel" e o de Breno Silveira, "Dois filhos de Francisco", serem premiados (talvez até em alguma categoria do oscar ou outra premiação estrangeira) ou, na pior das hipóteses, considerados dois dos melhores filmes do ano, como já o vem sendo o de Meirelles, indicado para o Globo de Ouro.

Revolução Solar do Brasil para 2005/2006 - 6.9.2005, 23h09m59s - Brasília, DF.

O que tudo isso tem a ver com previsões astrológicas ou com interpretações importantes do ponto de vista sociocultural, político, econômico e profissional para os brasileiros? Vejamos... que tal se dissermos que tais "sinais"ou "sintomas" do coletivo encaixam-se muito bem no que indicam a revolução solar e os trânsitos sobre o mapa da Independência? Mesmo numa análise superficial sobre esse mapa do retorno solar já é possível detectar o agrupamento altamente significativo de Lua, Vênus e Júpiter na quinta casa do mapa e em Libra, onde Vênus, regente do Ascendente taurino, tem seu outro domicílio tradicional. A quinta casa, da expressão pessoal e criativa, da reiteração da identidade pela criatividade e também a casa da procriação (criar, procriar, revelar-se para todos e a si mesmo, através de algo que parte de si), no âmbito da coletividade assume o caráter de significadora dos interesses sociais no entretenimento, no espetáculo, nos esportes, na expressão artística quando praticada em larga escala e no culto a ícones representativos dos anseios populares; uma expressão da sociedade para si mesma e para terceiros. Com as conjunções librianas a via estética e relacional (formação de parcerias, laços, mediação de conflitos, ajustes pacíficos ou não de contas - inclusive os jurídicos) constituem meios muito potencializados como áreas de atuação profissional e um campo muito oportuno em termos de investimentos (governamentais, empresariais ou em se tratando de "ongs"). Agregue-se a toda esta "fertilidade", o crescente desenvolvimento desse campo artístico em áreas ligadas ao imaginário, aos folclores, mitos e suas apropriações/adaptações, comuns à indústria cinematográfica .

Arte, temas femininos e diplomacia

A relação Lua-Netuno é a que melhor se encaixa em questões que abrangem tanto as projeções e produções cinematográficas quanto esses aspectos do imaginário na literatura, nas artes visuais... (obviamente levando em conta que, se Vênus está presente, os elementos "arte" e "estética" são ainda mais evidentes). Daí a grande possibilidade de o Brasil ser representado lá fora, e também viver um bom desenvolvimento nessa área em território nacional, por filmes e manifestações artístico-culturais de peso, podendo estas chegarem a patamares inusitados, ganhando prêmios e servindo de referencial para outras produções (nacionais ou estrangeiras).

O filme Dois Filhos de Francisco, lançado em agosto de 2005, tornou-se o mais visto da história recente do cinema brasileiro sob uma revolução solar altamente favorável às artes.

Júpiter na quinta casa de um mapa pessoal comum costuma coincidir com períodos muito prolíficos, abundantes mesmo, em termos criativos e procriativos. Que não se descarte a probabilidade de um aumento significativo na taxa de natalidade. Falando nisso, 2006 já tem agendada uma campanha para aumento do tempo de licença-maternidade . Questão relevante, ao pensarmos que o mapa da revolução solar do Brasil de 2005/2006 tem Touro no Ascendente , ditando um dos principais perfis do ano para o país. É, indubitavelmente, um período de 12 meses pautado pelo feminino e seus atributos simbólicos (isto é, o que é considerado como "feminino", "delicado", "sutil", "sensual", para nossa cultura em especial). Apesar disso, não quer dizer que somente mulheres tenham boas oportunidades: desde artistas do visual (pintura, escultura, design gráfico etc.) a profissionais de moda, joalheria, produção de espetáculos ou casas de festas e afins estão na lista. É bem possível que o mundo das artes, espetáculos e estética venha a gerar mais empregos e movimentar um pouco mais a economia do que vinha fazendo nos anos anteriores. Claro que isso não é suficiente para sustentar a economia como um todo, que, como veremos adiante, levará alguns baques a partir dos dois eclipses, um na casa 2 (em março) e outro na casa 8 (em setembro) do mapa da Independência.

