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Um olhar brasileiro em Astrologia
 Edição 85 :: Julho/2005 :: -

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EM CIMA DOS FATOS

O inferno chegou à Inglaterra

Fernando Fernandes

Às 8h49 da manhã de 7 de julho uma seqüência de explosões iniciou-se em Londres, atingindo três estações do metrô e um dos tradicionais ônibus de dois andares. O mapa da Lua Nova, na véspera, ajuda a entender o atentado e as motivações dos que o produziram.

Para entender por que o terrorismo golpeou o Reino Unido exatamente neste 7 de julho, é necessário procurar um "gatilho", ou seja, um evento astrológico de natureza rápida, pontual, que apresente configurações propícias à eclosão da violência. Tradicionalmente, os melhores "gatilhos" para eventos desta ordem são fatores envolvendo a Lua, tais como trânsitos, progressões e lunações. No momento da primeira explosão, a Lua se encontrava em 24°22' de Câncer, próxima da conjunção com Saturno e em quincunce com Plutão (dois planetas considerados "maléficos"). Contudo, o evento mais significativo acontecera na véspera, com a Lunação (Lua Nova) de Câncer.

O mapa da lunação dá a tônica para o período de um mês lunar, até a Lua Nova seguinte. Devidamente estudado, permite previsões de curto prazo, especialmente quando combinado com mapas radicais (ou seja, de nascimento ou fundação) de países, cidades ou instituições.

A lunação de Câncer aconteceu na véspera, por volta do meio-dia LMT (hora local). Sol e Lua, em 14°31' de Câncer, estão colados ao Meio do Céu e recebem dois aspectos tensos: as quadraturas de Marte em Áries, na casa 7, e de Júpiter em Libra, praticamente sobre o Ascendente.

Mapa da lunação de 6.7.2005, calculado para Londres. A lunação ocorreu a menos de 24h do atentado que atingiu a cidade.

Trata-se de uma configuração de grande tensão, já que apresenta os luminares - Sol e Lua - recebendo ao mesmo tempo a tensão de dois planetas que se encontram em oposição entre si. O nome da configuração é quadratura T, e o ponto onde se "despeja" a maior energia é exatamente para onde convergem as duas quadraturas.

O Meio do Céu tem o significado de autoridade, governante. O Sol, por sua vez, também é um símbolo do governante, enquanto a Lua significa o povo, ou a opinião pública. Marte é significador essencial de agressão, enquanto a casa 7 representa tanto as alianças quanto os conflitos e inimigos abertos. Com Marte na 7 e em seu próprio signo, Áries, temos a imagem de um inimigo poderoso, com grande poder de agressão, capaz de ferir ao mesmo tempo o governo e o povo comum. Júpiter, colado ao Ascendente, quando tensionado é sempre um fator de hipertrofia, de exagero. Apesar de considerado um planeta essencialmente "benéfico", quand envolvido em aspectos tensos pode ampliar ou exagerar os efeitos de eventos negativos. Oposto a Marte em Áries, simboliza a ampliação da audácia dos agressores.

Áries é um signo de comportamento primário, direto, assertivo. Júpiter, por outro lado, está na raiz de expressões como jovial e juvenil. Uma tensão Marte-Júpiter no eixo Áries-Libra tem um toque adolescente, talvez dando uma idéia do tipo de gente envolvida no atentado: muito jovens e dispostos a fazer o papel do herói, talvez movidos por motivações religiosas (Júpiter rege cultos organizados).

Esta suposição é reforçada pela possível responsabilidade do grupo terrorista Al-Qaeda e pelas características do evento. Moacyr Duarte, professor da Coppe/UFRJ, em entrevista à Globonews, afirmou que "não foi um atentado exaustivamente planejado para destruir estruturas, mas sim um atentado toscamente planejado para atingir pessoas". Evidentemente, matar muita gente atrai mais a atenção dos meios de comunicação e provoca mais comoção do que destruir equipamentos e atingir a infra-estrutura.

Ainda no mapa da lunação é possível perceber uma outra configuração tensa e relativamente incomum. Trata-se de um Yod, termo que se aplica quando dois planetas foram um sextil ao mesmo tempo em que enviam quincunces a um terceiro. No caso, o Yod envolve Vênus em Leão (regente do Ascendente da lunação), Júpiter em Libra e Urano em Peixes, na casa 5. Urano é o ápice do Yod, o planeta que recebe os aspectos mais tensos, tornando-se outro vetor importante dentro desta carta. Além de presente na 5, Urano também rege esta casa, associada aos prazeres e entretenimentos mas também a alguns signficados que podem ter grande importância na compreensão do atentado: bolsas de valores, empreendimentos de risco executados voluntariamente e elites. Para melhor compreensão, lembremos que a casa 5 rege os esportes, inclusive aqueles chamados radicais, onde o prazer advém exatamente do sentimento de afirmação pessoal decorrente do enfrentamento do perigo. Deste conjunto de sugestões, podemos encontrar no mapa da lunação a possibilidade de ações ousadas no Reino Unido em que facções de terroristas jovens e em busca de afirmação decidem chamar a atenção do mundo detonando uma cidade que simboliza o poder econômico das elites européias e o capital especulativo.

