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Um olhar brasileiro em Astrologia
 Edição 113 :: Novembro/2007 :: -

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III JORNADA GAÚCHA DE ASTROLOGIA

Porto Alegre, a hora de compartilhar

Entrevista

Berço da moderna fase da Astrologia no Brasil, com o trabalho precursor de Emma de Mascheville, Porto Alegre aproveita as Jornadas Gaúchas para se afirmar de vez como pólo regional de produção de conhecimento. Lúcia D. Torres, coordenadora do evento, conta como as Jornadas vêm contribuindo para construir um saber coletivo.

Professores e alunos da Unipaz: a força do grupo vai muito além da pose para a foto.

À beira do Guaíba, o Menino Deus é talvez o bairro mais antigo de Porto Alegre. Tornou-se conhecido nas últimas décadas não apenas por abrigar o Gigante da Beira-Rio - estádio do Internacional, segunda força do futebol gaúcho - mas também por inspirar a canção homônima de Caetano Veloso. Nos últimos anos, o Menino Deus vem-se tornando também uma referência para quem estuda Astrologia no sul do país. É lá que se instalou a Unipaz-Sul, versão gaúcha do projeto de universidade holística surgido na França nos anos 80.

Menino Deus, bairro ribeirinho onde se localiza a Unipaz-Sul.

Não é comum encontrar cursos de Astrologia nas unidades da Unipaz espalhadas em outras cidades. Porto Alegre é um caso à parte. Trata-se de um curso completo de formação, instituído em 2004 e coordenado a doze mãos. Quase simultaneamente surgiu o Nears - Núcleo de Estudos Astrológicos do Rio Grande do Sul, um fórum aberto com reuniões mensais. No ano seguinte nasceram as Jornadas Gaúchas de Astrologia, que tiveram em outubro de 2007 sua terceira edição. O resultado mais concreto de tais iniciativas é a consolidação de um grupo que hoje já tem combustível suficiente para garantir o público de eventos e criar espaços para a circulação de pesquisas desenvolvidas localmente.

Constelar entrevistou Lúcia D. Torres, Diretora Administrativa da Unipaz-Sul e uma das coordenadoras do curso de formação em Astrologia e das Jornadas Gaúchas. Lúcia é mestre em Literaturas de Língua Portuguesa pela UFRGS e instrutora de yoga, além de professora, assessora e pesquisadora de Astrologia Transpessoal e da Saúde.

CONSTELAR - Já dá pra considerar que as Jornadas Gaúchas fazem parte definitivamente do calendário de eventos da Astrologia brasileira?

LÚCIA TORRES - Sim, com certeza.

CONSTELAR - O adjetivo "Gaúcha" associado ao nome da Jornada, é só uma referência geográfica ou é também a sinalização de um diferencial no jeito de fazer Astrologia? O que o Rio Grande tem de singular em sua praxis astrológica?

LÚCIA TORRES - Num primeiro momento, pensamos apenas na referência geográfica. Apesar de termos contato com alguns astrólogos e estudantes das cidades do interior do estado, não temos uma abrangência verdadeiramente estadual, ainda. Por isto, é cedo para falar num jeito gaúcho de fazer astrologia...

Mas as jornadas tem algumas singularidades interessantes, pois incentivam a construção de um saber coletivo entre alunos e docentes - sempre há espaço para apresentação de trabalhos de estudantes de qualquer escola de astrologia (buscamos tecer parcerias com as outras escolas locais). Além disso, promovem o debate - depois da palestra, há um tempo reservado para perguntas e respostas, criando uma maior interação entre quem fala e quem escuta. E mais: resgatam a interface da Astrologia com outras áreas do conhecimento, promovendo uma visão transdisciplinar.

CONSTELAR - Transdisciplinaridade parece ser uma palavra-chave para vocês. Como isso acontece na prática?

LÚCIA TORRES - Nesta edição, tivemos o "momento arte" conduzido por alunos e colegas astrólogos, como uma oportunidade de se vivenciar a astrologia. A gente brinca dizendo que nossa proposta é trazer o Céu para a Terra, porque temos esta meta de facilitar o aprendizado através das experiências oferecidas e da contemporaneidade que nos envolve. Também procuramos oferecer uma programação que contemple estas múltiplas relações da astrologia com outros saberes (educação, saúde, meio ambiente, ciências, artes, organizações, etc).