Brasil como mediador no plano internacional

Entre as áreas de atuação daquela tripla conjunção em Libra, destacam-se as relações internacionais. A partir de janeiro, quando o Ascendente, em arco diário , passará sobre aqueles três planetas, intensifica-se a tendência à atuação mais constante do país em organizações internacionais de caráter político e diplomático, podendo ser a ONU ou quaisquer outras entidades jurídico-políticas, ecológicas e científicas de reconhecimento mundial. O Brasil pode sobressair-se ao assumir posições conciliadoras em questões que envolvam a mediação de conflitos no exterior. Diplomatas brasileiros podem ser motivo de atenção da mídia numa freqüência acima da média usual para tal setor no país.

Avanços científicos em nosso país

Outra área privilegiada será a das ciências. No bojo das preocupações com a ecologia, o trígono da conjunção Lua-Vênus-Júpiter com Netuno na casa 9, podem coincidir com projetos ambiciosos e significativos na área de exploração marítima e submarina, com importação-exportação via cargueiros e com normas inovadoras para a preservação do meio ambiente. Algo entre esses esforços pode envolver a dissolução de fronteiras excessivamente rígidas entre áreas comerciais, políticas, ideológicas. E, quem sabe, até mesmo fronteiras religiosas. Nesse caso, especialmente em se tratando da necessidade de estabelecimento de meios alternativos para a manutenção das boas relações entre países, sobretudo quando o assunto for o trânsito de cargas que poderão auxiliar populações em grande desvantagem econômica (como as que foram vítimas das tsunamis, outras de terremotos, de guerras ou de exploração capitalista selvagem em países pobres). Por conta do sextil daquela conjunção com Plutão, pesquisas em medicina também podem ser relevantes ao gerarem novas expectativas de cura ou correção de anomalias físicas atualmente ainda sem solução. Embora janeiro seja um mês em que esses processos têm início, é ao longo do ano que os potenciais que os aspectos indicam far-se-ão visíveis.

Petróleo: perto da auto-suficiência

Em todos os casos de desenvolvimento da pesquisa científica acima, junto a outros de outras áreas (filosofia, física, química, exploração aeroespacial etc.), existe a possibilidade de equipes de pesquisadores brasileiros estarem entre premiados por entidades de apoio à ciência e ao pensar erudito. De fato, as expectativas em torno da pesquisa e exploração petrolífera na costa brasileira podem traduzir-se nas já conhecidas projeções de auto-suficiência no fornecimento de petróleo. Esse campo deve realmente ter bons resultados e, embora a auto-suficiência possa não vir de uma só vez, 2006 pode ser o ano de um avanço decisivo nesta direção. Não podemos esquecer que a maior parte do petróleo nacional vem da exploração em águas profundas (Netuno), apesar de tratar-se de prospecção subterrânea (Plutão - que ali recebe aspectos fluentes de Lua, Júpiter, Vênus e Netuno). Algo a se cogitar com essas configurações e com o posicionamento de Plutão na casa 7 (parcerias, o "outro") e da tripla conjunção em Libra, é a participação de mais empresas, nacionais ou estrangeiras, na ação de desenvolvimento do setor.

Um ano de maior cuidado com o patrimônio histórico

Estabelecendo como padrão o cálculo da Parte da Fortuna diurna , neste mapa ela recai sobre o signo de Câncer. Analisando-a em conexão com o Sol e Mercúrio posicionados na casa 4, também existe um certo potencial para uma preocupação crescente com o patrimônio histórico, seja ele o arquitetônico, seja o documental, em órgãos de pesquisa. Desde investimentos estatais até empresariais são considerações a fazer. Se o mundo das artes tende a um certo crescimento, isto também é verdade para os museus e institutos que privilegiam acervos, coleções e quaisquer outros tipos de recursos para resgate da memória (o passado coletivo e os interesses de outras épocas na construção da identidade nacional ou regional). Não raro, obras de arte situam-se em locais plenos de acervo histórico, sendo as próprias artes parte desse acervo, já que também constituem fontes para pesquisa.

