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Um olhar brasileiro em Astrologia
 Edição 91 :: Janeiro/2006 :: -

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PRESSÁGIOS 2006

No mapa do novo ano,
um planeta congestionado

Fernando Fernandes

O ingresso solar de 2006 mostra o óbvio: a Terra está doente e as grandes potências estão cegas e surdas para os sintomas.

Terra, um planeta obeso

Imaginem um indivíduo gordo, sedentário, avesso a exercícios físicos, passando férias num hotel de primeira classe, verdadeiro paraíso gastronônico. Como se não bastasse o sobrepeso já acumulado pelos excessos anteriores, nosso amigo gorducho entra numa fase de descontrole total, devorando docinhos e massas, vinhos e pastéis. Naturalmente que o risco de um infarto ou de um acidente cardiovascular não seria nada desprezível.

Esta imagem ilustra bem uma das mais fortes configurações do mapa do ingresso solar de 2006. Trata-se da conjunção Vênus-Netuno em Aquário, estando Netuno em quadratura quase exata com Júpiter em Escorpião. Tanto Vênus quanto Júpiter falam da circulação sanguínea e do risco da superalimentação. É o mecanismo do excesso: o açúcar (Vênus) não utilizado que é armazenado sob forma de gordura (Júpiter), e tudo isso com fortes riscos de intoxicação e envenenamento (Netuno).

Ingresso solar 2006 - 20.3.2006, 18h25m25s GMT (hora de Greenwich)

Transferindo esta imagem para a Terra como um todo, podemos pensar que em 2006 nosso planeta sofrerá com os efeitos da "alimentação excessiva", correndo o risco de um colapso. Em outras palavras, os padrões de consumo desnecessariamente elevados e os resíduos tóxicos daí decorrentes (lixo, dejetos químicos e tudo mais) poderão ser responsáveis por problemas realmente graves, envolvendo uma vasta gama de possibilidades compatíveis com os planetas e signos envolvidos. Algumas destas possibilidades são forte aumento da poluição atmosférica em áreas densamente povoadas e vazamentos tóxicos contaminando fontes, cursos d'água e o lençol freático.

Projetar problemas ambientais é hoje um meio quase infalível de acertar uma previsão. Não é preciso ser astrólogo para entender que o planeta vive uma crise sem precedentes, com risco real para quase todos os ecossistemas. Contudo, há alguns dados particulares que permitem que coloquemos um foco mais específico em nossa investigação. Basta lembrar algumas possibilidades às quais se aplica a conjugação de fatores Júpiter-Vênus-Netuno:

  • países ricos (ou metrópoles emergentes em países do terceiro mundo);
  • regiões onde se produz, armazena-se ou consome-se grande quantidade de derivados de petróleo;
  • regiões conhecidas como centros de diversão e prazer;
  • lugares frequentados pelas classes superiores (magnatas, aristocratas, ou mesmo novos ricos).

Em resumo: este aspecto fala mais de uma cidade como Los Angeles ou Paris, ou mesmo de uma daquelas fervilhantes megalópoles chinesas, do que de uma remota região agrícola no Chade ou no Afeganistão.

Para ver uma imagem ampliada da distribuição das linhas de cada planeta pela superfície da Terra, clique na imagem ao lado. Uma nova janela será aberta.

Algumas regiões onde esta configuração é angular: Belém do Pará (Brasil), Iêmen, Golfo de Áden (saída do Mar Vermelho), Etiópia e Somália, Indonésia e norte da Austrália. A maior metrópole a ter Júpiter num dos ângulos é Teerã, capital do Irã.

 

Violência inesperada e o desafio da preservação ambiental

Já a configuração que envolve Urano e Mercúrio em Peixes em quadratura com Marte em Gêmes tem como característica mais forte a rapidez, a instantaneidade. Além se serem três planetas que agem depressa, encontram-se em signos mutáveis, que indicam movimento e condições cambiantes.

Todos os parans envolvendo estes três planetas caem em regiões oceânicas, talvez indicando que a possibilidade mais uraniana do ano esteja relacionada a maremotos, ciclones, tsunamis ou conflitos navais.

Onde estão os parans: no Atlântico, ao longo da costa africana (na altura da Serra Leoa, aproximadamente); em alto-mar, no Pacífico, a oeste das Ilhas Galápagos; na Oceania, ao norte das Ilhas Salomão; e no Oceano Índico, perto das ilhas Maldivas (a sudoeste da costa indiana).

