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Um olhar brasileiro em Astrologia
 Edição 113 :: Novembro/2007 :: -

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CONFIRMANDO PREVISÕES EM ASTROLOGIA ESPORTIVA

São Paulo, campeão brasileiro de 2007

Fernando Fernandes

Às vésperas do início do campeonato brasileiro de 2007, o jornal Lance!, especializado em esportes, solicitou ao editor de Constelar uma entrevista sobre as perspectivas da competição. A matéria, publicada em 12 de maio - dia da partida inaugural - antecipou com clareza as tendências do certame e traçou corretamente o perfil do campeão. Compare a previsão com os fatos e entenda a técnica utilizada.

Considerando que nem todos os clubes têm mapas conhecidos e que o mapa de alguns clubes é sujeito a controvérsias, optei por utilizar como recurso principal de prognósticos o mapa do início da primeira partida do campeonato, já que nesta carta deveriam estar contidas todas as tendências gerais da competição que se iniciava. A técnica, que lança mão de alguns elementos de Astrologia Horária, revelou-se bastante adequada. Como não estamos comparando cartas de clubes, jogadores ou dirigentes, tal metodologia não nos permite individualizar previsões detalhadas. Contudo, fornece a tônica geral, permitindo descrever como será a trajetória da agremiação que chegará ao título, ou como deverá agir um clube que pretenda ser campeão.

Para entender como funciona, leia a matéria original, seguida de comentários explicativos.

Texto original - Jornal Lance!, 12/5/2007

De acordo com o mapa, o campeão brasileiro será um clube bem estruturado, salários em dia, excelentes advogados, planejamento de longo prazo. As vitórias decisivas serão alcançadas em terreno adversário. Alguns pontos preciosos, ou vantagens indiretas, deverão vir do tapetão. Enquanto outros clubes mergulharão em sérios problemas provocados pela violência da própria torcida, o clube destinado ao título saberá administrar esse problema com os seus fãs.

Aqui termina o trabalho do astrólogo. Definir que clube melhor se encaixa nesta descrição é tarefas de analistas das quatro linhas, não de observadores do cosmo. Contudo, não há como resistir à observação: o quadro que acabamos de descrever é a cara de São Paulo e Cruzeiro. Como zebras sagitarianas, há que considerar também o Paraná Clube e o Botafogo (desde que organize a retaguarda, é claro).

Um último ponto: em dezembro de 2007, exatamente na reta final do campeonato, forma-se nos céus uma rara conjunção (só ocorre uma vez a cada década) que carrega em si um potencial realmente único de direcionamento de poder. Trata-se da conjunção Júpiter-Plutão, que ocorrerá nos últimos graus de Sagitário. Os clubes que tiverem fatores importantes de suas cartas ativados por este trânsito único contarão com um tanque de combustível extra para a reta final, o que pode ser decisivo para a conquista do título.

  • A oposição Saturno-Netuno é um aspecto frio, que nada tem a ver com a vibração natural de um domingo de futebol. Indica um campeonato onde cartolas autoritários e manipulações de bastidores podem se sobrepor aos resultados obtidos em campo. Há risco, portanto, de partidas anuladas, resultados fortemente afetados por erros de arbitragem, muita movimentação no tapetão, enfim, roubando o brilho que deveria ser do craque dentro das quatro linhas.
  • O título de 2007 será mais fruto do planejamento detalhado do que da raça. Será do clube com a melhor retaguarda, e não necessariamente do que conta com a melhor equipe.
  • Não é um grande ano para os clubes que despertam as maiores paixões, a não ser que estejam dispostos a não fazer qualquer concessão às suas torcidas e seguir rigidamente o esquema de trabalho previamente estabelecido. O trígono Júpiter-Saturno, aliás, não favorecerá a dança das cadeiras de técnicos: quem o fizer vai pagar caro pela descontinuidade.

O perfil do campeão

"O campeão brasileiro será um clube bem estruturado, salários em dia, excelentes advogados, planejamento de longo prazo. (...) não há como resistir à observação: o quadro que acabamos de descrever é a cara de São Paulo e Cruzeiro. Como zebras sagitarianas, há que considerar também o Paraná Clube e o Botafogo (desde que organize a retaguarda, é claro)."

A carta apresenta o Ascendente em Sagitário e seu regente, Júpiter em domicílio, forma um trígono com Saturno em Leão no Meio do Céu (significador do lugar mais alto, do objetivo, da liderança). Apesar de Júpiter estar retrógrado, o aspecto é enfático demais para não ser considerado. Daí foi possível deduzir que o campeão teria uma forte marca sagitariana e que ganharia o campeonato com base na organização e no planejamento (trígono com Saturno em Leão).

Partida inaugural do campeonato brasileiro 2007: 12.05.2007, 18h07min30s
São Paulo, SP - 046w37, 23s32.

O São Paulo sempre é apontado como um raro exemplo de clube bem administrado, onde o planejamento é colocado acima da paixão. Neste sentido, o Cruzeiro é um dos poucos que lhe poderia fazer frente. Além do mais, o São Paulo apresenta mais de um mapa de fundação, sendo que aquele considerado definitivo (16 de dezembro de 1935) tem exatamente o Sol em Sagitário e o Ascendente em Leão, mesmos signos enfatizados no mapa da abertura do campeonato deste ano. O artigo São Paulo de Júpiter e Saturno, publicado em Constelar nº 85, de julho de 2005, ressalta exatamente a importância destes mesmos planetas que estavam em trígono no mapa da abertura do campeonato de 2007.