CONSTELAR - A existência das Jornadas tem estimulado a produção de pesquisas locais?

LÚCIA TORRES - As Jornadas incentivam a apresentação de pesquisas, pelo menos um trabalho deste gênero a cada edição. Neste ano tivemos três apresentações: Amanda Costa, com seu trabalho/pesquisa entre a obra de Caio Fernando Abreu e a astrologia, Décio Domingues (à direita), com os ciclos plantetários de Júpiter/ Saturno e a ecologia ambiental e Lúcia D. Torres, com os ciclos planetários de Júpiter e Plutão em astrologia médica.

Além do mais, as Jornadas democratizam os diferentes olhares - procuramos, a cada edição, trazer novos palestrantes (locais e nacionais), viabilizando o contato do público com visões e abordagens astrológicas diferenciadas. Inclusive os próprios participantes do evento indicam os temas e os palestrantes que gostariam de assistir numa próxima oportunidade, e procuramos, dentro do possível, contemplar estas sugestões. Uma ficha de avaliação é entregue ao final do evento; lamentavelmente, o retorno da ficha preenchida é em torno de 50%, mas já auxilia na organização das próximas.

Antonio Carlos Bola Harres, cuja carreira
sempre esteve ligada a Porto Alegre,
levou para a III Jornada a discussão
sobre as novas descobertas astronômicas
e seu impacto na Astrologia.

CONSTELAR - Alguma das palestras apresentadas pelos astrólogos locais apresentou propostas inovadoras em termos de teoria astrológica, metodologia de interpretação ou abordagens transdisciplinares?

LÚCIA TORRES - Sim, a começar pelo resgate da observação celeste (incentivando as pessoas a expandirem o seu olhar além das telinhas computadorizadas, em direção ao próprio firmamento). Edson Souza deu dicas práticas e fáceis para leigos e estudantes, inclusive utilizando um simulador de fácil acesso (download gratuito pela internet - Stelarium -). Infelizmente, a observação programada com os telescópios ficou prejudicada pelo mau tempo do dia.

Também de acordo com as fichas de avaliação, as palestras sobre a necessidade de vivenciar a linguagem astrológica no cotidiano e a dos ciclos planetários e as tranformações pessoais (através de crises e problemas de saúde) foram as que mais mobilizaram a platéia.

CONSTELAR - Que tipo de público predominou no evento? Profissionais, estudantes avançados, principiantes ou leigos?

LÚCIA TORRES - Estudantes dos níveis intermediário e avançado - 36% , Profissionais - 21%, estudantes do nível básico - 43 %. Nesta edição, não tivemos a presença de pessoas totalmente leigas na temática astrológica.

À direita: Lúcia Torres apresenta seu trabalho
de Astrologia Médica.

CONSTELAR - Considerando as três edições das Jornadas Gaúchas, o melhor resultado até agora foi a divulgação da Astrologia dentro da própria Porto Alegre, a exposição da Unipaz fora dos limites do Rio Grande, o fortalecimento da dinâmica de trocas entre os astrólogos gaúchos ou o intercâmbio com astrólogos do resto do país?

LÚCIA TORRES - Os resultados são plenamente satisfatórios em muitos aspectos. Sem dúvida, neste ano, tivemos uma receptividade muito mais significativa, por parte da imprensa, à divulgação do evento, abrangendo, inclusive, mídias diferenciadas (TV, jornal e rádio). A cada edição, as Jornadas vão fortalecendo a proposta de serem um espaço de troca e produção de conhecimento.

Também é uma novidade, e não deixa de ser uma ousadia, associar o nome da Unipaz, já reconhecido e premiado internacionalmente por suas atividades em outras áreas, à temática astrológica. Contudo, talvez o maior ganho seja o da própria comunidade astrológica gaúcha que começa a fortalecer estes intercâmbios, tão essenciais, com grupos diferenciados, estreitando vínculos também com astrólogos nacionais.

CONSTELAR - Quando será a próxima Jornada?

LÚCIA TORRES - A próxima edição, a IV Jornada, será de 23 a 29 de junho de 2008.

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