Como Júpiter rege a casa 3 do mapa da lunação e está não apenas no Ascendente como também em conjunção com a Parte da Fortuna, temos um claro simbolismo envolvendo transportes (casa 3) coletivos (Júpiter).

Já o mapa do primeiro atentado, na manhã de 7 de julho, mostra todas essas configurações ainda atuantes, com exceção apenas da Lua, que acaba de formar quincunce com Plutão, regente dos subterrâneos (Plutão na casa 3 da lunação = metrô!) e avança para uma conjunção com o restritivo Saturno (a depressão coletiva e as medidas de segurança que serão tomadas).

O Ascendente do mapa do atentado encontra-se em Leão, o que reforça o papel da casa 5 no mapa da lunação (Leão tem analogia natural com a casa 5).

Urano, planeta do imprevisível e cume do Yod, está na casa 7, dos inimigos abertos (Urano na 7 é mais um indicador de que o atentado teve mais ousadia do que planejamento). O agressivo Marte encontra-se na casa 9, dos estrangeiros.

O grau simbólico do Ascendente do atentado revela as seguintes imagens:

Volosfera - Na terra, um punhal de dois gumes, e uma foice, em pé, enfiada no solo.

Calendário Tebaico - Um homem segurando com a mão direita uma foice.

São imagens agressivas, sugerindo diretamente a intenção de ferir. Já o grau de Sol e Lua na lunação da véspera mostra o seguinte:

Volosfera - Dois tronos sob seus dosséis; sobre um, um cão muito ordinário está dormindo, e, sobre o outro, um gordo rato coroado está à espreita.

Calendário Tebaico - Um rato coroado se agacha sobre um teto.

Ratos coroados são uma boa imagem para animais inferiores que recebem honras e responsabilidades muito acima de suas capacidades. A imagem fala de uma situação anômala: um líder incompetente ou omisso (o cão ordinário que dorme sobre o trono) é ameaçado por outro líder de caráter predador, pronto para atacar. Líderes incompetentes ou perigosamente agressivos povoam hoje o planeta. Não se trata apenas das lideranças da Al-Qaeda, mas também dos próprios dirigentes dos países ocidentais que mantém no Iraque uma guerra injustificável. São imagens que nos alertam, portanto, para o risco de mais violência.

Sobre que cartas aplicar os mapas da lunação de 6 de julho e do próprio atentado, em 7 de julho? Aí cabe perguntar contra quem se dirigia o atentado. Certamente o objetivo não foi atingir apenas a população de Londres, mas a administração do país como um todo, provavelmente por sua participação direta na invasão e ocupação do Iraque, ao lado dos americanos. Neste caso, cabe considerar o mapa que rege o país governado por Tony Blair. Se bem que a Inglaterra, como unidade política e como identidade nacional, seja muito mais antiga, os próprios astrólogos britânicos tendem a dar mais importância ao Reino Unido (United Kingdom), do qual a Inglaterra faz parte. Basta lembrar que Tony Blair não é o primeiro-ministro apenas da Inglaterra, mas do Reino Unido inteiro.

Reino Unido - 1.1.1801, 00h00 LMT - Westminster, Inglaterra - 51n30, 00w09.

O mapa do Reino Unido é o do "Act of Union", ou seja, a carta do momento em que efetivou-se a união entre a Grã-Bretanha (Inglaterra, Escócia e Gales) e a Irlanda. Nicholas Campion, um especialista inglês em Astrologia Mundial, afirma o seguinte:

O Act of Union recebeu a sanção real em 2 de julho de 1800, e (…) entrou em vigor às 0h00 LMT. (...) Considero este mapa o mais útil para o Reino Unido. (CAMPION, Nicholas. The Book of World Horoscopes (Segunda Edição), p. 392.)

Este mapa do Reino Unido é fortemente afetado pelo mapa da lunação de 6 de julho de 2005. A quadratura T formada por Júpiter, Marte e Sol/Lua atinge em cheio os ângulos desta carta, sem contar que dois outros interaspectos destacam a fragilização do Reino Unido na presente lunação: Saturno sobre Júpiter do Reino Unido (um aspecto depressivo e que enfatiza a segurança) e Netuno (um planeta de ação insidiosa, dissolvente e invisível) sobre Vênus (regente do Ascendente do Reino Unido).

Carta Interna: Reino Unido (1801); planetas no círculo externo: lunação de 6.7.2005.

Leia também: Duplo T bombardeia Londres, por Carlos Hollanda

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