Por que consideramos Botafogo e Paraná Clube como "zebras sagitarianas"? Porque estava claro, desde o início, que o campeão teria uma dominante em Sagitário ou, ao menos, um Júpiter muito destacado (Júpiter é considerado o "grande benéfico", especialmente quando em domicílio). Dos clubes com mapa conhecido, São Paulo, Paraná Clube e Botafogo eram os únicos com esta característica (no caso do Botafogo, considerando o mapa de sua última fundação, em 1942, com quatro planetas em Sagitário).

Na verdade, não bastava ao clube ter o Sol em Sagitário, mas beneficiar-se da conjunção de Júpiter em trânsito a planetas da carta radical, o que realmente ocorreu com o São Paulo. Enquanto o tricolor do Morumbi recebia, na reta final do campeonato, o trânsito de Júpiter sobre o Sol radical, o Paraná Clube, cujo Sol está nos últimos graus do signo, sofria apenas o duro trânsito de Plutão. Dificilmente escapará de descer para a segunda divisão.

Quanto ao Botafogo, não apenas não organizou a retaguarda como conseguiu desorganizá-la ainda mais, como veremos a seguir. Apesar de liderar quase todo o primeiro turno, acabou o campeonato longe das primeiras posições.

Saturno-Netuno: um título planejado

"O título de 2007 será mais fruto do planejamento detalhado do que da raça. Será do clube com a melhor retaguarda, e não necessariamente do que conta com a melhor equipe.

Não é um grande ano para os clubes que despertam as maiores paixões, a não ser que estejam dispostos a não fazer qualquer concessão às suas torcidas e seguir rigidamente o esquema de trabalho previamente estabelecido."

Um campeonato que começa com uma oposição Saturno-Netuno ao longo do eixo Meio do Céu-Fundo do Céu não pode ser decidido na raça. Trata-se de uma configuração que une dois planetas frios, com efeito um tanto depressivo. Além do mais, Mercúrio em Gêmeos - um planeta mental num signo mental - encontra-se angular no Descendente, confirmando a tendência de que o ano seria dos que pensam a longo prazo, e não dos clubes movidos a paixão. Esta mesma configuração também diminui ou mesmo anula o peso das torcidas inflamadas, sendo que diversos clubes de massa passaram por maus momentos ao longo do ano - especialmente o virginiano Corinthians.

Vejamos agora algumas citações da imprensa que ratificam o prognóstico:

O elenco são-paulino, se não era brilhante, ao menos apresentava um número maior de opções do que quase todos os adversários. (ESPN Brasil, 31.10.2007)

E mais:

Outro duelo emblemático da recuperação do São Paulo na competição aconteceu em 24 de junho, na Vila Belmiro, diante do Santos. (...) O time do Morumbi não empolgava - como jamais empolgou durante toda a competição -, mas parecia ter encontrado um padrão de jogo baseado em uma defesa sólida e um forte sistema de marcação no meio-campo. Seria a tônica do São Paulo campeão brasileiro de 2007. (ESPN Brasil, 31.10.2007)

Técnicos: a vitória da paciência

"O trígono Júpiter-Saturno, aliás, não favorecerá a dança das cadeiras de técnicos: quem o fizer vai pagar caro pela descontinuidade."

Um trígono Júpiter-Saturno em posição angular destaca de imediato a questão da estabilidade e da continuidade. Clubes brasileiros tendem a culpar o técnico por todas as mazelas, demitindo-o na primeira seqüência de derrotas. No final do primeiro turno, o site do Globo Esporte já dizia:

Dos 20 clubes do Brasileirão 2007, nove já trocaram de treinador pelo menos uma vez na metade da competição. Apenas Paraná e Juventude já tiveram três treinadores no comando. (http://globoesporte.globo.com, 17.8.2007)

Um dos casos mais curiosos foi o do Botafogo, líder durante quase todo o primeiro turno, e com acentuado declínio na segunda parte do campeonato. Em setembro, o técnico Cuca deixa o time, sendo substituído por Mário Sérgio, que sofre três derrotas e é demitido, sendo substituído por... Cuca! Em outras palavras, o Botafogo readmitiu o mesmo técnico. Tanta instabilidade derrubou de vez qualquer chance do clube que, se tivesse mantido um padrão mais regular, teria chances realmente fortes ao título, dados os quatro planetas em Sagitário.

Já o UOL acrescentou, em novembro:

Três times ainda preservam os mesmos técnicos que iniciaram a competição do ano passado - Muricy Ramalho, do líder São Paulo, Vanderlei Luxemburgo, do Santos, e Mano Menezes, do Grêmio. (Uol, 12.11.2007)

Não foi por acaso que o São Paulo foi o campeão de 2007, o Santos alcançou o vice-campeonato e o Grêmio manteve-se entre os dez primeiros colocados. O técnico Muricy Ramalho, do São Paulo, assumiu no dia 21 de janeiro de 2006. Sua longevidade está, portanto, totalmente de acordo com o espírito do mapa do campeonato 2007.

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