O mesmo foco canceriano e de casa 4 forma a outra ponta do eixo que, se por um lado projeta o Brasil no exterior, por outro desenvolve a interiorização ou uma crescente demanda por "civilização", isto é, pela chegada de instituições, regras, valores e recursos multiculturais, econômicos, jurídicos e procedimentais em regiões de difícil acesso, ainda que isso não se dê sob uma exclusiva intervenção estatal. Será uma pena se, com todo esse potencial, serem descartadas as possíveis novas discussões sobre ampliação de transporte de massa por via fluvial e costeira que a Lua, que rege esta Parte da Fortuna, estando conjunta a Júpiter, representa. Isso sem contar no que pode ser obtido através do turismo.

Dois eclipses sobre a economia brasileira: Palocci resistirá?

Quanto à politica, as novidades não são muitas, já que giram em torno da atual crise que se estenderá pelo ano. O meses de maio, junho e julho de 2006, no entanto, são cruciais para a administração Lula. A figura do governante (casa 10 e Sol) está em estado bastante precário na revolução solar. Naqueles meses o arco diário do Ascendente chega até a décima casa e encontra Urano (entre 8 e 25 de junho) em aspectação crítica com Mercúrio (ministérios, secretarias, entre outros significados) e Sol (o governante, o partido do poder central). O contato com Urano naquelas condições costuma representar abalos em linearidades e previsibilidades, planejamentos muito rígidos que não levem em conta algo como um "plano B" e até um "plano C", ou seja, alternativas para o caso de algo dar errado. Em suma, não há estabilidade para o partido que está no poder ou para o presidente da República. A estabilidade, que em dezembro de 2005 Lula proclamou que viria a partir da sustentação econômica, pode ser uma esperança ilusória, bem típica de um processo de escape Saturno-Netuno (nesta revolução solar, ela cai no eixo das casas 3 e 9). Quando observamos esta oposição no mapa de uma pessoa é comum verificarmos os extremos:

  • automortificação por culpas causadas por expectativas não cumpridas (em geral devido a condições que estão fora do alcance do indivíduo, o que torna aquela culpa uma ilusão);
  • necessidade de justificar racionalmente as próprias debilidades, isto é, criar condições intelectuais, falsas, mas muito bem elaboradas, para confirmar o quanto se é incapaz;
  • depositar esperanças (uma fuga que tem rápido termo) em bem poucas bases, enredando-se ainda mais na própria armadilha de autocomiseração por fracassos quase tão certos quanto ilusórias são as crenças numa "reviravolta" sem bases em credibilidade ou trabalho anterior.

Quando vemos que em março e em setembro de 2006 ocorrerão, em cada um daqueles meses, um eclipse solar justamente no eixo das casas 2 e 8 do mapa da Independência, que referem-se, respectivamente, aos recursos e aos investimentos partilhados, nota-se logo que essa estabilidade passa por, no mínimo dois momentos bastante críticos. Momentos estes que não se restringem às datas dos eclipses, mas aos processos decorrentes destes ao longo dos meses seguintes. O de 29 de março ocorre, ainda que numa órbita relativamente larga, em conjunção com Plutão e com Urano-Netuno radicais da Independência. Isso quer dizer que, além da instabilidade na área econômica (contas públicas - em setembro é ainda mais contundente, já que ocorrerá na casa 8), haverá, sobretudo em abril, a instabilidade no congresso (casa 11) e possibilidades de greves no funcionalismo público, envolvendo setores como a previdência (mais uma vez uma pancada nessa área, depois do incêndio do prédio do INSS, em dezembro de 2005) e a eletricidade.

O eclipse de março é total, enquanto o de 22 de setembro é anular. Contudo, este último pode ser ainda mais complicado que o primeiro, já que, ocorrendo aos 29 graus de Virgem, realiza uma oposição com o Plutão radical e uma quadratura, de novo, com Urano-Netuno. Na mesma época estará ocorrendo a oposição de Saturno-Netuno sobre Vênus radical do mapa da Independência do Brasil, sendo Vênus um dos significadores de recursos financeiros no mapa astrológico. Juntando-se isso, encontram-se na ordem do dia problemas com o equilíbrio das contas públicas, com o salário do funcionalismo, com a dívida externa ou com financiamento de bancos do exterior.

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