O aspecto mais interessante deste mapa é o grande trígono formado pelos dois luminares (Sol e Lua) e por Saturno, todos em signos de Fogo. O fato de receber um trígono de seu próprio dispositor, o Sol, ameniza o mau estado cósmico de Saturno em Leão (em exílio, portanto, e retrógrado). É uma configuração que parece indicar uma certa distensão, suficiente, pelo menos, para impedir que se concretizem as piores possibilidades indicadas por outras configurações.

A nota de tensão fica por conta de Plutão em quadratura com o Sol. É bem verdade que se trata de uma quadratura separativa (ou seja, com o aspecto já se desfazendo) e reunindo planetas no mesmo elemento (dois signos de Fogo). Mesmo assim, Plutão em quadratura com Sol é sempre um aspecto temível.

No sentido mais elevado, este grande trígono tensionado por Plutão fala do único caminho que poderia desviar a Terra de sua rota rumo a novos desastres ambientais: um amplo pacto dos principais países do mundo no sentido de reduzir voluntariamente os padrões de consumo de recursos naturais. Somente este consenso em torno de ideais comuns (trígono em Fogo) poderia evitar que os ciclos da natureza, hoje ameaçados (Saturno em exílio), venham a sofrer uma ruptura definitiva, com conseqüências imprevisíveis.

É provável que as regiões onde se apresente de maneira mais drástica o conflito entre a busca do lucro imediato e a preocupação conservacionista sejam aquelas onde Sol e Plutão estejam angulares no momento do ingresso solar: Nova Zelândia, Pacífico (em cima das ilhas Galápagos), Costa do Marfim, Mali e Argélia, Espanha, Portugal, Reino Unido e Irlanda; e Oceano Índico, ao largo da costa do Sri Lanka.

Os dois eclipses solares de 2006

No ano de 2006 a Terra verá dois eclipses do Sol. O primeiro, que será total, acontecerá em 29 de março. Sua linha central [indicada em vermelho no mapa abaixo] começa perto de Natal, no Rio Grande do Norte, e se estende até a fronteira russo-mongol, na Ásia Central. Rússia, países do Cáucaso, Turquia, Líbia, Níger, Nigéria e extremidade leste do nordeste brasileiro são algumas das regiões diretamente afetadas pelo eclipse, ou seja, que ficarão totalmente imersas em sombras.

Sobre a importância dos eclipses, diz Raul V. Martinez:

Em astrologia mundial, os eclipses são considerados juntamente com as configurações existentes na hora em que ocorrem. É particularmente importante, no trato de questões que envolvem determinado país, o eclipse solar que tem sua faixa passando por esse país. A carta do eclipse, neste caso, normalmente é construída para a sede do governo e para o horário da conjunção exata do Sol com a Lua. Essa figura é utilizada como elemento complementar importante das cartas fundamentais da nação, para determinado período após o eclipse.

Para vislumbrar como o mapa do eclipse interage com o de cada país em questão, seria necessário estudar todos os mapas nacionais, um a um, o que foge do objetivo do presente artigo. Para ficarmos apenas num exemplo, no mapa do Irã o eixo do eclipse cai sobre a Lua do país, na casa 1. Isto coincide com um momento particularmente perigoso, que é o trânsito de Plutão no Meio do Céu. Mais importante, porém, é tentar captar o sentido geral deste evento. E o que se destaca é o fato de que o eclipse coloca em evidência o mundo muçulmano, já que quase todas as regiões no cone de sombra (eclipse total) professam o Islamismo. Se considerarmos também a faixa de penumbra, em que o eclipse será parcial [faixas em preto no mapa abaixo], outros importantes países podem ser identificados, como todos os do Oriente Médio e da região do Mediterrâneo, Índia, Ásia Central, região do Himalaia e do Tibete e, com menor intensidade, a Europa como um todo.

O eclipse acontece com os dois luminares em Áries. O aspecto mais tenso do mapa do eclipse é a quadratura Júpiter-Netuno-Vênus, também presente no mapa do ingresso. Mais uma vez, temos a sugestão de problemas decorrentes de padrões exagerados de consumo e dos interesses do grande capital - mas agora sobre o pano de fundo dos conflitos do mundo muçulmano. Uma das possibilidades - mas não a única - é a de turbulência em torno do fornecimento e do custo do petróleo, riqueza maior dos países daquela região. Pode-se pensar também no acirramento de conflitos religiosos entre seitas islâmicas (como no Iraque) ou entre muçulmanos e cristãos (como no Cáucaso).

O eclipse de setembro, os Estados Unidos e o Irã



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